São Paulo tem mais uma péssima notícia judicial
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Boavista SAF cobra na Justiça R$ 524.899,61 do São Paulo por 20% da venda de Lucas Ferreira ao Shakhtar. Clube diz que caso deveria ir à CNRD.
O Boavista SAF, do Rio de Janeiro, entrou na Justiça contra o São Paulo para cobrar R$ 524.899,61 referentes à venda do atacante Lucas Ferreira ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. A ação tramita na 1ª Vara Cível do Foro Regional do Butantã, em São Paulo. As informações são da coluna de Pedro Lopes.
O que o Boavista cobra
O clube carioca tem direito a 20% do valor líquido da negociação, fechada em agosto de 2025 por 10 milhões de euros, pagos em quatro parcelas. Segundo o processo, o São Paulo recebeu do Shakhtar a segunda parcela, equivalente a R$ 11,7 milhões, em 4 de fevereiro deste ano, mas não repassou a parte do Boavista.
Planilha do próprio São Paulo e parcelamento
Três semanas depois, o departamento financeiro do São Paulo enviou ao Boavista uma planilha que calculava o repasse em R$ 2,1 milhões e propôs pagá-lo em quatro vezes, de março a junho. O Boavista aceitou.
O Tricolor pagou três parcelas e deixou de quitar a última, vencida em 10 de junho. Uma notificação extrajudicial enviada em julho ficou sem resposta.
O que decidiu a Justiça até agora
Em agosto, a juíza mandou o São Paulo pagar em 15 dias e reconheceu, em análise preliminar, a “probabilidade do direito” do Boavista. Ela negou, porém, o pedido de bloqueio de cotas da CBF e da Federação Paulista e de direitos de TV do clube, por não ver risco de dilapidação patrimonial.
A defesa do São Paulo
Na defesa, apresentada em setembro, o São Paulo não nega a dívida nem contesta o valor. O clube argumenta que a Justiça comum não pode julgar o caso, que deveria ser levado à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), da CBF, por força do estatuto da entidade.
O Boavista respondeu nesta semana que a cobrança é puramente financeira e que o contrato entre os clubes, assinado em 2024, elege expressamente a Justiça de São Paulo para resolver disputas. O processo aguarda decisão.
A história de Lucas Ferreira entre os dois clubes
A relação em torno de Lucas dos Santos Ferreira, nascido em 2006 e formado em Cotia, começou em julho de 2021. Naquele ano, o São Paulo cedeu 35% dos direitos do então juvenil ao Boavista, que na época se chamava Esporte Clube Barreira.
Em 13 de dezembro de 2024, o São Paulo recomprou 15%, por R$ 600 mil, divididos em dez parcelas de R$ 60 mil. O Boavista ficou com 20% do “montante líquido” de uma futura venda. O contrato foi assinado pelo então presidente Julio Casares, pelo diretor financeiro Sérgio Pimenta, pelo então diretor de futebol Carlos Belmonte e pelo então diretor da base Douglas Schwartzmann.
Como foi a venda ao Shakhtar Donetsk
Em 11 de agosto de 2025, o São Paulo vendeu o jogador ao Shakhtar por 10 milhões de euros fixos, divididos em quatro parcelas:
- 3 milhões de euros após o registro do atleta na Ucrânia;
- 2 milhões de euros até 31 de janeiro de 2026;
- 2 milhões de euros até 31 de julho de 2026;
- 3 milhões de euros até 15 de dezembro de 2026.
O contrato, cuja tradução juramentada está no processo, prevê ainda bônus de até 2 milhões de euros caso o Shakhtar chegue à fase de grupos da Champions League com o jogador participando de pelo menos 60% das partidas. Há também 10% de mais-valia em uma futura revenda.
A disputa pode continuar
Segundo a coluna, a disputa pode não terminar aqui. O Boavista tem direito a 20% do líquido de cada pagamento do Shakhtar e de eventuais bônus. A terceira parcela, de 2 milhões de euros, tinha previsão de pagamento para 31 de julho, e a última, de 3 milhões de euros, vence em dezembro.
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“São Paulo tem mais uma péssima notícia judicial”
Novidade zero. Pois a pior notícia do São Paulo é sempre a próxima.
Além da vergonha (que hoje ninguém lá tem), chega a ser ridículo!
“Ainnnn….Reconheço que devo, não paguei, mas você me cobrou por canal errado…”
Não honram as calças que vestem!