Ex São Paulo perde a paciência e detona técnico

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Homem em uma coletiva de imprensa, falando em um microfone. Ele está vestindo uma jaqueta escura e gesticulando, com um fundo de painéis publicitários.

Éder Citadin, ex-jogador do São Paulo e atual diretor de futebol do Criciúma, publicou um forte desabafo após a saída de Eduardo Baptista para o Internacional.

Sem citar o treinador diretamente, o dirigente falou em decepção com o futebol e afirmou que caráter, lealdade e respeito deveriam estar acima de qualquer interesse.

Na parte mais contundente da mensagem, Éder escreveu:

“Na vitória muitos aparecem; na dificuldade, poucos permanecem! Só os covardes abandonam o barco.”

A publicação foi feita nesta quarta-feira, depois de o Internacional anunciar Eduardo Baptista como seu novo técnico.

Saída surpreendeu o Criciúma

Eduardo Baptista deixou o Criciúma um dia depois de negar, em entrevista coletiva, que tivesse recebido proposta do Internacional.

A declaração ocorreu após a derrota por 2 a 0 para o Operário-PR, pela Série B. No dia seguinte, o treinador foi anunciado pelo clube gaúcho.

A diretoria do Criciúma afirmou que foi surpreendida pela decisão e que não havia sido procurada previamente pelo técnico ou por seus representantes.

O presidente Pedro Paulo Canella também declarou que não houve negociação formal com o Criciúma antes da saída.

Desabafo de Éder

Na publicação, Éder afirmou que os resultados fazem parte do futebol, mas criticou a postura humana por trás da decisão.

O dirigente escreveu:

“Cada vez mais, o futebol me decepciona. Não pelo profissionalismo, mas pelo ser humano.”

Em seguida, destacou que vitórias e derrotas são naturais, mas que os profissionais deveriam preservar caráter, lealdade e respeito.

Embora não tenha mencionado o nome de Eduardo Baptista, o contexto da postagem indicou uma reação à saída do treinador para o Internacional.

Eduardo Baptista no Internacional

O Internacional anunciou Eduardo Baptista para comandar o time até o fim de 2026.

O treinador substitui Paulo Pezzolano, demitido após a derrota para o São Paulo. O Colorado está na zona de rebaixamento do Brasileirão e terá dez rodadas para tentar evitar a queda.

Eduardo Baptista deixou o Criciúma na sexta posição da Série B, com 47 pontos.

A mudança ocorre na reta final da competição e coloca o treinador diante de um novo desafio: recuperar o Internacional na luta contra o rebaixamento.

Campanha pelo Criciúma

Eduardo Baptista chegou ao Criciúma em maio de 2025, para substituir Zé Ricardo.

Durante sua passagem, comandou a equipe em competições como:

O treinador dirigiu o Criciúma em 74 partidas e conquistou a Taça Acesc.

Em 2025, o time terminou a Série B na quinta colocação e ficou perto do acesso à primeira divisão.

O vínculo de Baptista havia sido renovado até o fim de 2027, poucos dias antes de sua saída.

Criciúma contrata Umberto Louzer

O Criciúma agiu rapidamente e anunciou Umberto Louzer como substituto de Eduardo Baptista.

O treinador foi cedido pelo Guarani por empréstimo até o fim da Série B. Ele mantém contrato com o clube paulista até o final do Campeonato Paulista de 2027 e deverá retornar ao Bugre depois da competição nacional.

A estreia de Louzer está prevista para o confronto contra o Avaí, no domingo, dia 27, às 11h, no Heriberto Hülse.

Éder voltou ao Criciúma em 2025

Éder Citadin retornou ao Criciúma em dezembro de 2025, desta vez como diretor de futebol.

O ex-jogador é um dos principais ídolos da história recente do clube catarinense e passou a participar diretamente do planejamento do futebol.

Durante o período em que Eduardo Baptista esteve no cargo, Éder trabalhou ao lado do treinador e da comissão técnica.

A proximidade entre os profissionais ajuda a explicar o tom do desabafo publicado após a saída.

Situação do Criciúma

O Criciúma ocupa a sexta posição da Série B, com 47 pontos.

Apesar da saída do treinador, o clube ainda está na disputa pelo acesso à Série A.

A chegada de Louzer ocorre com pouco tempo para adaptação. O novo técnico terá de manter a equipe próxima do grupo de acesso e administrar o impacto da mudança no comando.

O primeiro desafio será justamente contra o Avaí, em um clássico catarinense.

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