Seguindo a programação do clube, o grupo de jogadores que já tinha folgado no domingo, voltará a folgar nesta quarta feira após a derrota para o Bahia em Salvador

Após a derrota por 3×2 em Salvador, o grupo folgará nesta quinta feira e só retorna aos treinos na sexta feira visando o clássico contra o Corinthians. Esse jogo tomou grande importância para os são paulinos pela situação do rival na tabela, pela rivalidade pelo resultado e desempenho pífios contra o Bahia.
Como foi o jogo?
Primeiro tempo: São Paulo sai atrás, mas empata na qualidade individual
O técnico Dorival Júnior precisou promover mudanças na escalação do São Paulo novamente. Sabino, em melhores condições físicas, entrou no lugar de Osorio. Wendell ganhou a vaga de Iago, suspenso, na ala esquerda, enquanto Pablo Maia superou a concorrência do jovem Djhordney no meio-campo em meio à ausência de Marcos Antônio. A comissão técnica ainda mostrou coragem ao substituir o trio de volantes por um trio de ataque, com Lucas, Luciano e Calleri — este último de volta à equipe titular após um quadro de dores no joelho esquerdo.
O início de jogo do São Paulo foi um desastre. O Tricolor até teve a primeira oportunidade clara, mas defensivamente não entrou no jogo. A equipe paulista deixou o Bahia com muita liberdade, sobretudo pelo lado direito, pelo qual encontrou superioridade com Marcos Victor e Jean Lucas. Em duas subidas por aquele lado, o time de Dorival Júnior sofreu dois gols. Em ambos, a zaga estava desatenta e viu os jogadores do rival se anteciparem à marcação. No lance do segundo gol, Marcos Victor avançou sozinho com a bola e teve todo o tempo do mundo para invadir a área e cruzar para Pulga.
Com 20 minutos disputados, o São Paulo se viu em um cenário complicadíssimo. Depois da chance O São Paulo se viu encurralado com a marcação do Bahia e não conseguiu impor seu jogo. Quem mais tentava criar algo diferente era Lucas, atuando como uma espécie de meia-atacante atrás da dupla Calleri e Luciano, com possibilidade de flutuação. Mesmo assim, defensivamente, o Tricolor paulista continuou sofrendo. Cada contra-ataque organizado pelo Bahia gerava situações de perigo, com uma desorganização defensiva gritante. Também chamou atenção a dificuldade do São Paulo em ganhar e afastar as segundas bolas.
O Tricolor paulista ainda demorava muito a tomar decisões. Com todos os setores desconectados, o time de Dorival Júnior se mostrou um pouco mais lento, mas apresentou um leve crescimento de produção na reta final. Ainda que estivesse pior no jogo, o São Paulo conseguiu um empate importantíssimo no final do primeiro tempo, aproveitando a queda de rendimento do Bahia na marcação e a posse de bola passiva do rival. Em uma das poucas jogadas trabalhadas pela equipe, Wendell pisou no ataque pelo lado esquerdo e acionou Calleri dentro da área. O argentino rolou para Lucas, que dominou e bateu dentro da área. Em seguida, Bobadilla, também na qualidade individual, marcou um golaço, acertando o ângulo.
Em suma, o São Paulo fez um primeiro tempo ruim, principalmente em termos defensivos, com muita desorganização do meio para trás. O time repetiu os erros do jogo contra o Mirassol, quando entrou desligado e sofreu um gol logo no início. A diferença é que Rafael, desta vez, não conseguiu evitar o pior. Mas embora não tenha se encontrado na etapa inicial, o Tricolor paulista não desistiu. A equipe levou dois gols em menos de dez minutos, teve tempo para se abater, mas mostrou resiliência para não sofrer mais gols e conseguiu voltar para o jogo com as qualidades individuais de Lucas e Bobadilla.
Segundo tempo: São Paulo melhora, mas volta a decepcionar torcida
Com o jogo praticamente ‘zerado’ após o empate na reta final do primeiro tempo, a comissão técnica do São Paulo não promoveu mudanças para a etapa complementar. O Tricolor paulista voltou do intervalo melhor que o rival, com mais presença ofensiva e buscando o gol da virada. A equipe apresentou uma variedade de jogadas ofensivas, seja com triangulações pelo chão ou em bolas aéreas e paradas, pressionando e empurrando o Bahia para trás.
Fato é que o cenário se inverteu totalmente no segundo tempo. Quem tinha mais a posse e criava mais chances de perigo era o São Paulo, ganhando também a maioria das disputas no meio-campo e recuperando bolas em zonas perigosas com uma pressão encaixada, diferente do que ocorreu no primeiro tempo.
Por volta dos 20 minutos do segundo tempo, o jogo voltou a ficar mais equilibrado. O Bahia fez mudanças, reforçando o meio-campo, e fechou alguns espaços que o São Paulo vinha encontrando. Já o Tricolor paulista se resguardou um pouco mais e melhorou no posicionamento defensivo, mas ainda assim apresentou dificuldades para afastar as bolas em sua área, principalmente as oriundas do jogo aéreo. Com 26 minutos, Dorival Jr. fez a primeira mudança: Djhordney entrou no lugar de Luciano.Com cerca de 33 minutos, a comissão técnica do São Paulo preparava mais três mudanças quando a defesa voltou a vacilar, mais uma vez, na bola aérea. Everton Ribeiro alçou bola para dentro da área, Erick escorou de cabeça para o meio e Marcos Victor apareceu sozinho, na pequena área, para marcar o terceiro do Bahia. Novamente, em um jogo que poderia terminar com um empate ou até mesmo com uma vitória, o Tricolor paulista saiu derrotado pela desatenção defensiva. O sistema defensivo não deu conta, mesmo com três zagueiros, de conseguir encaixar suas peças.
Depois de sofrer o empate, Dorival partiu para o tudo ou nada. Bobadilla, Sabino, Pablo Maia e Wendell deixaram o campo para as entradas de Danielzinho, Gustavo Santana, Victor Sá e Cauly. O time inteiro refletiu a desorganização da defesa, com Victor Sá chegando a atuar como um lateral esquerdo para acomodar os demais jogadores que entraram. No fim das contas, as trocas não serviram de nada, pois o São Paulo sequer ameaçou o Bahia nos minutos finais.
A derrota é mais uma decepção do São Paulo nesta reta final de temporada. O time tricolor sofre para encontrar uma regularidade no Brasileirão e não consegue se firmar na briga por uma vaga na Libertadores, que ficou praticamente impossível após o revés. Além disso, a sina de não vencer fora de casa no torneio parece perseguir Dorival Júnior no comando do Tricolor paulista, repetindo o cenário de 2023. Hoje, o São Paulo só não briga para não cair pelos pontos conquistados com Crespo e pela força da torcida no Morumbis. Resta saber, agora, o que Dorival planeja para os últimos cinco jogos da equipe no ano.
Situação do São Paulo na tabela
Com o resultado, o São Paulo viu a invencibilidade de três jogos chegar ao fim, além de prolongar o jejum fora de casa no Brasileiro para 14 jogos, com 11 derrotas e três empates. O Tricolor paulista caiu para a décima posição após a vitória do Red Bull Bragantino e permaneceu com os mesmos 43 pontos do início da rodada, se distanciando do sonho de conquistar uma vaga na Libertadores.
Próximos jogos do São Paulo
São Paulo x Corinthians (34ª rodada do Campeonato Brasileiro)
Data e horário: 04/11 (quarta-feira), às 21h30 (de Brasília)
Local: Vila Belmiro, em Santos (SP)
São Paulo x Fluminense (35ª rodada do Campeonato Brasileiro)
Data e horário: a definir
Local: Morumbis, em São Paulo (SP)que bastante ofensivo. O Bahia ficou mais com a posse e praticamente não deixou o rival jogar, empurrando o Tricolor paulista para trabalhar a bola na defesa.
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Força, guerreiros
Vão ressuscitar o Curica, é a cara desses jogadores.