São Paulo pode terminar 2026 sem naming rights do Morumbi
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Tricolor busca novo acordo para batizar o estádio, mas nenhuma das empresas sondadas está atualmente em estágio avançado de negociação
O São Paulo corre contra o tempo para definir o futuro do naming rights do Morumbi. A poucas semanas do encerramento do contrato atual com a Mondelez, o clube ainda não tem uma negociação considerada avançada para escolher a empresa que dará nome ao estádio a partir do próximo ciclo.Informação de Valentin Furlan.
O cenário acende um alerta nos bastidores do Tricolor, principalmente pelo momento financeiro vivido pelo clube. Caso não consiga fechar um novo acordo, o São Paulo poderá entrar em 2027 sem uma marca associada oficialmente ao nome do Morumbi.
O contrato atualmente vigente com a Mondelez foi firmado no fim de 2023 e representa aproximadamente R$ 75 milhões, com pagamentos na casa dos R$ 25 milhões por ano. O vínculo chega ao fim em dezembro.
São Paulo ainda conversa com Mondelez, mas não há definição
Apesar da falta de avanço concreto, o São Paulo não encerrou definitivamente a possibilidade de continuar com a Mondelez.
A empresa foi responsável pela mudança do nome do estádio para MorumBIS, em referência à marca Bis, e existe a possibilidade de uma renovação. Entretanto, até o momento, não há indicação de que um novo contrato esteja próximo de ser anunciado.
A indefinição aumenta a pressão sobre a atual diretoria, que precisa encontrar novas fontes de receita em um período de dificuldades financeiras.
BYD chegou a discutir acordo milionário com o São Paulo
Uma das possibilidades que mais chamou atenção nos últimos meses envolveu a BYD.
O São Paulo chegou a discutir com a montadora um contrato de cinco anos que poderia render aproximadamente R$ 35 milhões por temporada, chegando a cerca de R$ 175 milhões durante todo o período.
A negociação, porém, acabou interrompida durante a mudança de gestão no clube.
A possibilidade chegou a gerar até uma sugestão de nome para o estádio: MorumBYD.
Até o momento, entretanto, as tratativas não avançaram.
XP, Banco Inter e Santander também apareceram no radar
A busca por um novo parceiro não ficou restrita à montadora chinesa.
O São Paulo também abriu conversas com a XP, inicialmente envolvendo diferentes possibilidades comerciais e financeiras. Entre os assuntos discutidos estavam operações de crédito, financiamento, criação de fundo e uma eventual associação da empresa ao naming rights do Morumbi.
Mais recentemente, Banco Inter e Santander também foram sondados.
Nenhuma dessas frentes, porém, evoluiu até o momento para um acordo considerado próximo.
Naming rights ganham importância diante da situação financeira
A indefinição acontece justamente quando o São Paulo precisa ampliar sua capacidade de geração de receitas.
O clube atravessa um período de dificuldades financeiras, acumulou problemas relacionados a pagamentos e chegou a sofrer um transfer ban por causa de uma dívida envolvendo a contratação de Marcos Antônio.
Nesse contexto, um contrato robusto de naming rights poderia representar uma importante fonte de recursos para o caixa tricolor.
O acordo com a Mondelez, por exemplo, movimentou cerca de R$ 75 milhões ao longo de sua vigência. Uma nova negociação poderia ser ainda mais relevante caso o clube consiga aumentar o valor anual recebido.
São Paulo também busca novas receitas para o Morumbi
O naming rights é apenas uma das frentes comerciais exploradas pelo São Paulo.
O clube também trabalha em alternativas relacionadas à exploração do estádio e à geração de receitas antecipadas. A negociação com a Ticketmaster, por exemplo, aparece como uma das principais iniciativas financeiras da diretoria neste momento.
A estratégia é aumentar a capacidade de arrecadação do Morumbi e utilizar receitas futuras para aliviar a situação financeira.
Por isso, perder o naming rights sem encontrar imediatamente um substituto seria um cenário indesejado para o clube.
Morumbi pode voltar a ser apenas Morumbi?
Caso nenhuma negociação seja concluída até o fim do contrato, o estádio poderá deixar temporariamente de utilizar uma marca comercial em seu nome.
Isso significaria o retorno ao tradicional Morumbi, pelo menos até que o São Paulo encontre um novo parceiro.
A situação ainda pode mudar nos próximos meses, especialmente porque a diretoria mantém conversas comerciais e não descarta a continuidade da parceria com a Mondelez.
No entanto, neste momento, não existe um acordo encaminhado para substituir o naming rights atual.
Para um São Paulo pressionado financeiramente, a ausência de um novo contrato representaria não apenas uma questão de marca, mas também a perda de uma importante oportunidade de geração de receita.
🔴 O que está acontecendo com o naming rights do Morumbi?
- O contrato com a Mondelez termina em dezembro de 2026.
- O acordo atual é estimado em aproximadamente R$ 75 milhões.
- O São Paulo ainda conversa com a Mondelez, mas não há renovação definida.
- A BYD chegou a discutir um contrato de cinco anos, estimado em R$ 175 milhões no total.
- XP, Banco Inter e Santander também apareceram nas conversas.
- Nenhuma negociação está atualmente em estágio avançado.
- O São Paulo pode iniciar 2027 sem um novo naming rights para o estádio.
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