São Paulo pode se beneficiar de plano de R$ 20 bilhões com 20 anos para pagar
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O governo federal acelerou as negociações para criar um programa de reestruturação financeira destinado a clubes de futebol e SAFs. Segundo informações do UOL, o projeto prevê uma linha de crédito de até R$ 20 bilhões, com recursos destinados principalmente à troca de dívidas caras por financiamentos com juros mais baixos.
O movimento ganhou força diante da possibilidade de o governo restringir ou até encerrar as apostas esportivas e os cassinos online no Brasil. A eventual mudança no setor das bets pode provocar impacto significativo nas receitas dos clubes, especialmente em patrocínios.
O programa vem sendo chamado de Programa Nacional de Reestruturação Financeira do Futebol Profissional e ainda pode sofrer alterações antes de ser apresentado oficialmente.
Governo prepara medida após impacto das bets no futebol
De acordo com a apuração do UOL, o governo trabalha em uma Medida Provisória relacionada ao setor de apostas. A intenção inicialmente discutida é acabar com as apostas esportivas e os cassinos, embora também exista a possibilidade de restrições parciais e manutenção de parte do mercado.
A preocupação dos clubes está diretamente ligada ao impacto financeiro que uma mudança desse tamanho poderia provocar.
A estimativa apresentada na reportagem é de uma perda anual de aproximadamente R$ 1 bilhão apenas em patrocínios diretos para o futebol. Além disso, poderiam existir efeitos indiretos sobre placas publicitárias, contratos de televisão e naming rights de competições.
Plano prevê até R$ 20 bilhões em crédito para clubes e SAFs
O principal ponto do projeto é a criação de uma linha de crédito federal de até R$ 20 bilhões para clubes e SAFs.
A proposta não prevê perdão de dívidas. O mecanismo funcionaria por meio de empréstimos com juros mais baixos, permitindo que os clubes substituam débitos considerados mais caros por financiamentos vinculados às condições do BNDES.
O dinheiro teria origem no superávit financeiro de 2025.
Os empréstimos seriam realizados por bancos habilitados, enquanto o risco da operação ficaria com as instituições financeiras, e não diretamente com a União. O modelo, segundo a reportagem, seria semelhante ao utilizado em programas de financiamento destinados a produtores rurais.
Quais dívidas poderiam ser pagas?
O programa teria regras específicas para utilização dos recursos. O dinheiro poderia ser destinado a:
- dívidas trabalhistas e direitos de imagem;
- débitos com Receita Federal, INSS e FGTS;
- empréstimos bancários;
- dívidas cíveis;
- investimentos em infraestrutura das categorias de base.
Por outro lado, os recursos não poderiam ser utilizados para despesas correntes, como pagamento de salários atuais, contratação de jogadores ou custos cotidianos dos clubes.
Também não seria permitido utilizar o dinheiro para distribuição de lucros ou dividendos aos proprietários de SAFs.
Clubes teriam até 20 anos para quitar empréstimos
Outro ponto previsto no programa é um prazo de pagamento de até 20 anos, com carência de dois anos antes do início da quitação.
O dinheiro poderia, inclusive, ser direcionado diretamente aos credores dos clubes, evitando que os recursos fossem utilizados para outras finalidades.
O uso irregular do financiamento ou o atraso no pagamento das parcelas poderia provocar o vencimento antecipado da dívida e a exclusão do programa.
Clubes já discutiram socorro com representantes do governo
Segundo o UOL, uma reunião foi realizada há cerca de um mês entre dirigentes de clubes, incluindo representantes de Internacional e Corinthians, e integrantes do governo federal para tratar da proposta.
A CBF participa das articulações, mas não seria a responsável direta pelo programa.
A aceleração das conversas ocorreu justamente no contexto da possibilidade de mudança na regulamentação das bets. Nesse cenário, o financiamento seria apresentado como uma espécie de mecanismo de compensação diante da eventual perda de receitas provocada pelo fim ou pela restrição do mercado de apostas.
São Paulo pode ser impactado pelo novo programa
Para clubes que acumulam dívidas trabalhistas, fiscais, bancárias e cíveis, a criação de uma linha de crédito com prazo longo e juros menores poderia representar uma alternativa de reorganização financeira.
No entanto, o projeto ainda está em fase de negociação e não representa dinheiro liberado aos clubes. A proposta ainda dependeria da edição da medida pelo governo e posteriormente de análise e votação pelo Congresso Nacional.
Caso seja aprovada nos moldes apresentados pelo UOL, clubes e SAFs poderiam utilizar os financiamentos para substituir dívidas antigas e reorganizar seus passivos, desde que respeitadas as regras de utilização dos recursos.
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Para os clubes endividados, pode ser muito útil, mas o benefício da dívida a juros mais baixos (semelhante ao que o presidente do Palmeiras fez anos atrás, no início da recuperação do clube dos porquinhos), não sei se compensa possível perda de receitas de patrocínio de bets.
Para a situação fiscal do país, mais até R$ 20 bilhões para considerar (em um país com níveis de endividamento já graves, tendo em vista os gastos públicos elevados nestes últimos anos, incluindo os do atual “governo”).
20 bilhões não é bada perto do orçamento público anual de 6 trilhões. Só o Plano Safra tem financiamento de 600 bilhões esse ano.
Eu queria uma boquinha destes 20 bilhões para financiar minha casa, carro e reforma da minha casa com juros que o BNDES oferece.
Mesmo assim, eu não deixaria um real meu nas mãos dessa cartolagem safada (e não só do São Paulo, de todos os times) que daqui uns dois ou três anos, vai voltar à Brasília para pedir grana depois de ter torrado todo o dinheiro…
Os jornais estão cravando o anúncio hoje com a MP que proíbe as bets.
Quero só ver a bagaceira que vai ser
O Brasil é um circo mesmo.
Ou seja, sem a grana suja das bets, adivinha quem vai salvar os clubes de futebol e suas péssimas gestões????
O painho… kkkkkkk
O Massis ja ligou para o Mercadante?
Trocaram uma IMORALIDADE por outra.
Obrigado, governo !
Além de ditar como o brasileirinho deve gastar o seu dinheiro, agora usa o dinheiro do próprio pra financiar clubes falidos !!!!
Durmo tranquilo, pois o Governo sabe o que é melhor pra mim 🙂
Essas Bets malvadas…
Bets e cassinos on line sao como drogas, altamente viciantes, causando danos sociais e economicos gigantescos. Com o agravante de serem muito facilmente acessíveis por crianças. Tanto que vários países com visão bastante liberal ou colocaram severas restrições ou proibiram completamente. Inclusive alguns Estados nos EUA, que os adeptos da liberdade a qualquer preço adoram exaltar. Que bom que estao proibindo. Antes tarde do que nunca
Rapaz, se voce não consegue controlar o que teu filho faz com celular a culpa é tua, não das bets
Não tem coisa mais Brasil que proibir achando que a demanda vai sumir
O amor venceu
Nada mais justo, afinal saúde, moradia e segurança são padrão Suíça.
Rumo ao tetra!
O importante é gritar gol !
os clubes de futebol são o espelho da realidade política do país!!
Governo ajudando clube futebol com tanta coisa à ser resolvida nessa país!!
que vergonha…
Esse Mula está gagá, lugar dele é em alguma casa de repouso, não na presidência. O estrago vai ser grande.
Empresas decretando falência, mais vamos salvar o futebol…
Está certo! Isso é questão de saúde pública e não se pode tirar esse valor dos clubes de uma vez. Quanto ao valor de 20 bilhões, isso não é nada, perto dos 1 trilhão que já é dado aos sanguessugas do mercado financeiro e do agro. Só acha que o Brasil tá sem dinheiro aqueles que não entendem de economia e são facilmente enganado pela mídia. O Brasil é emissor de moeda e isso, na prática, não vem de impostos, mas muitos não entendem disso.
O contribuinte se fu….., com o 13 é e sempre será assim!
O problema do Brasil é educacional e cultural. Pode proibir BET e o que quiser, mas o brasileiro vai dar um jeito de ser um lascado da mesma forma. A começar pelas escolhas dos governantes…
Dinheiro público novamente nas minhas mãos de bandidos.