São Paulo é notificado pela Superbet sobre possível rescisão de contrato caso governo proíba bets
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O São Paulo foi notificado pela Superbet sobre a possibilidade de rescisão do contrato de patrocínio caso o governo federal avance com uma Medida Provisória (MP) que proíba as apostas esportivas e os jogos online no Brasil.
A informação foi publicada nesta quarta-feira (23) pelo jornalista Rodrigo Mattos, do UOL, que afirma ter confirmado a movimentação com diferentes fontes do mercado. Segundo a reportagem, a Superbet, que também patrocina o Fluminense, comunicou os clubes sobre a possibilidade de rompimento do vínculo diante de uma eventual mudança na legislação.
Os clubes, porém, não confirmaram publicamente ao UOL se a notificação já havia chegado formalmente às suas respectivas administrações.
Superbet prevê rescisão em caso de proibição das bets
A notificação ocorre em meio à discussão do governo federal sobre uma nova Medida Provisória para modificar as regras do setor de apostas.
O cenário ainda está em definição. Informações divulgadas nesta quarta-feira indicam que integrantes do governo avaliam uma medida que poderia atingir tanto os cassinos online quanto as apostas esportivas. O conteúdo final da MP, entretanto, ainda não havia sido oficialmente apresentado.
A situação é especialmente relevante para os clubes de futebol porque as empresas de apostas se tornaram importantes patrocinadoras do esporte brasileiro.
No caso do São Paulo, uma eventual rescisão com a Superbet representaria a perda de uma parceria comercial que faz parte das receitas de patrocínio do clube.
Governo ainda discute alcance da medida
A discussão sobre as bets mudou de formato nas últimas semanas.
Inicialmente, informações obtidas pela Reuters apontavam que o governo estudava uma MP voltada principalmente para proibir os cassinos online, mantendo as apostas esportivas e os patrocínios esportivos fora do texto.
Entretanto, nesta quarta-feira, informações da CNN Brasil indicaram que assessores do Palácio do Planalto passaram a trabalhar com a possibilidade de uma medida mais ampla, que poderia atingir também as casas de apostas esportivas. Segundo a publicação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiria o tema com ministros para definir o conteúdo da proposta.
Por isso, ainda não é possível afirmar que os contratos dos clubes serão efetivamente encerrados. Isso dependerá do texto da MP, de sua eventual publicação e das regras estabelecidas para o funcionamento das empresas autorizadas.
São Paulo pode ser afetado diretamente
O caso preocupa o mercado esportivo porque uma parcela relevante dos clubes brasileiros possui contratos com empresas de apostas.
O próprio São Paulo tem a Superbet como uma de suas marcas parceiras, o que coloca o clube diretamente dentro da discussão sobre os possíveis efeitos de uma mudança na legislação.
A reportagem do UOL aponta que outras casas também começaram a se movimentar. A Esportes da Sorte, por exemplo, notificou clubes sobre a possibilidade de rompimento caso haja alteração legislativa que impeça a continuidade dos contratos. O Corinthians confirmou ter recebido a comunicação e classificou a medida como protocolar diante de uma eventual proibição.
A Betano, que possui um dos maiores contratos de patrocínio do futebol brasileiro, não teria enviado uma notificação oficial ao Flamengo, mas representantes da empresa teriam conversado com a diretoria rubro-negra sobre o cenário de eventual rescisão.
Contratos podem prever diferentes cenários
Segundo a apuração publicada pelo UOL, os contratos entre casas de apostas e clubes podem estabelecer consequências diferentes conforme o tipo de mudança legislativa.
Uma eventual elevação de impostos pode gerar uma alteração financeira no acordo, enquanto uma suspensão dos jogos de cassino teria outro impacto. Já uma proibição geral das apostas poderia abrir caminho para a rescisão dos contratos.
No mercado, a avaliação relatada pela reportagem é de que uma proibição que inviabilize a atividade das empresas provocaria uma onda de rompimentos nos patrocínios.
O cenário, contudo, ainda depende da medida que será efetivamente apresentada pelo governo e de sua tramitação posterior.
Possível disputa judicial também entra no cenário
Além do impacto sobre os contratos de patrocínio, a mudança na legislação pode provocar uma disputa jurídica entre as empresas autorizadas e o poder público.
A Reuters já havia apontado que a possibilidade de proibição dos cassinos online poderia gerar judicialização por parte de operadores licenciados, diante dos investimentos realizados e das autorizações concedidas pelo governo.
O debate ganhou relevância justamente porque o setor passou recentemente por um processo de regulamentação. Em setembro, o Ministério da Fazenda ainda conduzia procedimentos relacionados às autorizações para exploração das apostas de quota fixa.
Dessa forma, uma eventual mudança radical nas regras poderá ter consequências não apenas para as empresas, mas também para os clubes que possuem contratos comerciais com as operadoras.
O que acontece agora com o contrato do São Paulo?
Neste momento, o contrato entre São Paulo e Superbet não foi oficialmente rescindido.
O que existe, segundo a reportagem do UOL, é uma notificação relacionada a uma possível rescisão caso seja aprovada uma legislação que impeça a continuidade das atividades abrangidas pelo acordo.
A definição dependerá, portanto, de três etapas: o conteúdo final da eventual MP, sua efetiva publicação e as regras que serão aplicadas às empresas de apostas e aos contratos de patrocínio.
Enquanto isso, o São Paulo acompanha de perto uma discussão que pode ter impacto direto em seu planejamento comercial e nas receitas provenientes de patrocínio.
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Tem que proibir mesmo
Concordo, tem que proibir mesmo, estraga o esporte, vicia as pessoas. Graças a Deus nunca joguei isso, nada contra quem joga, mas é bom até pras competições, já que já foram encontrados atletas envolvidos. Vai ser bom pra todos, tanto atletas como apostadores.
Quem financia o futebol são seus torcedores, consumidores e clientes, sem intermediários.
Ao final das contas, as BETs ficam com toda a fortuna movimentada …, e mandam migalhas aos clubes.
“A banca sempre ganha” …, já diz o velho ditado.
Acho a proibição uma ótima iniciativa, os clubes que se entendam com suas torcidas …, abrindo todas as “caixas pretas” e acesso às decisões.
Gosto da ideia da proibição e da possibilidade de financiamento direto das torcidas envolvidas com seus clubes e times, sem intermediários.
Nunca joguei, mas se já está difícil pro São Paulo se levantar com 86 milhões de patrocínio, imagina se voltar a ter um de 20 milhões.
E aposto que o São Paulo já antecipou receitas e terá que devolver.
Sou contra as bets e a favor de uma proibição (apesar de achar um pouco utópica, pois quem quiser jogar, vai continuar jogando através dos sites piratas, mas enfim…)
O que não concordo é com o momento dessa Medida Provisória, feita em momento eleitoral e no maior oportunismo e cara de pau do mundo, só para tentar salvar a campanha do Lula, mas isso pode ser um tiro no pé, e beneficiar o outro lado, ainda mais com tantos “interesses escusos” a favor das bets…
Tem que proibir, afinal dinheiro no spfc vai pro buraco negro e empresários amigos…
Tomara que proíba mesmo. Esse dinheiro é sujo, imoral, nunca deveria ter sido liberado as bets!!!
Sou contra bets, mas como vai conseguir proibir as bets de fora, que nem serão regulamentadas? E se for proibir, tem que dar pelo menos 1 ano para que tudo seja adaptado, senão vai chover ações judiciais contra a união! Por fim, será que o congresso vai concordar com isso?
Vi a foto do Oscar e já pensei que tava processando o clube de novo
Estado não tem que se meter na vida de ninguém, cada um deve ter o poder de decidir o que quiser para sua vida. Quem aposta com responsabilidade não pode ser punido porque um terceiro não tem controle. Quem potencialmente se vicia em apostas vai se viciar em outras coisas porque a raiz do problema não está no meio, está na pessoa.
Tem de proibir mesmo, desde quando aconteceu na itália aquele lance de venda de resultados e tudo mais…..eu já achava que o futebol moderno estava totalmente assim, depois das bets então….. um simples cartão amarelo do nada rende dinheiro pra alguém……não dá pra confiar, fora a parte de viciar, ou parte eleitoreira da proibição.
Mas o futebol sempre funcionou sem. Hoje com esse monte de dinheiro que parece até lavagem de dinheiro, tanto jogador meia boca recebendo milhões, dirigente sumindo com dinheiro do clube e tudo mais, nada melhor do que cortar essa m*rda de bet….menos dinheiro pra esse povo pegar e gastar de forma mal gasta…
Quem for bom, sobreviverá sem bets, como antes.
Proibiçao é uma baita bobagem!
Tudo que afronta a liberdade individual (sem afetaçao da coletividade), sou terminantemente contra. Tudo que esse desgoverno idiota busca é pautar debate para desviar foco das cachorradas do STF, INSS, etc… só um tonto nao ve isso!!!
Porque o Estado busca proibir logo agora, em periodo eleitoreiro e turbulento? O que efetivamente afeta o caixa publico (a nao proibiçao)? Ludopatia (como alguns “genios da opiniao pronta” sugerem)? Ok… mas qual o gasto aos cofres publicos pela ludopatia (quais tratamentos e medidas)? Enorme bobagem…
Assunto pertinente e complexo.
Governo Federal quer proibir as Bets.
Não vai mudar nada. Se existe a “demanda”, vão surgir bets fora do país.
Site em português, campeonato brasileiro, Paulistão, Copa do Brasil etc etc.
É o Brazino … 🎶🎶🎶
E o Paternalismo Estatal segue a todo vapor…