Sete ex-São Paulo espalhados pelo exterior; veja os clubes

Nikão, Liziero, Diego Costa, Helinho, Valdívia, João Moreira e Paulinho Bóia seguiram caminhos diferentes após deixarem o Tricolor e hoje atuam em mercados pouco acompanhados pelo torcedor brasileiro
Alguns jogadores passam pelo São Paulo, conquistam títulos, criam expectativa na torcida e, depois de deixarem o clube, praticamente desaparecem do noticiário esportivo brasileiro. Mas o que aconteceu com esses atletas? Onde estão jogando atualmente?
Um levantamento publicado pelo colunista Rafael Reis, do UOL, apresenta o paradeiro de sete jogadores que vestiram a camisa tricolor e atualmente defendem equipes de diferentes países. A lista reúne atletas que encontraram novos caminhos na China, em Portugal, na Grécia, no México, na Coreia do Sul, nos Emirados Árabes Unidos e na Polônia.
Entre eles, há quem tenha encontrado uma nova fase na carreira, quem tenha conquistado títulos importantes e também quem enfrente dificuldades para ganhar espaço.
1. Nikão — Guangdong GZ-Power, da China
Contratado como reforço de peso para a temporada de 2022, Nikão chegou ao São Paulo com a expectativa de repetir o protagonismo que havia apresentado no Athletico-PR. No entanto, não conseguiu corresponder ao investimento e não voltou a apresentar o mesmo rendimento que o destacou no futebol brasileiro.
Depois de ser rebaixado com o Athletico-PR em 2025, o meia-atacante seguiu para a China, onde passou a defender o Guangdong GZ-Power, equipe que havia acabado de subir da terceira para a segunda divisão.
Na segunda temporada pelo clube asiático, Nikão teve participação decisiva no acesso inédito da equipe à elite do futebol chinês. Foram 12 gols e 11 assistências, números que mostram uma recuperação de protagonismo longe do Brasil.
2. Liziero — Nacional, de Portugal
Revelado pelo São Paulo em 2018, Liziero começou a carreira profissional cercado de expectativas. Logo no primeiro ano, disputou 40 partidas e deixou a impressão de que poderia se tornar uma peça importante do meio-campo tricolor ou render uma grande negociação para o futebol europeu.
O volante também participou da campanha do título paulista de 2021, conquistado sob o comando de Hernán Crespo. Depois, porém, iniciou uma sequência de empréstimos, passando por Internacional, Coritiba e Yverdon Sport, da Suíça.
Com o encerramento de seu vínculo com o São Paulo, em 2025, Liziero seguiu para Portugal e passou a defender o Nacional, da Ilha da Madeira.
3. Diego Costa — PAOK, da Grécia
Formado em Cotia, Diego Costa alternou bons e maus momentos com a camisa do São Paulo, mas chegou a ocupar a função de capitão da equipe.
Em 2024, foi negociado com o Krasnodar, da Rússia. Logo em sua primeira temporada, participou da campanha que terminou com o título inédito do Campeonato Russo para o clube.
Em setembro de 2026, depois de perder espaço na equipe russa, foi emprestado ao PAOK, da Grécia. Segundo o levantamento do UOL, o defensor voltou a ter importância no novo clube e só deixa de atuar quando enfrenta problemas físicos. Seu contrato com o Krasnodar segue válido até 2029.
4. Helinho — Toluca, do México
Uma das apostas das categorias de base do São Paulo no final da década passada, Helinho não conseguiu se firmar como jogador decisivo no Morumbi.
Depois de defender o Red Bull Bragantino, o atacante foi negociado com o Toluca, do México, em 2024. A mudança de país representou uma virada importante na carreira.
No futebol mexicano, Helinho conseguiu apresentar o potencial que havia despertado expectativas durante sua formação. De acordo com o UOL, o brasileiro já conquistou dois títulos nacionais e também foi escolhido para a seleção da Copa dos Campeões da Concacaf, competição vencida pelo Toluca.
O clube mexicano ainda pode ganhar projeção internacional: caso o Palmeiras conquiste a Libertadores, o Toluca será o primeiro adversário da equipe brasileira na Copa Intercontinental, conforme o cenário apresentado pela publicação.
5. Valdívia — Jeonnam Dragons, da Coreia do Sul
Valdívia teve uma passagem curta pelo São Paulo. Contratado por empréstimo do Internacional em fevereiro de 2018, o meia-atacante disputou menos de 20 partidas pelo Tricolor e acabou devolvido ao clube gaúcho apenas quatro meses depois.
Sem conseguir repetir os melhores momentos do início da carreira, encontrou espaço no futebol sul-coreano. Atualmente, defende o Jeonnam Dragons, equipe da segunda divisão do país.
No clube, utiliza a camisa 10 e frequentemente assume a braçadeira de capitão. O time passou por dificuldades na temporada e escapou por pouco do rebaixamento para a terceira divisão, segundo o levantamento do UOL.
6. João Moreira — Al-Nasr, dos Emirados Árabes Unidos
João Moreira começou a ganhar oportunidades no time profissional do São Paulo ainda aos 17 anos. A precocidade, somada às convocações para as seleções de base de Portugal — o jogador possui dupla cidadania —, fez dele uma aposta importante para o futuro do clube.
Entretanto, uma grave lesão no joelho, que o deixou mais de 250 dias afastado, prejudicou sua evolução.
Depois de uma passagem pelo Porto, onde atuou pela equipe B e disputou a segunda divisão portuguesa, o lateral deixou o São Paulo e seguiu para o Al-Nasr, dos Emirados Árabes Unidos.
7. Paulinho Bóia — Widzew Łódź, da Polônia
Revelado em Cotia, Paulinho Bóia teve seu melhor momento como profissional do São Paulo em 2020, quando ganhou oportunidades com Fernando Diniz.
A boa fase, porém, não durou muito. No ano seguinte, foi emprestado ao Juventude e iniciou uma trajetória marcada por mudanças frequentes de clubes.
O atacante já passou por equipes de três continentes — América do Sul, Europa e Ásia — e chegou ao seu 12º clube na carreira: o Widzew Łódź, da Polônia.
O início da passagem pela equipe polonesa não foi positivo. Paulinho Bóia participou de apenas seis minutos de uma partida antes de sofrer uma lesão muscular e ser encaminhado ao departamento médico.
Carreiras diferentes depois do São Paulo
A lista mostra como os caminhos dos jogadores que deixam o São Paulo podem ser bastante diferentes. Nikão encontrou protagonismo na China, Helinho conquistou espaço e títulos no México, enquanto Diego Costa tenta manter sua importância no futebol grego.
Outros nomes, como Liziero, Valdívia, João Moreira e Paulinho Bóia, também seguem suas carreiras longe dos principais centros do futebol europeu e do noticiário brasileiro.
Para o torcedor são-paulino, fica a curiosidade de acompanhar o destino de atletas que, em diferentes momentos, fizeram parte do elenco ou das categorias de base do clube.
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Nikão é melhor esquecer, Valdivia já tinha esquecido que pasou pelo tricolor, e os demais não deixaram muitas saudades . O que mais lamento não ter conseguido utilizar o potencial é o João Moreira que no inicio parecia que ia ser um craque da lateral , mas que os problemas fisicos acabaram por limitar o seu desenvolvimento.
Nao estimula a imginacao dessa patota, zanca! kkk