Goleiro do São Paulo nega crise mas coloca salários atrasados como fator que atrapalha

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Goleiro se preparando para pegar a bola durante um jogo de futebol.

O goleiro Rafael reconheceu que os atrasos salariais incomodam o elenco do São Paulo, mas negou que o clube viva uma crise dentro de campo.

A declaração foi dada após a vitória por 1 a 0 sobre o Internacional, no MorumBIS, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Segundo Rafael, os jogadores entendem que o clube enfrenta dificuldades financeiras, mas também observam o esforço da diretoria para tentar normalizar os pagamentos.

“É claro que atrasos salariais incomodam a todo mundo, não só aos jogadores. É natural. Mas a gente vê o empenho que o clube vem fazendo para que as coisas se normalizem. Enquanto isso, nosso trabalho é focar no futebol”, afirmou.

“Não vejo crise no futebol”

Apesar de reconhecer os problemas financeiros, Rafael negou que exista uma crise no departamento de futebol.

“Não vejo crise nenhuma nessa questão. O trabalho tem sido bem feito, bem gerido pelo Dorival”, declarou.

O goleiro defendeu o trabalho do técnico e afirmou que a equipe precisa manter a concentração no Campeonato Brasileiro.

Para Rafael, os resultados recentes e o ambiente político não devem ser confundidos com falta de organização no futebol.

O São Paulo venceu o Internacional por 1 a 0, chegou aos 36 pontos e subiu para a 11ª colocação.

Impeachment e eleição aumentam tensão

Rafael também citou a instabilidade política do clube ao explicar o momento delicado.

“O clube passa por uma situação difícil. Tivemos o impeachment de um presidente, temos eleição para acontecer e uma crise financeira que não é só do São Paulo, mas de todos os outros clubes”, afirmou.

O goleiro fez referência ao afastamento de Julio Casares e à eleição prevista para o fim do ano.

O clube atravessa disputas entre grupos políticos, negociações para antecipar receitas e discussões sobre o futuro administrativo.

O contrato com a Ticketmaster, que pode liberar até R$ 140 milhões ao São Paulo, será votado pelo Conselho Deliberativo nos dias 29 e 30 de setembro.

Salário de agosto atrasou

O São Paulo atrasou em dois dias o pagamento do salário em carteira referente ao mês de agosto. O valor foi quitado posteriormente, mas o episódio aumentou a insatisfação entre os jogadores.

Além do salário registrado, o clube ainda convive com pendências nos direitos de imagem.

O atraso afetou a confiança do elenco na diretoria e motivou líderes do grupo a organizar uma rede de ajuda financeira para jogadores mais jovens.

A diretoria espera utilizar parte dos recursos previstos no contrato com a Ticketmaster para regularizar os pagamentos.

Rafael valoriza torcida

O goleiro também comentou o protesto realizado pela torcida contra o Internacional.

As organizadas ficaram em silêncio nos primeiros 15 minutos da partida e exibiram a faixa “Silêncio, estamos jogando”, em resposta a uma declaração de Dorival após a eliminação para o Boca Juniors.

Rafael afirmou que entende a manifestação dos torcedores e reconheceu a frustração pela queda na Sul-Americana.

“Entendemos o torcedor. Está no direito de se manifestar. Estamos igualmente chateados. Era a chance de buscar um título neste ano. A frustração do torcedor é a nossa”, disse.

Apesar do protesto, Rafael destacou que a torcida compareceu ao MorumBIS e apoiou o time depois dos primeiros minutos.

“A torcida esteve conosco. É um privilégio tê-la ao nosso lado”, completou.

Vitória alivia pressão

O resultado contra o Internacional ajudou a reduzir a pressão sobre o elenco e o técnico Dorival Júnior.

Calleri marcou de pênalti no primeiro tempo, e o São Paulo conseguiu segurar a vantagem até o fim.

A equipe teve atuação pouco criativa, mas alcançou o objetivo principal: conquistar três pontos e ampliar a distância para a zona de rebaixamento.

Com 36 pontos, o Tricolor abriu oito pontos de vantagem sobre o Grêmio, primeiro clube dentro do Z-4.

Foco total no Brasileirão

Eliminado da Sul-Americana, o São Paulo terá apenas o Campeonato Brasileiro pela frente.

A equipe volta a campo no dia 2 de outubro, contra o Santos, em partida atrasada da 21ª rodada.

Calleri não disputará o clássico porque recebeu o terceiro cartão amarelo diante do Internacional.

Rafael, no entanto, acredita que o grupo tem condições de reagir e terminar a temporada em uma posição melhor.

O goleiro tenta transmitir tranquilidade em meio a um ambiente de pressão, mas reconheceu que a situação financeira precisa ser resolvida para que o clube recupere estabilidade.


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