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Ex-São Paulo admite dívida com o Tricolor e vive melhor fase da carreira

Ex-São Paulo admite dívida com o Tricolor e vive melhor fase da carreira

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Jogador de futebol com uniforme azul correndo em um campo, segurando a bola. Um adversário vestido de amarelo está atrás dele. Ao fundo, espectadores e o banner do Slovnaft Cup.

Atacante revelado em Cotia reconhece que poderia ter aproveitado melhor as oportunidades no clube; hoje, soma 20 gols em 28 jogos pelo Shanghai Shenhua e destaca o amadurecimento no futebol internacional.

Rafael Ratão vive o melhor momento da carreira, segundo sua própria avaliação. Aos 20 gols em 28 partidas pelo Shanghai Shenhua, da China, o atacante acrescenta uma reflexão sobre o início da trajetória profissional: o sentimento de que poderia ter feito mais com a camisa do São Paulo.

Em entrevista exclusiva ao Lance!, publicada em 23 de outubro, o jogador relembrou a passagem pelas categorias de base de Cotia, reconheceu que desperdiçou oportunidades no Tricolor e afirmou que carrega uma dívida com o clube que o formou.

“O São Paulo é um clube pelo qual sinto que poderia ter feito mais e com o qual tenho uma dívida por ter desperdiçado algumas oportunidades que me deram ainda na base”, declarou Ratão ao Lance!.

A fala chama a atenção pelo contraste entre o período em que o atacante esteve no futebol brasileiro e a fase atual na Ásia. Depois de construir parte da carreira na Europa e passar pelo Japão, o brasileiro encontrou na China um cenário favorável para ampliar sua produção ofensiva.

Rafael Ratão explica por que vive a melhor fase da carreira

O desempenho de Ratão no Shanghai Shenhua está ligado, de acordo com o próprio jogador, a uma mudança importante de função em campo. Antes utilizado com mais frequência pelos lados, ele passou a atuar mais centralizado, como camisa 9, ficando mais próximo da área e das oportunidades de finalização.

“Em números, esta temporada ainda é a segunda melhor, mas com menos jogos do que no ano passado, quando estava no Japão. Acho que isso passa muito pela mudança de posição, já que atualmente jogo mais como um camisa 9, e não tanto pelas beiradas. Mas, principalmente, tem a ver com o meu amadurecimento como jogador e como pessoa”, explicou.

A adaptação à nova função e a evolução pessoal aparecem como fatores centrais na avaliação do atacante. Aos 20 gols em 28 partidas pelo Campeonato Chinês, Ratão atribui parte do crescimento à experiência acumulada em diferentes países e à mudança de hábitos profissionais.

Da base do São Paulo ao futebol internacional

Revelado nas categorias de base do São Paulo, Rafael Ratão passou por diferentes mercados antes de chegar ao futebol chinês. Sua trajetória internacional inclui experiências na França, na Eslováquia e no Japão, etapas que ajudaram a moldar o jogador que atua atualmente como referência ofensiva.

Na França, defendeu o Toulouse, conquistou a Copa da França e participou da campanha de acesso da equipe à primeira divisão. Na Eslováquia, vestiu a camisa do Slovan Bratislava. Depois, atuou no futebol japonês antes de chegar ao Shanghai Shenhua.

O atacante considera a chegada à Europa um ponto de virada. Segundo ele, a experiência exigiu mudanças na preparação física, na alimentação, no sono e na rotina fora de campo. O processo de amadurecimento também passou pela necessidade de conquistar espaço e se adaptar a diferentes estilos de jogo.

Ao falar sobre a China, Ratão destacou que o campeonato tem um nível competitivo que nem sempre é reconhecido por quem acompanha o futebol de longe.

“Quando você está aqui dentro, percebe que existe competitividade, jogadores de qualidade e equipes de ótimo nível. Não é simplesmente chegar e jogar”, afirmou ao Lance!.

Por que Rafael Ratão saiu do São Paulo?

A passagem de Ratão pelo São Paulo terminou ainda durante sua trajetória de formação. Segundo o relato publicado pelo Lance!, a saída foi conturbada, e o clube optou por rescindir o contrato do jogador após problemas de comportamento, incluindo faltas a treinamentos associadas a noitadas e ao consumo de álcool.

Foi também em Cotia que surgiu o apelido “Ratão”. A história, contada na reportagem, remete a um episódio em que o atacante se assustou com um rato grande e gritou, chamando a atenção dos colegas.

Anos depois, com uma carreira construída longe do Brasil, o jogador reconhece que poderia ter aproveitado melhor as oportunidades recebidas no clube paulista. A declaração não representa um anúncio de retorno, mas uma avaliação pessoal sobre uma etapa importante de sua formação.

Passagem pelo Bahia também deixou marca pessoal

Além do São Paulo, Ratão relembrou a experiência no Bahia, onde atuou entre 2023 e 2024. Durante o período, disputou 54 partidas e marcou dez gols, números que, na avaliação do atacante, ficaram abaixo do que esperava entregar.

Apesar disso, ele destacou a relação construída com a torcida baiana, especialmente durante o tratamento de sua esposa contra o câncer. O apoio recebido pela família em um momento delicado permaneceu como uma das lembranças mais marcantes de sua passagem por Salvador.

“Reconheço que minha passagem não foi como eu esperava, mas tenho muito respeito e gratidão pelo período que vivi lá. Principalmente pelo carinho dos torcedores, que deram muito apoio à minha esposa durante o tratamento contra o câncer”, afirmou.

O relato mostra que, embora os resultados esportivos nem sempre tenham correspondido às expectativas, o atacante preserva vínculos afetivos com os clubes por onde passou.

O que a declaração de Ratão representa para o São Paulo?

A admissão de Rafael Ratão tem um significado particular por envolver um jogador formado em Cotia que hoje vive uma fase de destaque fora do país. Ao reconhecer que poderia ter aproveitado melhor as oportunidades, o atacante faz um balanço de sua própria trajetória e atribui ao São Paulo um papel importante em sua formação.

Por enquanto, a declaração é uma reflexão sobre o passado, não uma indicação de negociação ou de possível retorno ao Tricolor. O dado esportivo mais expressivo de seu presente está na China: 20 gols em 28 partidas pelo Shanghai Shenhua, em uma temporada que o próprio jogador considera a melhor de sua carreira.

A trajetória de Ratão também evidencia como a mudança de função, a experiência internacional e o amadurecimento podem alterar o rendimento de um atleta ao longo dos anos. Para o atacante, a dívida com o São Paulo é sobretudo uma questão de oportunidades que acredita não ter aproveitado como poderia.


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4 comentários em “Ex-São Paulo admite dívida com o Tricolor e vive melhor fase da carreira”

    1. Marco Antonio Monteiro

      Amigo,

      Nunca gostei do Neymar, mas eu nunca vi um candidato que estava em segundo, que foi mal em todos os debates, receber 10 milhões de votos adicionais e o candidato que foi bem no debate receber só 3 milhões.

      E do nada haver uma ampliação do horário eleitoral, algo que nunca aconteceu. E se você adentra os detalhes é mais estranho ainda, uma decisão de um ex advogado indicado pelo vencedor da eleição, com o MP Eleitoral contrário a ampliação. E tem mais uns 10 detalhes estranhos ao procedimento eleitoral.

      Não me passou credibilidade e, no meu ponto de vista, inconstitucional.

      1. É impressionante que tudo que vem dessa raça é minimamente questionável, fora que ainda vão perdoar a divida das galinhas.

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