Além de expulsão, Casares pode ser condenado a pagar valor milionário ao São Paulo de indenização

Comissão de Ética recomendou por unanimidade a expulsão do ex-presidente e apontou indícios de gestão temerária ou irregular durante sua administração
O Conselho Deliberativo do São Paulo começa a analisar nesta quarta-feira o pedido de expulsão do ex-presidente Júlio Casares do quadro associativo do clube. A reunião extraordinária está marcada para as 19h, em formato híbrido, e terá como principal pauta o relatório elaborado pela Comissão de Ética do órgão.
A comissão, formada por cinco integrantes, recomendou por unanimidade a punição ao ex-dirigente. O relatório enquadra Casares no artigo 34 do estatuto do São Paulo e aponta indícios de gestão temerária ou irregular durante o período em que esteve à frente do clube, entre janeiro de 2021 e janeiro de 2026.
Após o encerramento das discussões, previsto para as 22h, será aberta a votação dos conselheiros. O processo permanecerá disponível para votação até as 17h de quinta-feira.
Comissão de Ética recomenda expulsão de Júlio Casares
O relatório foi elaborado pelo conselheiro Luiz Braga e aprovado pelos demais integrantes da Comissão de Ética: Mário Celso Braga, Mílton José Neves Júnior, José Edgard Galvão Machado e Fábio César de Souza Azambuja.
Entre os pontos considerados pela comissão estão indícios de irregularidades na gestão financeira do clube.
Um dos principais elementos citados é a identificação de aproximadamente R$ 7 milhões em saques das contas do São Paulo cuja documentação, segundo o relatório, não permitiria comprovar adequadamente a origem, a finalidade e o destino dos valores.
A comissão também analisou despesas realizadas por meio do cartão corporativo do clube. O relatório menciona gastos em estabelecimentos de luxo, restaurantes, charutarias, salões de beleza e petshops.
Casares sofreu impeachment e renunciou
O processo disciplinar acontece meses depois do fim da gestão de Casares.
Em janeiro de 2026, o então presidente sofreu um processo de impeachment e posteriormente renunciou ao cargo antes que uma Assembleia Geral pudesse ratificar a decisão.
O ex-dirigente já era alvo de investigação da Polícia Civil por possíveis irregularidades relacionadas à administração do clube.
Em novembro do ano passado, quando as apurações já estavam em andamento, Casares devolveu aproximadamente R$ 560,4 mil ao São Paulo.
Além da expulsão, a Comissão de Ética recomendou que o ex-presidente seja responsabilizado financeiramente e indenize o clube por eventuais prejuízos. O valor da possível indenização ainda será calculado.
Relatório questiona benefícios concedidos a familiares
Outro capítulo importante da representação envolve a utilização de ingressos de cortesia e as relações familiares e pessoais de Casares com a estrutura do São Paulo.
Segundo o documento analisado pelo Conselho, 4.743 ingressos para shows foram retirados como cortesia entre 2023 e 2025, totalizando, pelos valores utilizados na representação, aproximadamente R$ 3,4 milhões.
O relatório também faz um recorte dos ingressos destinados aos familiares do ex-presidente.
De acordo com os cálculos apresentados:
- 782 ingressos destinados aos filhos de Casares corresponderiam a R$ 560.573,48;
- 931 ingressos retirados por Mara Casares, ex-esposa do dirigente, representariam R$ 667.383,51;
- somados, os ingressos relacionados aos familiares chegariam a R$ 1.227.956,99.
A representação utiliza esses dados para questionar possíveis situações de favorecimento e conflito de interesses durante a administração.
Estatuto impede encerramento automático do processo
A Comissão de Ética também rejeitou a possibilidade de simplesmente arquivar o procedimento em razão da saída de Casares do quadro associativo.
O artigo 38 do estatuto do São Paulo estabelece que um associado não pode pedir demissão durante um procedimento administrativo disciplinar enquanto o processo não for concluído.
Por isso, mesmo após deixar a presidência e diante da possibilidade de desligamento do quadro social, Casares continua submetido ao julgamento disciplinar.
São Paulo já expulsou outros associados
O julgamento de Júlio Casares ocorre em um momento de endurecimento das medidas disciplinares dentro do clube.
Nos últimos meses, outros associados foram expulsos em processos relacionados a denúncias envolvendo irregularidades, entre elas o esquema de exploração de um camarote clandestino no Morumbi.
Entre os nomes que já deixaram o quadro associativo estão Douglas Schwartzmann, Mara Casares, Márcio Carlomagno e Antônio Donizeti Gonçalves, o Dedé.
Agora, o Conselho Deliberativo terá a palavra sobre o futuro de Júlio Casares como associado do São Paulo.
A decisão poderá representar um dos capítulos mais importantes da crise política e administrativa que atingiu o clube nos últimos meses.
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Um ser desprezível, que pague o que deve.
Da pra pagar 1 bicho molhado para os guerreiros
Ontem o bicho molhado tava seco.
Ontem seria pago em Peso argentino, aí já viu né
Cada jogador receberia uma maleta de pesos argentinos, viram que seria muito peso pra carregar e desistiram kkkkkk
Cadeia para ele e sua corja.
Um dos maiores salafrários que tive o desprazer de conhecer pessoalmente
Desde aquela época ( 2003 ) mostrava nitidamente o caráter dele.
Um nojo de pessoa.
Tive o desprazer de conhece-lo em 2012 no Morumbi, SPFC 0 x 1 Vasco, gol de Fagner.
Parece mais provável que ele não seja cobrado pela patota, então só nos resta a polícia
Pegando esse valor de R$ 3,4 milhões dividindo por 4.743 ingressos, dá uma valor médio na faixa de R$716.
Te garanto que um ingresso de camarote para qualquer show no Morumbi é mais caro que isso.
Eu ganhei, vc ganhou, todo mundo ganhou…
Bem feito,tomará que seje uma indenização que arranque até a cueca dele
Merreca. Espero que seja apenas uma de várias condenações.
Outros também lesaram o SPFC financeiramente. E já deposita esse valor direto na conta de algum credor antes que essa diretoria dê isso de entrada pra contratar algum bagre.
É o que o São Paulo Futebol Clube, enquanto instituição, pode fazer, o resto é com a Polícia e a Justiça…
Até o ladrão defumado é mais honesto que o cagares se apossar do dinheiro da instituição para coisas pessoais é de uma canalhice sem fim.