Constrangidos por dívida com atletas, Massis e Rafinha recuam em busca por reforços no São Paulo

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O São Paulo decidiu interromper, neste momento, as movimentações em busca de novos reforços no mercado da bola, ao menos, serem mais discretos e menos agressivos. A prioridade da diretoria passou a ser a regularização dos valores atrasados com o próprio elenco, especialmente os direitos de imagem — tema que já vem gerando desgaste interno nas últimas semanas.

Houve forte constrangimento e sentimento ruim de observar nomes como Vardy e Scarpa que ganhariam na casa do milhão conversando com o clube e ao mesmo tempo o Presidente descumprindo promessas e os salários na parte de imagem atrasados.

O que motivou a mudança de prioridade

De acordo com a apuração do Blog do São Paulo, a decisão de pausar as buscas por reforços ocorreu depois que a situação financeira do plantel ganhou visibilidade pública e cobrança generalizada somada aos péssimos resultados. Alie a isso, a conversa direta entre jogadores e torcedores organizados no CT da Barra Funda. O momento parece ter funcionado como um ponto de virada na postura da diretoria, encabeçada pelo presidente Harry Massis e pelo capitão Rafinha, em relação às prioridades financeiras do clube.

Sem espaço para novos gastos

Sem margem para ampliar despesas neste momento, o São Paulo deve buscar soluções dentro do próprio elenco para a sequência da temporada. A tendência apontada é de maior aproveitamento dos atletas que já fazem parte do grupo, além de uma abertura maior de espaço para jogadores formados nas categorias de base de Cotia. Dorival Júnior mesmo recuou em suas falas e disse abertamente sobre usar garotos como fez com Gustavo Santana e Djhordney no último jogo.

Um planejamento também moldado por negociações que não avançaram

A nova postura do clube também é reflexo de um período recente de sondagens que não se concretizaram no mercado da bola — episódios como o afastamento das negociações por Jamie Vardy, por conta do salário pedido e logística familiar, a recusa de Scarpa por querer ficar no Galo e a consulta sobre Everton Cebolinha, que esbarrou em valores considerados altos pela diretoria, ajudam a ilustrar o cenário de cautela financeira que agora molda as decisões do clube.

O que isso significa para o restante da temporada

Na prática, a decisão reforça um sinal que já vinha sendo dado em diferentes frentes: o São Paulo está concentrando esforços financeiros em equilibrar as contas já existentes — como o acordo com a Ticketmaster para antecipação de receitas e a quitação da dívida com o empresário Giuliano Bertolucci — antes de qualquer novo investimento em contratações. Para o torcedor, isso significa que o time que está em campo agora tende a ser, em boa medida, o mesmo até o fim da temporada, com espaço extra para as promessas da base.

A questão é: Será suficiente para fugir do rebaixamento? Conseguirão dinheiro para os salários?


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