São Paulo integra articulação na CBF que pode mudar regras adversas ao clube

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Homem em um paletó preto, falando a repórteres em frente a um fundo verde com o escudo da CBF e o texto 'FAIR PLAY FINANCEIRO'.

O São Paulo faz parte de um grupo de clubes que vai pedir mais tempo à CBF para resolver dívidas antigas no âmbito do fair play financeiro, segundo informou o Sport Insider. A articulação é liderada pelo Santos e reúne cerca de uma dezena de times das Séries A e B. Botafogo, Corinthians e São Paulo participam, embora nem todos tenham assinado o pedido formal, e Grêmio e Vitória sinalizaram apoio.

O que os clubes querem

O grupo atua sobre o chamado passivo histórico, as dívidas acumuladas até dezembro de 2025. Hoje, a agência criada pela CBF para fiscalizar o sistema, a Anresf, só aplica advertências nesses casos até 30 de novembro de 2026. Depois dessa data, os clubes ficam sujeitos a punições mais severas. A proposta dos dirigentes é esticar o limite para novembro de 2028, com novembro de 2027 como alternativa caso o prazo mais longo não seja aceito.

O que não muda

Para as obrigações assumidas a partir de janeiro de 2026, o grupo diz não contestar a aplicação integral das sanções. Essas regras já estão em vigor e preveem multa, retenção de receitas, perda de pontos, rebaixamento, exclusão e transfer ban.

Os argumentos dos clubes

Os dirigentes dizem que os 11 meses entre a publicação das regras, em dezembro de 2025, e a entrada em vigor das punições foram um prazo curto. Também afirmam que a Medida Provisória das Bets, que proíbe as apostas on-line no país, retirou uma das principais fontes de receita dos clubes.

A crítica de quem é contra

Nem todos os clubes apoiam o movimento. O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, criticou a articulação em entrevista à BandNews e disse que alguns dirigentes usam a MP das Bets como justificativa para não pagar. O Cuiabá afirma ter R$ 45 milhões a receber de alguns dos clubes envolvidos, por direitos econômicos de atletas vendidos no passado, e diz não depender de dinheiro de apostas.

Onde o São Paulo se encaixa

O São Paulo foi um dos primeiros clubes notificados no novo regime. A Anresf julgou procedente uma denúncia do Novorizontino por atraso no pagamento da contratação do volante Djhordney, e o clube foi intimado a pagar a dívida. Em 24 de setembro, os dois clubes fecharam um acordo para quitar o valor em três parcelas iguais até dezembro de 2026, evitando o transfer ban.

Como a contratação foi feita em janeiro de 2026, esse caso já está sob o regime pleno de sanções, ou seja, não seria afetado pelo pedido de prorrogação do passivo histórico.

O que acontece agora

A CBF sabe da articulação, mas ainda não recebeu nenhum pedido formal. O Sport Insider também registra que a Anresf já aplicou as primeiras punições neste ano: o Internacional teve transfer ban aplicado na quinta-feira (8), e a Ponte Preta teve receitas retidas.

Perguntas frequentes

O que o grupo de clubes pede à CBF?
Mais prazo para quitar dívidas acumuladas até dezembro de 2025: de 30 de novembro de 2026 para novembro de 2028, ou novembro de 2027 como alternativa.

O São Paulo apoia o pedido?
O clube participa da articulação, mas, segundo a reportagem, nem todos os participantes já assinaram o pedido formal.

O São Paulo sofreu transfer ban?
O clube foi notificado e esteve sob risco, mas fechou acordo com o Novorizontino em 24 de setembro para evitar a punição.

A mudança valeria para dívidas novas?
Não. As obrigações assumidas a partir de janeiro de 2026 continuam sujeitas a todas as sanções.

Fontes: Sport Insider, confirmado pelo Blog do São Paulo via Alexandre Zanquetta e comunicados da CBF e da Anresf. Atualizado em 10/10/2026.


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