Acabou! São Paulo encerrou tratativas e volta ao Morumbi em 2026

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Fachada do estádio Morumbi iluminada à noite, com bandeiras do São Paulo FC e do Brasil.

Contrato que garante o nome MorumBIS termina em dezembro de 2026, e renovação não avançou. Clube já sondou empresas como BYD, XP, Banco Inter e Santander, mas ainda não definiu uma substituta.

O São Paulo terá de buscar um novo parceiro comercial para os naming rights de seu estádio. Segundo informações publicadas pelo UOL nesta quarta-feira (14), o clube encerrou as conversas com a Mondelez, dona da marca Bis, para renovar o contrato que transformou o Morumbi em MorumBIS.

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O vínculo atual termina em dezembro de 2026 e, até o momento, não há acordo para prolongar a parceria. Com isso, o Tricolor entra na reta final do contrato sem ter anunciado uma empresa para assumir o espaço comercial de um dos ativos mais importantes de sua estrutura.

A tendência, de acordo com a reportagem, é que a definição fique para depois das eleições presidenciais do clube, previstas para a primeira quinzena de dezembro. A nova gestão deverá assumir a condução das tratativas e decidir qual caminho seguir para monetizar o nome do estádio.

Contrato do MorumBIS rende cerca de R$ 25 milhões por ano

Assinado no fim de 2023, o acordo com a Mondelez foi estimado em R$ 75 milhões, com receita anual próxima de R$ 25 milhões para o São Paulo. A parceria representou uma fonte relevante de recursos comerciais para o clube, que enfrenta pressão financeira e precisa ampliar receitas para equilibrar suas contas.

A saída da marca Bis, caso não haja uma mudança no cenário até o encerramento do vínculo, obrigará o Tricolor a encontrar uma empresa disposta a investir em uma propriedade comercial de grande visibilidade.

O desafio não se limita a substituir o nome nas placas e nas comunicações do estádio. Um novo contrato precisa oferecer condições financeiras competitivas e segurança de receita para os próximos anos, especialmente em um período no qual o clube procura alternativas para fortalecer seu caixa.

Negociação com a Mondelez se arrastava desde 2025

As conversas entre São Paulo e Mondelez enfrentavam obstáculos havia meses. No fim de 2025, o clube trabalhava com a possibilidade de retomar as tratativas no início deste ano e chegou a considerar uma extensão da parceria até 2030, quando o Tricolor completará 100 anos.

O avanço esperado, porém, não aconteceu. Em março, segundo o UOL, pessoas ligadas à direção são-paulina já avaliavam como improvável a continuidade do acordo. Reuniões entre o então diretor de marketing Eduardo Toni e representantes da empresa não produziram resultados significativos.

Entre os fatores que teriam dificultado a negociação estão a alta do preço do cacau, que pressionou os custos da indústria de chocolates, e a concorrência por investimentos no esporte brasileiro. O mercado de patrocínios esportivos passou a contar com diferentes segmentos disputando exposição, incluindo empresas de apostas.

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BYD chegou a negociar para transformar estádio em MorumBYD

A Mondelez não foi a única empresa procurada pelo São Paulo. O clube também conversou com a montadora chinesa BYD, em uma iniciativa que poderia levar o estádio a se chamar MorumBYD.

Em maio, o UOL informou que o Tricolor aguardava uma resposta a uma proposta próxima de R$ 60 milhões por ano, em um contrato de duração mais longa e que ultrapassaria o centenário do clube. As tratativas, contudo, perderam força durante a crise política que culminou no processo de impeachment do então presidente Julio Casares.

Além da BYD, o São Paulo sondou empresas do setor financeiro. XP, Banco Inter e Santander também apareceram entre as alternativas consideradas, mas, conforme a reportagem, nenhuma dessas conversas avançou até agora.

O histórico mostra que existe uma busca por um contrato potencialmente mais rentável, mas também evidencia a dificuldade de transformar sondagens em um acordo efetivo.

Eleição pode deixar decisão para a próxima gestão

A escolha do próximo patrocinador deve ocorrer em meio à transição política do São Paulo. A reportagem do UOL aponta que a expectativa é de que a definição seja conduzida após a eleição presidencial de dezembro.

Marcelo Portugal Gouvêa é citado como nome ligado à situação, enquanto Vinicius de Medeiros aparece como possível candidato de oposição. Segundo fontes ouvidas pelo veículo, os dois grupos já procuram alternativas no mercado.

A definição do naming rights poderá, portanto, se tornar uma das decisões comerciais relevantes da próxima administração. O novo presidente terá de avaliar o valor oferecido, o prazo contratual e a capacidade do parceiro de cumprir os compromissos financeiros.

São Paulo corre contra o tempo para evitar uma lacuna comercial

O encerramento das conversas com a Mondelez deixa o clube diante de uma corrida para encontrar um substituto antes do fim do ano. Até que um novo acordo seja anunciado, não é possível afirmar qual marca ocupará o espaço atualmente associado ao MorumBIS.

Para o São Paulo, o objetivo será conciliar duas necessidades: preservar uma receita importante e buscar condições melhores do que as oferecidas pelo contrato atual. O resultado dependerá da força das propostas disponíveis e da capacidade da próxima gestão de concluir negociações que, até aqui, não saíram do estágio de conversas.

A mudança também poderá marcar o fim de uma identidade comercial que se consolidou nos últimos anos. Por enquanto, porém, o nome MorumBIS permanece vinculado ao estádio durante a vigência do contrato, com término previsto para dezembro de 2026.

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