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SAF? O que favorito à Presidente pensa a respeito no São Paulo

SAF? O que favorito à Presidente pensa a respeito no São Paulo

Bandeira do São Paulo FC com o escudo do time, ao fundo um céu azul.

Em entrevista ao Estado de São Paulo, o candidato à Presidente do São Paulo FC e favorito ao pleito, comentou sobre SAF no Tricolor caso assuma a cadeira com principal mandatário do clube no triênio 2027-2029:

“No Brasil, já tivemos exemplos que deram certo e exemplos que deram errado. O que realmente importa é a questão da gestão: como você vai organizar isso e quais pessoas estarão envolvidas. Em vários exemplos de SAF no Brasil, vendeu-se o controle para pessoas que não estavam preparadas, e depois os clubes tiveram de mudar as empresas por causa disso. Por outro lado, há clubes que não viraram SAF e estão disputando títulos sempre porque encontraram a fórmula das pessoas certas nos lugares certos, fazendo a coisa certa.

Não existe solução mágica. O torcedor precisa entender que, se o São Paulo resolver virar SAF, a situação não estará resolvida no dia seguinte. Depende muito de quem estiver lá. Sobre virar SAF ou não, essa é uma discussão que foge da alçada do presidente. É uma decisão que tem de partir do Conselho Deliberativo, com quórum mínimo de aprovação, e depois ser discutida na Assembleia de sócios, como determina o estatuto.

O que depende do presidente é uma gestão profissional, via SAF ou via modelo associativo. Você consegue fazer uma gestão profissional com pessoas certas, funções bem definidas e metas estipuladas — o que o estatuto do São Paulo já determina, mas não foi cumprido por 10 anos por colocarem pessoas políticas lá. A partir do momento em que a gestão é profissional, com grande parte da remuneração atrelada a metas, se o profissional não atingir os resultados, pode ser demitido, porque o vínculo é estritamente profissional, sem amarras políticas.

Significa que hoje, no São Paulo, tudo faz parte de um caixa único. Ainda que chamem de unidades de negócio diferentes — Morumbi, Barra Funda, Cotia, Clube Social —, o dinheiro entra e sai do mesmo lugar e de um único CNPJ. Não há contas separadas ou ordem de preferência. Existe alocação para verificar orçamento e rentabilidade, mas nem isso é alocado totalmente correto.

A primeira coisa a ser feita é essa divisão orçamentária clara, para que as despesas estejam corretamente alocadas e se saiba de onde vem e para onde vai o dinheiro, trazendo transparência para o torcedor e para o sócio. O sócio que paga mensalidade não acha correto seu dinheiro ser usado para pagar salário de jogador, assim como o torcedor que compra uma camisa do São Paulo não quer que os royalties sejam usados para pagar o cloro da piscina do clube social.

Sobre a separação física ou jurídica, me comprometi no plano de gestão a contratar um estudo sobre as vantagens e desvantagens disso. Se o clube decidir virar SAF — mesmo uma SAF nos moldes do Fortaleza, em que 100% das cotas pertencem à associação dos sócios —, essa separação já acontece naturalmente, pois cria-se uma empresa para gerir o futebol, enquanto o clube social continua independente. Mas, de novo, isso depende do Conselho. O que depende de mim é separar o orçamento, e isso será feito.”


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