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A derrota para o Remo expôs fragilidades que o São Paulo vinha conseguindo esconder nas últimas semanas e deixou claro que o técnico Dorival Júnior terá muito trabalho durante a pausa para a Copa do Mundo. A atuação coletiva esteve abaixo do esperado, especialmente na construção das jogadas e na capacidade de transformar posse de bola em chances claras de gol.

Jogador de futebol do São Paulo se preparando para chutar uma bola em campo durante uma partida.

Um dos principais problemas esteve na saída de bola. Alan Franco e Osorio, normalmente seguros na construção, encontraram dificuldades diante da marcação alta adversária. O São Paulo pouco conseguiu evoluir desde a defesa e frequentemente precisou recorrer a lançamentos ou erros do adversário para avançar ao campo de ataque.

No meio-campo, Pablo Maia teve atuação regular, mas Danielzinho esteve distante do nível apresentado desde sua chegada. Erros de passe, excesso de condução e lentidão na tomada de decisão prejudicaram a fluidez da equipe. Nem mesmo a entrada de Marcos Antônio conseguiu mudar o panorama da partida.

No ataque, o cenário segue preocupante. Artur foi o jogador mais perigoso ofensivamente, mas desperdiçou uma grande oportunidade cara a cara com o goleiro Ivan. Calleri, por sua vez, chegou a 11 partidas sem marcar, igualando o maior jejum de sua carreira. O argentino participou mais da construção das jogadas, mas continua sem conseguir resolver o principal problema do time: a falta de gols.

Pelas laterais, Lucas Ramon foi um dos poucos destaques positivos. Participativo, criou oportunidades e quase marcou ainda no primeiro tempo. Já Enzo Díaz vive momento oposto. O lateral fazia partida discreta até cometer o erro decisivo nos minutos finais, entregando a bola para o gol que decretou a derrota são-paulina.

Entre os jovens, Hugo Leonardo ganhou seus primeiros minutos na temporada, enquanto Lucca teve uma boa oportunidade dentro da área, mas não conseguiu aproveitar. Ferreira alternou bons passes e participação defensiva com erros de decisão e finalizações sem direção.

Apesar do resultado negativo, Dorival tentou modificar a equipe durante a partida e deu oportunidades a jogadores mais jovens. No entanto, a atuação reforçou uma percepção já existente nos bastidores: o elenco necessita de ajustes, reforços e evolução física e técnica para encarar a sequência da temporada.

A pausa para a Copa surge agora como uma oportunidade importante para corrigir problemas. O São Paulo mostrou evolução em alguns momentos desde a chegada de Dorival, mas a derrota para o Remo evidenciou que ainda há limitações significativas na criação ofensiva, na saída de bola sob pressão e na capacidade de decidir jogos equilibrados. Mais do que o resultado, foi o desempenho que acendeu o sinal de alerta para o segundo semestre.

Notas do São Paulo:

• Lucas Ramon – 6,5
Tetê – 5,0
• Ferreira – 6,0
Rafael – 4,0
• Alan Franco – 5,5
• Pablo Maia – 5,5
• Hugo Leonardo – 5,0
• Artur – 5,5
• Calleri – 5,0
André Silva – 5,0
• Marcos Antônio – 5,5
• Lucca – 4,5
• Osorio – 5,0
• Danielzinho – 5,0
• Enzo Díaz – 1,0

Técnico:
• Dorival Júnior – 5,0

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