São Paulo pode receber cerca de R$ 3,6 milhões com venda de goleiro
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São Paulo pode receber cerca de R$ 3,6 milhões com possível venda de Lucas Perri ao Torino
O São Paulo pode ganhar um importante reforço financeiro nos próximos dias sem precisar negociar nenhum atleta do elenco. Isso porque o goleiro Lucas Perri, revelado em Cotia, entrou na mira do Torino, da Itália, que iniciou conversas com o Leeds United para tentar sua contratação.
Segundo apuração do UOL, o clube inglês pede 15 milhões de euros (cerca de R$ 97 milhões) para liberar o arqueiro. As negociações ainda estão em estágio inicial.
São Paulo tem direito ao mecanismo de solidariedade
Caso a transferência seja concretizada, o Tricolor terá direito a uma compensação financeira por meio do mecanismo de solidariedade da FIFA, já que foi o clube formador de Lucas Perri.
A estimativa é de que o São Paulo receba aproximadamente R$ 3,6 milhões, valor que pode representar um alívio importante em meio à crise financeira enfrentada pelo clube.
O dinheiro chegaria sem que o São Paulo precisasse participar diretamente da negociação.
Valor pode ajudar em momento delicado
A possível receita surge em um momento importante para o Tricolor.
O clube vive dificuldades financeiras, enfrenta um transfer ban imposto pela FIFA por conta do atraso no pagamento de uma parcela da compra de Marcos Antônio junto à Lazio e busca reorganizar seu fluxo de caixa para quitar pendências e voltar a registrar novos jogadores.
Embora o valor não resolva os problemas financeiros do São Paulo, ele pode contribuir para melhorar o caixa e auxiliar no cumprimento de compromissos imediatos.
A trajetória de Lucas Perri
Formado nas categorias de base do São Paulo, Lucas Perri deixou o clube em definitivo em 2022 para defender o Botafogo.
Após se destacar no futebol brasileiro, foi negociado com o Lyon, da França, e posteriormente transferido para o Leeds United, que investiu cerca de 23 milhões de euros em sua contratação na última temporada europeia.
Além da ascensão no futebol europeu, o goleiro também passou a integrar as convocações da Seleção Brasileira.
Torino busca reforço para o gol
O Torino vê Lucas Perri como uma das prioridades para reforçar a posição de goleiro na temporada 2026/27. Entretanto, o Leeds faz jogo duro e estipulou o valor de 15 milhões de euros para iniciar uma negociação.
As conversas ainda são consideradas preliminares, mas, caso avancem, o São Paulo acompanhará atentamente o desfecho, já que poderá receber uma quantia relevante graças ao mecanismo de solidariedade da FIFA.
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Enquanto o SPFC descarta jovens promessas grátis …, apenas para test drive e promessas de moedinhas …, o Perry que um dia foi nosso e foi também doado …, hoje vale 15 milhões de euros.
Nossa base, como sempre a serviço de terceiros.
Pera ai, ele vale ou o time dele pede isso e pode haver desconto na negociação?
Enfim, o que me chama atenção é que o Perri virou jogador que fica pulando de clube em clube. Parece que atende bem a demanda de comissões do agente.
Clube em clube? O cara na Europa só foi do Lyon pro Leeds, e só valorizou.
Enquanto isso os VERMES da diretoria contam essas migalhas pra quem sabe montar um time de sub-óbitos pra disputar a série B no ano que vem.
melhor ir de time em time sendo VENDIDO PQ TEM VALOR, do q ir de time em time emprestado na marra ou pq contrato acaba pq ja estao em decadencia igual os nossos atletas
Sempre falei que o Perri era goleiro pra mais de dez anos de São Paulo.
Outro goleiro que daqui a pouco desponta é o Leandro que o contrato foi encerrado.
Para vcs sentirem o caos financeiro que o clube se encontra este valor seria equivalente a vc dever R$100.000,00 pro banco e receber R$360,00 ou R$10.000,00 e receber R$36,00 para amenizar a situação.
Agora me respondam se ajuda?
A gente lê a notícia e acha que é até um valor razoável mas se trouxermos para a nossa realidade veremos que não é.
Perfeitamente. Mecanismo de solidariedade é uma migalha.
Eu achava o Crespo um bom técnico, hoje acho que ele é um dos melhores do mundo l, além de milagreiro
Nesse momento somos 12°…e descendo.
Já dá para pagar uma parte dos 90 milhões pedidos pelo Calleri e seu staff kkkk (é rir para não chorar).
E é uma chance do Lucas Perri finalmente se firmar em algum time europeu, em vez de ficar pulando de galho em galho…
Diante da Incompetência da Gestão Tampão de Harry Massis, o Que Nos Resta?
O São Paulo pode receber cerca de R$ 3,6 milhões com a venda de mais um jogador formado em Cotia. Sonha com a venda de Willian Gomes pelo Porto e etc.
É uma boa notícia? Sim.
Mas é também um retrato cruel da situação financeira em que o clube foi colocado.
Hoje, o torcedor são-paulino acompanha negociações de ex-jogadores na esperança de que o mecanismo de solidariedade da FIFA ajude a aliviar um caixa sufocado por anos de más administrações. Um clube que já foi referência em gestão e planejamento agora depende, em parte, da valorização de atletas que sequer fazem mais parte do seu elenco.
Para entender essa receita, vale lembrar como funciona o mecanismo de solidariedade da FIFA:
Valor total: corresponde a até 5% do valor de futuras transferências internacionais do atleta.
Divisão por idade: esse percentual é distribuído entre os clubes que participaram da formação do jogador dos 12 aos 23 anos.
Dos 12 aos 15 anos: o clube formador recebe 0,25% por temporada.
Dos 16 aos 23 anos: o clube recebe 0,5% por temporada.
É um mecanismo inteligente para valorizar quem investe na formação de atletas. O problema não é receber esse dinheiro. O problema é precisar dele para fechar as contas.
Essa não era a realidade do São Paulo. O clube revelava talentos para fortalecer o elenco, conquistar títulos e, quando necessário, realizar grandes vendas. Hoje, a sensação é que cada notícia sobre uma negociação internacional de um ex-jogador desperta um pensamento imediato: “Quanto o São Paulo vai receber?”
Isso mostra o tamanho da deterioração financeira.
Obrigado, Aidar. Obrigado, Leco. Obrigado, Casares. Agora, obrigado também a Harry Massis e aos conselheiros que, ao longo dos anos, permitiram que o São Paulo chegasse a este ponto.
O Tricolor não chegou à situação atual por causa de uma única gestão. Foi uma construção lenta, feita de decisões equivocadas, falta de planejamento, aumento contínuo da dívida, antecipação de receitas, contratos ruins e ausência de responsabilidade financeira.
Ninguém paga as contas com as glorias do passado.
Hoje, o São Paulo luta bravamente para permanecer competitivo, mas sua saúde financeira inspira cuidados. É como um paciente na UTI: permanece vivo, sustentado pela força de sua história, de sua torcida e da capacidade inesgotável de Cotia produzir talentos.
Nos olhos do torcedor ainda brilham as glórias de um passado vencedor. Nas finanças do clube, porém, a realidade exige algo muito mais importante do que nostalgia: uma reconstrução baseada em gestão profissional, responsabilidade fiscal e coragem para romper com os erros que levaram o São Paulo a esse cenário.
Chega de administrações que tratam o maior patrimônio do clube como se fosse inesgotável. Cotia continuará formando jogadores. Agora é a gestão que precisa voltar a formar esperança.