Insegurança de escalar meninos de Cotia é mencionada por Dorival Junior no São Paulo

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Jogador de futebol em ação, vestindo uniforme do São Paulo FC, correndo com uma bola em campo iluminado.

Dorival Júnior explicou por que tem evitado utilizar jogadores da base do São Paulo com maior frequência, especialmente em situações de pressão.

Após a vitória por 1 a 0 sobre o Internacional, o treinador elogiou a atuação de Djhordney, mas afirmou que ainda não sente segurança suficiente para lançar jovens de forma recorrente no time profissional.

Segundo Dorival, o próprio desempenho coletivo precisa oferecer condições para que os garotos entrem em campo com mais tranquilidade.

“A equipe precisa me dar condições para poder fazer isso com mais naturalidade”, afirmou.

Djhordney ganha elogios

Djhordney foi titular contra o Internacional e recebeu avaliação positiva de Dorival.

O meio-campista entrou na vaga de Danielzinho e ajudou o São Paulo a compor o setor central. Para o técnico, o jovem também demonstrou capacidade para atuar em um momento de dificuldade.

“O Djhordney entrou no momento de dificuldade. Hoje tínhamos apenas um volante no banco, ele entrou na função e deu uma ótima resposta”, disse Dorival.

O jogador já vinha sendo observado nos treinamentos e ganhou espaço depois de boas atuações recentes. A tendência é que continue entre as opções para a sequência do Campeonato Brasileiro.

Preparação antes da oportunidade

Dorival afirmou que não gosta de colocar jogadores da base em campo de maneira aleatória.

“Eu não gosto de colocá-los assim aleatoriamente. Eu primeiro preparo para depois lançá-los”, explicou.

Na avaliação do treinador, os jovens precisam entrar em um ambiente minimamente organizado, no qual possam mostrar suas características sem carregar sozinhos a responsabilidade pelo resultado.

O problema é que o São Paulo ainda convive com oscilações e pressão na tabela. Por isso, Dorival considera arriscado utilizar garotos em situações nas quais o time precisa buscar uma reação imediata.

“A equipe ainda não nos passou essa certeza e essa segurança para que possamos utilizar mais jovens em momentos de dificuldade”, afirmou.

Exemplo de Fred no Internacional

Para explicar sua metodologia, Dorival citou o caso de Fred, que foi preparado durante seis meses no Internacional antes de ser lançado.

“Nós preparamos o Fred durante seis meses no Internacional antes de lançá-lo”, lembrou.

O treinador entende que o processo de formação não termina quando o jogador deixa as categorias de base. A adaptação ao futebol profissional exige preparação física, tática, emocional e comportamental.

A estratégia é evitar que o jovem seja lançado apenas por necessidade, sem condições de competir em alto nível.

Contexto diferente no São Paulo

Apesar da cautela, Dorival já precisou recorrer a jogadores formados em Cotia durante a temporada.

Djhordney se tornou o principal exemplo de jovem que conseguiu aproveitar uma oportunidade. Ryan Francisco também foi utilizado em jogos importantes, mas ainda recebe uma carga menor de minutos.

O treinador revelou recentemente que conversou com Ryan e pediu que o atacante repensasse alguns comportamentos antes de ganhar mais espaço.

A postura mostra que Dorival considera aspectos além do desempenho técnico para definir a utilização de atletas da base.

Pedro Lima também ganhou espaço

A vitória sobre o Internacional também marcou a estreia de Pedro Lima como titular do São Paulo.

O lateral-direito teve participação importante no início da partida e foi considerado um dos melhores jogadores em campo. Pedro criou jogadas pelo lado direito e ofereceu mais profundidade ao ataque.

Dorival explicou que a mudança de posicionamento de Artur abriu espaço para as subidas do lateral.

“A mudança do Artur acabou abrindo um corredor para a passagem do Pedro”, disse o técnico.

O treinador afirmou que Pedro Lima atuou no limite de sua condição física. Por isso, Lucas Ramon entrou no segundo tempo para reforçar o setor.

Vitória trouxe alívio

O São Paulo venceu o Internacional por 1 a 0, com gol de Calleri, e chegou aos 36 pontos no Campeonato Brasileiro.

O resultado colocou o Tricolor na 11ª posição e aumentou a distância para a zona de rebaixamento.

Mesmo com a vitória, o time apresentou dificuldades ofensivas e sofreu pressão do Internacional na segunda etapa. Dorival reconheceu que o São Paulo ainda precisa evoluir antes de utilizar jovens em situações mais pesadas.

A Data Fifa dará tempo para a comissão técnica trabalhar o elenco antes do clássico contra o Santos.

Ryan pode ganhar oportunidade

Calleri está suspenso para o jogo contra o Santos após receber o terceiro cartão amarelo diante do Internacional.

A ausência abre espaço para Gustavo Santana e Ryan Francisco disputarem a vaga no comando do ataque.

Ryan tem a oportunidade de mostrar que está preparado para assumir maior responsabilidade. No entanto, a decisão dependerá da avaliação de Dorival durante os treinamentos.

O treinador deixou claro que gosta do jogador, mas espera uma mudança de comportamento antes de aumentar sua participação.


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