São Paulo: o fracasso de um sistema
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O grande erro do São Paulo foi ter interrompido, no início do ano, um trabalho que funcionava. Crespo havia deixado uma equipe organizada, competitiva e taticamente estruturada. Em vez de preservar esse projeto, o clube mudou o comando e, a partir daí, passou a construir o time cada vez mais em função de determinados jogadores e das hierarquias internas.
O problema atual não é apenas técnico. É estrutural.
O São Paulo criou um sistema arcaico, fracassado e desastroso, no qual jogadores como Luciano, Calleri, Pablo Maia, André e Ferreirinha e outros passaram a desfrutar de uma condição de segurança que reduz a competição por posições. O problema não é esses jogadores serem importantes; é quando a importância se transforma em cadeira cativa.
Quando o titular sabe que dificilmente perderá a posição, mesmo tendo atuações ruins, a cobrança diminui. Quando o reserva sabe que, por melhor que treine ou jogue, dificilmente terá oportunidade, a motivação desaparece. E quando o jogador da base percebe que seu desempenho não será suficiente para fazê-lo chegar ao time principal, o clube destrói justamente aquilo que deveria ser uma de suas maiores forças: a formação de talentos.
O resultado é um ambiente sem meritocracia.
O jogador não disputa apenas contra o adversário; precisa disputar contra uma hierarquia previamente estabelecida. E, quando essa hierarquia determina antecipadamente quem joga, quem fica no banco e quem sequer terá oportunidade, o elenco perde competitividade, confiança e motivação.
Foi exatamente por isso que a demissão de Crespo foi tão prejudicial: o clube não apenas trocou de treinador, rompeu uma estrutura que funcionava e abriu espaço para um modelo que passou a privilegiar indivíduos em detrimento do coletivo.
Hoje, o São Paulo precisa recuperar um princípio básico: ninguém pode estar acima do clube.
Nome, salário, experiência ou influência não podem garantir titularidade. O treinador precisa ter liberdade para escalar quem estiver melhor. A base precisa enxergar um caminho real para chegar ao profissional. O reserva precisa acreditar que pode conquistar sua posição. E o titular precisa saber que pode perdê-la.
Enquanto isso não acontecer, trocar treinador será apenas trocar o responsável pelo problema.
O sistema atual é arcaico, fracassado e profundamente prejudicial ao futebol do São Paulo. E, se além disso existirem práticas de corrupção ou favorecimento na administração, elas precisam ser investigadas e responsabilizadas pelos mecanismos competentes.
Porque um clube que coloca interesses individuais acima do projeto esportivo destrói a competição interna, desvaloriza a base, desmotiva os reservas e perde sua própria identidade. São Paulo precisa voltar a ser maior do que qualquer jogador, qualquer grupo e qualquer hierarquia.
Caso contrário, a Série B deixa de ser apenas um risco esportivo e passa a ser a consequência natural de um sistema que se recusa a mudar.
Autor: Desconhecido
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A SAF Botafogo teve o mesmo problema em 2023 com a saída de Luís Castro, e a não manutenção de Cláudio Caçapa, que estava 100%.
O Roger Machado deles foi o Bruno Lage. E o Dorival deles foi o Lúcio Flávio.
Tudo isso com salários em dia.
Pois é, eles colocam o interesse acima da instituição, não querem mudança estatutária porque não querem largar o osso.
Tem como fazer via AG e o conselho teria que aceitar ou aceitar.
A que ponto chegamos, e sem esperança alguma de melhorar.
Como já dizia Paulo Scala, #Triste SPFC.
Dizia, não …, digo.
O fracasso como método está muito além do futebol …, o SPFC segue sendo destruído, em cada detalhe
#Triste SPFC.
Foi exatamente eu que escrevi esse texto aqui, Isso foi há algumas derrotas do São Paulo. Vou por esse agora :
O São Paulo está preso a um pensamento velho, ultrapassado e completamente incompatível com a realidade de uma instituição moderna. Lá, hierarquia vale mais que competência, relacionamento vale mais que resultado e favorecimento vale mais que meritocracia. Não existe espaço para o jovem simplesmente chegar e ocupar o lugar que merece, mesmo que seja dez vezes melhor do que quem está acima dele. O clube parece funcionar como um feudo: quem está há décadas dentro da estrutura acredita ser dono do cargo, do poder e das decisões.
É justamente essa mentalidade arcaica que alimenta favorecimento, protege grupos e cria um ambiente perfeito para perpetuar corrupção e incompetência. O pensamento do clube não condiz hoje com a realidade de como uma instituição séria deve ser administrada. Enquanto o São Paulo continuar premiando hierarquia em vez de capacidade, protegendo os velhos donos do poder e sufocando qualquer renovação verdadeira, continuará sendo um clube gigantesco administrado por uma estrutura pequena, atrasada e apodrecida.
Isso se resolve com AG.
E para quase todas outra soluções que já foram discutida aqui a AG é obrigatória.
Pois é, o fracasso de um sistema… feudal.
O fracasso do SPFC está muito além do futebol …, o fracasso como método tem no futebol seu objeto de destruição …,
a patota sequestrou o clube e tomou de assalto o futebol tricolor.
E simplesmente destruiu todo e qualquer traço da identidade e imagem que havia de um SPFC vencedor.
Não é apenas um “retrato de momento”, mas o reflexo de projeto em execução.
E o roteiro segue em frente.
Gosto do Crespo, mas nao tinha garantia alguma de sucesso, pois a qualquer momento a Direção poderia desmontar o time dele, vendendo, emprestando e doando.
O mais provável é que chegasse ao mesmo ponto de agora: Atraso de salários e perninha nos jogos.
Por isso que o Massis tinha certeza que o desempenho ia cair.
O pico da crise demoraria mais tempo, poderíamos estar numa situação bem melhor no campeonato.
Sem duvida, tbm acredito artilheiro. Mas me pergunto, se eles desmontassem o arroz feijão do Hermano, será que ele nao pediria pra sair?