Diretor do São Paulo surpreende e esboça desejo para 2027
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ermanecer no São Paulo em 2027. Conforme noticiado anteriormente pelo UOL, o técnico está disposto a negociar a continuidade e não pretende colocar as questões financeiras como principal obstáculo para um novo acordo.
Essa disposição pode favorecer Rafinha. Caso o treinador continue no comando e defenda a manutenção da estrutura atual, a próxima gestão terá de considerar a avaliação de quem trabalha diretamente com o elenco e participa das decisões esportivas.
Isso não significa, entretanto, que a permanência do executivo esteja garantida. A palavra final será do próximo presidente, responsável por definir os nomes que comandarão o futebol tricolor.
Janela de transferências fortaleceu a avaliação sobre Rafinha
Um dos argumentos favoráveis à continuidade de Rafinha é a avaliação interna da última janela de transferências. O executivo assumiu inicialmente a função de maneira interina após a demissão de Rui Costa, durante o período da Copa do Mundo, e posteriormente foi efetivado.
A atuação no mercado foi considerada positiva por interlocutores ouvidos pelo UOL. As contratações de Iago, Pedro Lima e Domingos Duarte são apontadas como exemplos de uma movimentação realizada em conjunto com a comissão técnica e voltada às necessidades do elenco.
Os reforços chegaram com perspectiva de disputar posições importantes na equipe, embora Domingos Duarte tenha sofrido uma lesão ligamentar que comprometeu sua disponibilidade e adiou a previsão de retorno.
A avaliação de uma janela, naturalmente, não depende apenas da chegada dos jogadores. O impacto esportivo, a adaptação, a condição física e o custo das operações também serão determinantes para medir os resultados ao longo do tempo.
Ainda assim, o entendimento de parte dos dirigentes é de que Rafinha respondeu bem ao período em que esteve à frente do departamento, argumento que pode pesar na discussão sobre sua continuidade.
Gestão do elenco também entra na conta
Outro aspecto valorizado nos bastidores é a condução das relações com os jogadores. De acordo com a reportagem do UOL, interlocutores destacam a preocupação de Rafinha com a gestão do grupo, inclusive em situações que exigem decisões delicadas.
Um exemplo citado foi a saída de Luan, cria das categorias de base do São Paulo, após a antecipação do encerramento de seu contrato. Mesmo treinando separadamente do restante do elenco, o volante recebeu uma despedida organizada por iniciativa de Rafinha.
O episódio foi interpretado como um sinal de atenção à dimensão humana das decisões do departamento de futebol. Em um clube que depende da integração entre elenco, comissão técnica e direção, a administração dessas relações também pode influenciar a avaliação sobre um dirigente.
O argumento, contudo, não elimina as divergências existentes na estrutura política do São Paulo.
Resistência política ameaça a permanência do executivo
Enquanto Rafinha conta com respaldo no CT da Barra Funda, sua situação é mais delicada nos círculos políticos do MorumBIS.
Segundo o UOL, parte dos aliados de Harry Massis Júnior defendia outra solução para o comando do futebol, seja com a escolha de um nome ligado à estrutura estatutária do clube, seja com a contratação de um executivo com trajetória mais consolidada no mercado.
A situação lembra o processo que levou à saída de Rui Costa. A demissão do antigo executivo ocorreu em meio a questionamentos internos sobre a condução do departamento, incluindo decisões relacionadas às mudanças no comando técnico.
Rafinha assumiu a função em um momento de transição, inicialmente como interino, e passou por um período de avaliação antes de ser efetivado. Agora, com a eleição se aproximando, o dirigente volta a depender de uma decisão política para definir seu futuro.
A diferença é que, desta vez, existe uma avaliação positiva de parte dos interlocutores sobre o trabalho realizado na janela e na gestão cotidiana do elenco. O desafio será transformar esse reconhecimento em apoio suficiente para garantir a continuidade.
Eleição de dezembro será decisiva para Dorival e Rafinha
O futuro do departamento de futebol está diretamente ligado à eleição presidencial prevista para a primeira quinzena de dezembro.
Marcelo Portugal Gouvêa aparece como candidato da oposição, enquanto a situação ainda trabalha na definição de sua chapa, com Vinícius de Medeiros entre os nomes cotados, conforme as informações divulgadas pelo UOL.
A composição da próxima gestão terá influência direta sobre a escolha dos responsáveis pelo futebol. Mesmo que Dorival e Rafinha tenham interesse em continuar, a decisão dependerá do projeto esportivo e administrativo defendido pelo grupo vencedor.
O treinador também enfrentou desconforto recente com integrantes da diretoria após criticar as condições dos gramados do CT da Barra Funda. Segundo a reportagem, algumas pessoas próximas à presidência interpretaram as declarações como uma tentativa de justificar resultados abaixo das expectativas.
O episódio evidencia que o respaldo ao trabalho da comissão técnica não é uniforme dentro do clube. Ao mesmo tempo, a relação de confiança entre treinador e executivo pode funcionar como argumento para preservar uma estrutura considerada produtiva no futebol.
Rafinha já tem permanência garantida no São Paulo?
Não. O cenário apresentado pelo UOL indica que Rafinha tem motivos para acreditar na continuidade, mas ainda enfrenta obstáculos políticos relevantes.
A permanência de Dorival seria um fator favorável, assim como a avaliação positiva da janela de transferências e da gestão do elenco. Por outro lado, a eleição presidencial abre espaço para mudanças e permite que a próxima administração escolha outro modelo de comando para o futebol.
A definição dependerá de três fatores principais: a decisão sobre o futuro de Dorival, a avaliação da próxima gestão sobre o trabalho de Rafinha e a composição política que assumirá o clube em dezembro.
Por enquanto, Rafinha ganha força nos bastidores esportivos, mas sua continuidade em 2027 permanece em aberto. O respaldo de Dorival pode fazer diferença, porém não substitui a decisão do próximo presidente do São Paulo.
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Ninguém quer perder a boquinha. Em um momento de desmonte da diretoria, com CEO saindo e impeachment de presidente, o Rafinha até tinha algum papel como um “elo” entre atletas e diretoria em um momento de completa falta de profissionalismo. Depois de tudo o que ele fez, no que se envolveu e pela entrega, mantê-lo é o tipo de piada de mau gosto que eu espero da situação, mas não de quem propõe uma mudança profunda na Barra Funda.