R$ 2.774 BILHÕES foram gastos no São Paulo no futebol entre 2021 e 2025
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Entre os anos de 2021 e 2025 o São Paulo Futebol Clube gastou R$ 2.774 milhões (dois bilhões setecentos e setenta e quatro milhões de reais) com seu Futebol, obtendo, entretanto, resultados modestos no período. A aplicação dos recursos poderia ter sido mais eficiente, conforme constatamos ao comparar com adversários que disputaram as mesmas competições.
Com uma administração mais austera, e melhor eficiência na aplicação de recursos, o SPFC poderia ter alcançado o mesmo nível de competitividade, sem, porém, ter causado os sucessivos déficits e o aumento do endividamento observado na administração Julio Casares.
O objetivo deste artigo é comparar a eficiência de aplicação de recursos entre os principais times do futebol brasileiro.
1. Introdução – Desempenho Esportivo na Série A do Campeonato Brasileiro
Para comparar o desempenho entre diferentes equipes precisamos de um critério comum, que permita avaliar todos de forma equalitária. A melhor “régua” para esse comparativo é o desempenho em jogos do Campeonato Brasileiro da Série A, competição que toma oito meses do calendário e opõe diretamente as melhores equipes do país. Os Estaduais e Copas, pelo desnível técnico de alguns participantes e por terem um desequilíbrio no número de jogos, não são considerados no comparativo direto, pois podem distorcer os resultados, mas fazem parte dos comentários da matéria.
Adotamos como critério de entrada no comparativo uma equipe ter disputado todos os jogos de Série A do Campeonato Brasileiro entre janeiro de 2021 e dezembro de 2025, sem que tenha sido rebaixada neste último ano. Apenas oito times se qualificaram por esses critérios. Abaixo o desempenho esportivo de cada um deles.

Cada um dos times realizou 201 jogos pelo Brasileiro da Série A no período considerado, sendo 38 jogos por ano referentes às temporadas 2021 a 2025, e 11 partidas jogadas em 2021, mas relativas ao torneio de 2020. Palmeiras e Flamengo realizaram um jogo a mais, totalizando 202 jogos, o que não altera as conclusões deste estudo.
No período 2021 a 2025, o São Paulo Futebol Clube teve o pior desempenho acumulado entre todos os times que jogaram a Série A e não foram rebaixadas no período considerado. O aproveitamento acumulado de 46% reflete bem o desempenho de um time que esteve lutando na parte baixa da tabela por três temporadas, e teve desempenho um pouco melhor em 2024, sob comando de Zubeldía, e 2025, com Crespo. Tivemos o menor número de vitórias, o pior ataque, o pior saldo de gols, e nossa defesa foi a segunda pior entre os times analisados.
O mau desempenho do time no Campeonato Brasileiro não está relacionado à falta de recursos para aplicar na equipe. Veremos na sequência que o Tricolor esteve entre os cinco times que mais gastaram no futebol brasileiro nos últimos cinco anos, mas que isso não resultou em um desempenho compatível com o montante gasto pela Instituição. Os maus resultados nos pontos corridos são explicados, em grande parte, pela priorização das Copas, o que é uma estratégia perigosa.
2. Comparativo de Eficiência: pontos acumulados x valor gasto por equipe
O conceito de eficiência em gestão do futebol é relativo a obter bons resultados com o menor gasto possível. A tabela abaixo mostra o quanto cada clube gastou com suas equipes de futebol, no acumulado dos anos 2021 a 2025. Um indicador que já utilizo há alguns anos é o valor gasto por cada ponto conquistado em jogos do Brasileiro da Série A. Vejam os resultados.

O Tricolor está entre os cinco clubes que mais gastaram com seus times de futebol no período 2021 a 2024, considerados os limites deste estudo, mas seus resultados foram inferiores ao de adversários que investiram muito menos. Com um gasto de R$ 2.774 milhões e 275 pontos somados em jogos do Brasileiro, cada ponto conquistado pelo SPFC no Campeonato Brasileiro custou R$ 10,1 milhões, e nas cinco últimas temporadas a melhor classificação alcançada foi um sexto lugar em 2024. Nesse intervalo de tempo, o São Paulo ganhou o Campeonato Paulista 2021, encerrando uma incômoda fila de 15 anos sem vencer o Estadual, um título inédito da Copa do Brasil, em 2023, e a Supercopa Rei de 2024, que elevaram a autoestima da torcida.
Gastaram mais do que o Tricolor no período apenas Flamengo, Palmeiras e Corinthians. O Botafogo, campeão brasileiro e da Libertadores em 2024, não se qualificou para este comparativo pois disputou a série B em 2021.
Entre 2021 e 2025 o Clube de Regatas do Flamengo conquistou dois títulos da Libertadores (2022 e 2025), dois campeonatos Brasileiros (temporada 2020, encerrado em 2021, e 2025), levantou duas Copas do Brasil, 2022 e 2024, além de 3 conquistas de Super Copa do Brasil e três Estaduais.
O rubro negro da Gávea, saneado financeiramente na década passada, vem se confirmando como o clube da maior arrecadação recorrente no futebol brasileiro. O nível de receitas do Flamengo o coloca entre os clubes de maior receita do mundo, ocupando a trigésima colocação, de acordo com o estudo “Deloitte Football Money League 2025”. O equilíbrio financeiro, obtido a partir de um período de austeridade nos gastos entre 2013 e 2018, foi a base do crescimento sustentável da equipe carioca.
O Palmeiras, em jogos da Série A do Brasileiro, teve eficiência econômica equivalente à do São Paulo. O Alviverde gastou 43% a mais com seu time de futebol, conquistando 38% mais pontos. O custo médio por ponto foi próximo ao do Tricolor, na casa de R$ 10 milhões. No período considerado, entretanto, o “Palestra” foi bicampeão Brasileiro em 2022/23, da Copa do Brasil (2020, finalizada em 2021) e conquistou um bicampeonato da Libertadores, 2020, com final em 2021 e da temporada 2021, batendo respectivamente o Santos e o Flamengo. Completaram a coleção alviverde um tricampeonato Paulista, 2022/23/24 e a Supercopa 2023.
O Corinthians gastou 18% a mais do que o São Paulo, para somar 4% mais pontos em jogos de Campeonato Brasileiro. Os pontos do Alvinegro custaram 13% mais do que os do Tricolor, um valor médio de R$ 11,4 milhões cada. Com investimento pouco maior que o do São Paulo, o time de Parque São Jorge conseguiu classificação à Libertadores, via Campeonato Brasileiro, em três temporadas, enquanto o SPFC só obteve essa classificação na temporada 2024.
O Atlético-MG gastou o mesmo que o São Paulo, no acumulado dos últimos cinco anos, para somar 17% mais pontos em jogos do Brasileiro da Série A, e terminar três das temporadas na zona de classificação para a Libertadores. Cada ponto somado pelo “Galo” custou R$ 8,6 milhões, um valor 15% inferior ao do SPFC, indicando melhor eficiência na aplicação de recursos. O Atlético-MG foi campeão do Brasileiro e da Copa do Brasil em 2021 (ganhando na final do Athletico-PR), e confirmou a hegemonia no seu Estadual com cinco títulos. Ganhou ainda a Supercopa 2022. Em 2024 foi finalista tanto da Copa do Brasil como da Libertadores.
A partir daqui todos os clubes gastaram menos do que o São Paulo no período 2021 a 2025, e alcançaram melhor desempenho acumulado em jogos da Série A de Campeonato Brasileiro.
Fluminense: o time das Laranjeiras teve despesa 16% inferior à do São Paulo, somando 11% a mais de pontos em jogos de Série A do Brasileiro no período coberto por este estudo. Dessa forma, cada ponto do Fluminense custou R$ 7,7 milhões, correspondente a 76% do custo médio do SPFC. O time ganhou o bicampeonato Carioca de 2022/23, derrotando na final o Flamengo por dois anos consecutivos, e a Libertadores 2023, batendo na finalíssima o time do Boca Juniors.
Em 2025 o Tricolor das Laranjeiras disputou o “Super Mundial”. O investimento feito para reforçar o time para essa importante competição impactou o comparativo, mas, mesmo assim, o Fluminense segue apresentando boa eficiência dos recursos aplicados.
Internacional: com um gasto 39% menor do que o do SPFC, conquistou 5% mais pontos no Campeonato Brasileiro. O valor médio de cada ponto somado foi de R$ 5,9 milhões, representando 58% do custo do Tricolor. O “Colorado” terminou o Brasileiro à frente do São Paulo em quatro das cinco edições que fazem parte deste estudo.
Red Bull Bragantino: o clube empresa de Bragança Paulista, filial de um grupo internacional, trabalha com orçamento bem administrado e equipe comandada por profissionais. O Red Bull Bragantino, teve campanha muito próxima à do SPFC, com dispêndio de um valor equivalente a 55% do gasto do São Paulo. Cada ponto do time custou R$ 5,6 milhões, o menor valor entre as equipes do comparativo.
3. Conclusão
Equipes com investimentos muito menores alcançaram desempenhos esportivos mais relevantes do que o São Paulo Futebol Clube no Campeonato Brasileiro, no período 2021 a 2025. Isso mostra que o fraco desempenho não se explica pela falta de recursos para investir no time, mas sim pela baixa eficiência com que os recursos disponíveis são empregados. O quadro abaixo mostra graficamente tudo o que comentamos nos parágrafos anteriores.

Com uma administração mais austera, gestão mais eficiente, seria possível manter um bom nível de competitividade gastando menos, enquanto se reduz o endividamento da Instituição.
Gastamos, em cinco anos, R$ 439 milhões a mais do que o Fluminense, que ganhou a Libertadores 2023, e com isso se qualificou para disputar o “Super Mundial 2025”, e R$ 1.072 milhões (um bilhão e setenta e dois milhões de reais) a mais do que o Internacional, equipe que chegou à nossa frente em quatro das cinco edições do Brasileiro. Esses gastos excessivos, em comparação com os adversários, poderiam ser canalizados para a redução da dívida do SPFC.
Entre 2021 e 2025 o São Paulo gastou R$ 1.238 milhões (um bilhão, duzentos e trinta e oito milhões de reais) a mais do que o Red Bull Bragantino, para alcançar um desempenho esportivo absolutamente similar em jogos de Campeonato Brasileiro. Essa é uma amostra de que é possível fazer futebol competitivo sem gastos que excedam nossa capacidade de geração de receitas recorrentes.
Após recuperarmos a situação financeira do Clube, eliminando o endividamento bancário do São Paulo, poderemos voltar a investir de forma mais pesada na formação de elenco, como fazem hoje Flamengo e Palmeiras, clubes completamente saneados no aspecto financeiro.
A fórmula para a recuperação das finanças do São Paulo é limitar os nossos gastos com Futebol ao valor que possa ser obtido de receitas recorrentes, e aplicar os recursos excepcionais, como negociação de direitos de atletas, 50% para redução do endividamento do SPFC e 50% para reforços pontuais na equipe. Seguindo esse plano, em menos de três anos poderíamos praticamente eliminar a dívida com bancos, e reduzir significativamente outros débitos.
Flavio Marques 03/08/2026
Anexo I – Campeões de 2021 a 2025

Anexo II – Classificação no Campeonato Brasileiro da Série A, 2021 a 2025

Anexo III – Gasto Anual com Futebol Profissional e de Base, 2021 a 2025

Texto do Conselheiro Flavio Marques publicado em 03/08/2026
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O fracasso tem seu método no SPFC.
Destruição milimetricamente planejada e perfeitamente executada.
O roteiro segue em frente.
#Triste SPFC.
É impossível ver um número desses e não sentir o fedor. Tem que rolar muita investigação no clube…
O clube não permite investigações.
A patota não deixa.
“Ninguém solta a mão de ninguém”.
Acabou…
Enquanto as dívidas só fazem aumentar, o futebol desaparece …, como se fosse mágica.
Nunca foi falta de dinheiro ou incompetência …, é projeto consolidado.
Moralmente esse clube foi rebaixado à tempos!
A tampa do caixão foi a reintegração desse vagabundo, desqualificado e pilantra do Arboleda.
Mas os grandes responsáveis por tudo de ruim que está acontecendo com o clube são a atual e as últimas gestões canalhas e bandidas dos ex-presidentes e diretores, juntamente com a omissão, negligência de conselheiros do clube.
Estava pensando: um clube como o São Paulo não pode errar nas contratações, ainda mais tendo poucos recursos. Aí você vai e pega um jogador, coloca um contrato de 3 anos com salário de 1 milhão que nem sequer joga. Este patamar de salário é para jogadores que vão resolver partidas. Poderia muito bem este valor pagar por um meia de qualidade!
Fico pensando …, nos últimos tempos quais foram os “acertos” e quantos jogadores contratados chegam para resolver ?
Em contrapartida …, quantos bondes descartáveis vieram …, aos montes e por fábulas de grana ?
Não temos elencos, times nem futebol,
e o dinheiro …, já era.
A patota venceu e o SPFC agoniza, mas o roteiro segue o mesmo.
Parece que o torcedor médio gosta de mentir pra si mesmo e não quer enxergar a realidade atual, o futebol mundial e principalmente sul americano MORREU!
Pode dar 1 bilhão de reais limpo na mão de qualquer um, faça um dia de “Rafinha” como diretor executivo do SPFC
Eu faço o desafio, tente achar ótimos jogadores no mercado sul americano, tente montar um elenco competitivo, técnico e jovem com 1 bilhão de reais, vamos deixar o mercado europeu de lado pq vc vai gastar quase tudo isso em 2 ou 3 jogadores, e o SPFC precisa de um elenco quase inteiro renovado, então o foco será o continente americano.
Vamos brincar de FIFA manager, tentem montar um time de 11 jogadores com 1 bilhão, vocês vão ver que é mais DIFÍCIL do que parece ser, vai ter jogadores baratos, medianos, e caros, mas a grande maioria serão de qualidade duvidosa, apenas promessas incógnitas sem experiência nenhuma, ou veteranos cansados pedindo o olho da cara.
A verdade é que DESTRUÍRAM a base dos grandes clubes, e os empresários dominaram quase tudo, virou BALCÃO DE NEGÓCIO pra sustentar o mercado europeu.
Números declarados, imagine o que não é declarado …
Mais, coloquem 10% como comissão…
Vão entender o que essa ” patota” fez.
Continuo na torcida pelo MP e Polícia Civil que continuam nas investigações.
O Flávio Marques disse que chegaram a pagar 20%
Ah… Mas está melhorando!
Olha aí o GRANDE Victor Sá, titular constante, decisivo desde que chegou, e com um salário de módico 1 milhão/mês (sem contar o por fora).
Fora o efeito Vitor Sá no resto do elenco… que msg vc passa? Qto tivemos que pagar a mais pro Calleri por conta do Vitor Sá? Imagina vc não receber em dia e ver que o clube trouxe Vitor Sá por 1M por mês?
E o Raí passando ileso…