Vandalizado estádio após pintura com as cores do São Paulo

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Grafite em mural com as palavras 'ASSOCIAÇÃO PUTA' e 'TRADIÇÃO NÃO VENDE', em uma parede com cores vermelha, branca e preta.

Estádio da Portuguesa foi pichado após receber faixas do São Paulo para gravação. Presidente da Associação diz que mudança é temporária. Entenda o caso.

O caso do Canindé pintado com as cores do São Paulo ganhou um novo capítulo. Depois de a caracterização do estádio provocar revolta entre os torcedores da Portuguesa, o local foi alvo de pichações neste domingo (18). Os protestos foram direcionados à Associação Portuguesa de Desportos, responsável por alugar o espaço para uma produção audiovisual.

O que aconteceu no Canindé

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram tinta verde sobre as faixas vermelhas, brancas e pretas. Os muros também receberam frases de crítica à Associação, como “Tradição não vende”, além da palavra “Lusa”. A mudança no visual do estádio já havia provocado insatisfação entre quem esteve no local para acompanhar a Lusa Cup, evento realizado no mesmo domingo.

Por que o estádio ganhou as cores do São Paulo

A Associação Portuguesa alugou o Canindé para gravações de uma produção sobre a Democracia Corintiana, movimento que marcou a história do Corinthians na década de 1980. A caracterização busca reproduzir o Morumbi, que recebeu partidas relacionadas ao período retratado. Para isso, espaços do estádio ganharam faixas nas cores do Tricolor.

A prática é comum em produções audiovisuais: estádios diferentes fazem o papel de arenas históricas, e a ambientação com cores, faixas e tecidos ajuda a recriar o cenário. O que gerou o desconforto foi justamente ver a casa da Portuguesa com a identidade visual de outro clube.

O que diz a Associação

Diante da repercussão, o presidente da Associação Portuguesa de Desportos, Leandro Teixeira Duarte, divulgou uma nota. Ele afirmou que as alterações são temporárias e que os espaços serão restaurados quando as filmagens terminarem.

O dirigente também defendeu o aluguel do estádio para produções audiovisuais como alternativa de arrecadação. Segundo ele, a iniciativa faz parte da busca por novas receitas para ajudar na reconstrução do clube social e garantir a sustentabilidade financeira da instituição.

O que isso significa para o torcedor do São Paulo

Para o tricolor, o episódio segue mais como curiosidade do que como problema. O Morumbi virou cenário de uma produção sobre um dos movimentos mais conhecidos do futebol brasileiro, e a intervenção deve sumir quando as gravações acabarem. O caso mostra, porém, o tamanho do peso simbólico das cores e da identidade de um clube, inclusive para quem não torce por ele.

A discussão de fundo é da Portuguesa: como equilibrar a necessidade de receita, que justifica o aluguel de espaços, com a relação afetiva da torcida com o Canindé.

O que acompanhar daqui para frente

  • Quando as filmagens terminam e a pintura é removida;
  • Se a SAF da Portuguesa também vai se pronunciar sobre o caso;
  • Quando a produção será divulgada e como o “Morumbi” gravado no Canindé aparecerá na tela.

Agora é com você, torcedor: a Portuguesa tem razão em reclamar ou o aluguel do estádio é um mal necessário? Deixe a sua opinião nos comentários.


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