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Desempenho do Futebol do SPFC – 2021 a 2025, por Flávio Marques – Conselheiro
Em 07 de dezembro de 2025, data em que o SPFC perdeu para o Vitória em Salvador, 1 x 0 para o rubro-negro baiano, terminou a quinta temporada do futebol profissional com o presidente Julio Casares no comando do São Paulo Futebol Clube. Vamos avaliar neste texto como foram os resultados do futebol do Tricolor nos cinco anos de sua administração. Durante todo o período, exceto os dois últimos jogos da temporada 2025, a Diretoria Institucional de Futebol foi ocupada pelo Conselheiro Carlos Belmonte. Para efeitos deste texto, incluímos todos os jogos realizados nos anos de 2021 a 2025 como a gestão Casares / Belmonte.
Julio Casares assumiu seu mandato no dia 1º de janeiro de 2021, recebendo o time na liderança do Campeonato Brasileiro 2020, somando 56 pontos em 27 jogos (69% de aproveitamento), com o melhor ataque (47 gols marcados) e a melhor defesa (22 gols sofridos), consequentemente, o melhor saldo de gols da competição (25 gols positivos). Com sete pontos de vantagem para o segundo colocado, e faltando apenas 11 rodadas para o encerramento do torneio, não seria exagero dizer, naquele momento, que o Tricolor estava com “uma mão na taça”. Julio Casares e sua diretoria, entretanto, conseguiram terminar aquele campeonato em um modesto quarto lugar, realizando, nos 11 jogos sob o seu comando, a 19ª campanha, com 2 vitórias, 4 empates e 5 derrotas, 12 gols marcados e 19 sofridos, desempenho superior apenas à do rebaixado Botafogo nessas rodadas finais.
No dia 07 de dezembro de 2025, o Tricolor encerrou a sua participação na temporada 2025, terminando o Brasileirão na oitava colocação. Os resultados obtidos no intervalo de 1.801 dias entre essas datas serão o tema dos próximos parágrafos.
Campanha de altos e baixos
A única constante do desempenho sob a gestão Casares / Belmonte é a inconstância.
O desempenho do time foi altamente oscilante no período. A figura abaixo representa a média dos pontos conquistados a cada 5 jogos consecutivos, e sua evolução ao longo dos 60 meses de mandato.
Nos cinco anos sob gestão de Julio Casares, o perfil da curva é parecido, registrando o pico de desempenho no primeiro semestre, fase em que o Tricolor enfrenta os fracos times do interior Paulista e equipes menos qualificadas das Copas, e mostrando dificuldades e muita oscilação no segundo semestre, quando tem pela frente os times do Campeonato Brasileiro da série A e as fases decisivas dos torneios da CONMEBOL e da Copa do Brasil. Em 2025, sob o comando de Hernán Crespo, o time teve uma arrancada com cinco vitórias consecutivas no campeonato Brasileiro ente julho e agosto, resultado do efeito de “troca de técnico”, porém, a péssima campanha nas rodadas de setembro a dezembro (19 pontos conquistados em 16 partidas, 40% de aproveitamento) puxaram os números do treinador, e do time na temporada, para baixo.
Este resultado mostra o inverso do que se poderia desejar de uma equipe competitiva de qualquer modalidade esportiva. A ciência no esporte é utilizada para fazer com que atletas e equipes alcancem o máximo de rendimento nas fases decisivas de cada temporada. No SPFC destes cinco últimos anos, entretanto, o ápice vem na primeira metade da temporada, com o declínio chegando quando o time passa a enfrentar os adversários mais qualificados.

Figura 1 – Aproveitamento % dos pontos – média móvel dos últimos 5 jogos disputados

Figura 2 – Média de Pontos Conquistados Por Jogo (PPJ), SPFC, base semestral, de 1º semestre 2021 a 2º semestre de 2025
O perfil das curvas, ao longo dos anos da gestão Casares / Belmonte, é explicado em parte pelas prioridades definidas pela diretoria, que concentrou esforços na disputa do Estadual e das Copas, na ilusão de conquistar um título que venha a satisfazer a torcida, relegando a um segundo plano a campanha no Campeonato Brasileiro.
Evolução Ano a Ano
O Diretor Institucional, Carlos Belmonte, o Executivo de Futebol, Rui Costa, o Coordenador Técnico Muricy Ramalho e o Auxiliar Técnico Milton Cruz fazem parte da estrutura do Futebol Profissional do SPFC desde o primeiro semestre do mandato de Julio Casares na presidência do Clube. Seria esperado observar uma evolução nos resultados, à medida que os gestores vão ganhando experiência, aprofundando conhecimento dos meandros do futebol e moldando o elenco conforme suas concepções e planejamento.
Não é isso que se observou no São Paulo da gestão Casares / Belmonte. Vejamos os resultados ano a ano:

Figura 3 – Resultados de desempenho do SPFC, base anual, de 2021 a 2025
Os anos 2022 e 2023 apresentaram melhor desempenho percentual do que a temporada inicial da atual gestão, o ano de 2021, porém, em 2024 e 2025 observamos uma queda no aproveitamento dos pontos disputados, em particular neste último ano, em que o Tricolor obteve apenas 49% dos pontos, o pior resultado da série histórica desta administração.
Ao contrário do que se poderia esperar, após cinco anos de “aprendizado” os gestores do futebol do SPFC geraram resultados piores do que no primeiro ano de seu mandato.
Batendo nos pequenos, sofrendo contra os grandes
O São Paulo sob a atual direção já disputou 365 jogos, consideradas todas as competições das quais a equipe participou, com aproveitamento geral de 53% dos pontos disputados. Os resultados obtidos estão apresentados na tabela abaixo.

Figura 4 – Desempenho geral do período 2021 a 2025
Enfrentando times de série A do Campeonato Brasileiro, em todas as competições (Brasileiro, Copa do Brasil, Estadual, Supercopa, FC Series e torneios da CONMEBOL), o SPFC conquistou apenas 46% dos pontos disputados no período, e após 256 jogos o saldo foi de apenas 15 gols positivos. Contra equipes de Série A cedemos mais pontos do que conquistamos. Muito pouco para um dos times entre as maiores folhas de pagamento do país.
Por outro lado, quando enfrentou as equipes menos qualificadas do Campeonato Paulista, ou os times semiamadores das fases iniciais da Copa do Brasil e da Sul-Americana, o Tricolor não decepcionou, e nos 109 jogos que fez conquistou 69% dos pontos em disputa, e acumulou um saldo positivo de 120 gols.
Avaliando em termos das diferentes competições disputadas pelo Tricolor, o que se observou nesse período foi um desempenho muito superior nas Copas e no Campeonato Estadual, em comparação ao desempenho do time no Campeonato Brasileiro por pontos corridos. Esse resultado é consequência de uma prioridade definida pela diretoria, que discutiremos à frente.
Campeonato Estadual, Copas e Brasileirão
Abaixo o quadro com os resultados obtidos nas diferentes competições do período:

Figura 5 – Quadro de resultados anos 2021 a 2025
Campeonato Paulista
O foco no Campeonato Paulista, prioridade do primeiro semestre nos cinco anos cobertos por esta análise, resultou em duas finais disputadas e um título que o Clube não conquistava desde 2005. Como torcedor, obviamente, comemorei o título Paulista de 2021, ainda mais por ter sido conquistado contra um tradicional rival da Capital, mas, como analista, reconheço que os Estaduais não têm mais a relevância que tinham até os anos 1990. A derrota na final de 2022, sofrendo uma goleada em Palestra Itália, deixou um gosto amargo na torcida que tinha esperanças de ver o São Paulo novamente enfrentando seus maiores adversários de igual para igual. As eliminações nas quartas de final de 2023 e 2024, respectivamente para Água Santa e Novorizontino, mostram o potencial de surpresas (zebras?) associado às Copas. Em 2025 fomos eliminados na semifinal em Palestra Itália, em consequência de um pênalti mal assinalado para o time da casa. Fizemos uma boa partida, mas uma decisão equivocada da arbitragem, incluindo o VAR, decidiram a classificação. Essa é mais uma amostra do nível de imprevisibilidade dos torneios eliminatórios, preferência de nossa diretoria nesses cinco anos de gestão.
Em 2021, ano de calendário atípico do futebol, o esforço que levou à conquista do Estadual teve como reflexo um desgaste do time, e um péssimo começo no Brasileiro daquele ano, resultando em toda uma temporada lutando contra o rebaixamento. O poster na parede poderia ter custado muito caro ao Tricolor.
Copa do Brasil e Supercopa Rei
Na Copa do Brasil o time apresentou boas campanhas, com o ápice na conquista do título inédito em 2023. Em 2021 foi eliminado pelo Fortaleza nas quartas de final, atingindo o objetivo da diretoria, e em 2022 superou a expectativa, e a meta do planejamento, ao disputar a semifinal contra o Flamengo. Em 2023, com o reforço essencial de Lucas Moura na reta final, eliminamos na sequência os dois maiores rivais da Capital e batemos o Flamengo na grande final. Em 2024 fomos eliminados nas quartas de final pelo Atlético-MG, time que chegou à decisão contra o Flamengo. Em 2025, já sob comando de Hernán Crespo, fomos eliminados pelo Athlético Paranaense, time que disputava a série B, após vitória no Morumbi e derrota na Arena da Baixada, em uma disputa de pênaltis desastrosa para o Tricolor.
A Copa do Brasil paga bons prêmios por fase, mas a disputa é duríssima e, cada vez mais, os times de maior investimento tem focado nesse título. O tempo das “zebras”, do tudo é possível, ficou para trás, e, até a temporada que se encerrou recentemente, apenas o campeão da Copa do Brasil garantia vaga na Libertadores do ano seguinte.
A partir da temporada 2026, o vice-campeão da Copa do Brasil também vai assegurar vaga na Libertadores do ano seguinte, ocupando uma das vagas que seria do G4 do Brasileirão. A aposta na Copa do Brasil, entretanto, continuará exigindo um cacife muito alto.
A Supercopa Rei, de 2024, em que batemos o Palmeiras nos pênaltis, é superestimada pela diretoria como uma grande conquista. O feito se valoriza por ter sido em confronto com um rival histórico, mas, há que se ponderar que essas “recopas” ou “supercopas” têm uma característica muito mais de “amistoso de luxo”, ou espetáculo para a TV, do que de propriamente uma competição oficial. Não é um título que ficará na memória do torcedor por muito tempo. Valeu também por reforçar o caixa no primeiro semestre, período em que as receitas de clubes de futebol são reduzidas. Em 2025 não disputamos essa competição.
Torneios da CONMEBOL
Na disputa dos torneios da CONMEBOL, duas realidades diferentes. Em 2021 o SPFC recebeu como “herança” da gestão anterior uma vaga na fase de grupos da Libertadores. O time aproveitou a oportunidade, e fez boa campanha, sendo eliminado pelo Palmeiras, que viria a ser o campeão, nas quartas de final. Já em 2022 e 2023, devido às péssimas campanhas no Brasileiro 2021 e 2022, o Tricolor disputou a Sul-Americana, torneio subalterno, disputado por equipes de muito menor expressão e com receitas muito menores. A diretoria apostou todas as fichas na conquista da Sul-Americana 2022, mas na final em jogo único o time foi superado pelo Independiente del Valle, do Equador, e ficamos fora da Libertadores 2023. Em 2023 fomos eliminados nas quartas de final pela LDU de Quito. Falhar contra adversários de muito menor investimento teve um custo elevado para o SPFC, que se garantiu na Libertadores 2024 graças ao título da Copa do Brasil. A campanha na Libertadores 2024 foi boa, e mais uma vez fomos eliminados nas quartas de final, em disputa de pênaltis contra o Botafogo, equipe que viria a se sagrar campeã.
Em 2025 Luis Zubeldía conduziu o Tricolor à segunda melhor campanha da fase de grupos da Libertadores da América, porém, não pôde dar sequência na campanha que vinha sendo vitoriosa no torneio continental. Hernán Crespo, que assumiu o time no segundo semestre, conseguiu a classificação nas oitavas de final, ao empatar duas partidas contra o Atlético Nacional, da Colômbia, e derrotar o adversário nos pênaltis, mas sofreu a eliminação nas quartas de final com duas derrotas para a LDU de Quito. Em 2026 voltaremos para a Copa Sul-Americana.
Para lograr essas boas campanhas nas Copas, porém, o São Paulo utilizou times mistos, ou mesmo totalmente reservas, em várias rodadas dos Brasileiros, de 2021 a 2025. Assim, colecionou fracassos como as derrotas para o Fortaleza, no Morumbi, em 2021, o empate sem gols contra o Juventude, em casa, em 2022, ou ainda a derrota para o América-MG em 2023. Em agosto de 2024, o Tricolor poupou vários titulares para enfrentar o Nacional (URU) pelas oitavas de final da Libertadores, e foi com um time misto ao Palestra Itália, para ser derrotado pelo Palmeiras. Em 2025 o São Paulo escalou time totalmente reserva contra Sport e Santos, priorizando os confrontos de Libertadores contra Atlético Nacional e LDU, sendo derrotado pelo Santos, que estava em crise, e obtendo apenas um empate contra o Sport, o pior time do campeonato. Foram pontos importantes deixados “na mesa” pelo Tricolor, e que não puderam ser recuperados.
Campeonato Brasileiro
Foram 38 jogos em cada um dos anos, 2021 a 2025, mais 11 partidas remanescentes do Campeonato de 2020, atrasado devido à pandemia da COVID-19, totalizando 201 jogos pelo campeonato. O São Paulo teve aproveitamento de apenas 46% dos pontos disputados, acumulou 71 vitórias, com 62 empates e 68 derrotas, e um saldo positivo de apenas 6 gols no período. Tudo isso mesmo sendo uma das entidades que mais investe em seu time de futebol profissional. Em 2024, o treinador Luis Zubeldía conseguiu obter o melhor desempenho do time no Brasileiro nesta gestão, alcançando o 6º lugar na classificação, mas ainda abaixo das expectativas da torcida.

Figura 6 – Desempenho do SPFC em jogos de Campeonato Brasileiro, 2021 a 2025
Em 2025 o desempenho de 45%, com 15 derrotas e 9 empates contra apenas 14 vitórias, e um saldo de gols negativo em 4 tentos, deixou o time em oitavo lugar, fora da zona de classificação para a Libertadores. O mau desempenho no Brasileiro vai custar caro, pela menor cota de transmissão recebida pela colocação no Brasileirão, e por ficar de fora da Libertadores, torneio que paga, por fase, praticamente o triplo do que os clubes arrecadam na Sul-Americana.
Menosprezar o Campeonato Brasileiro, um grande equívoco.
O Campeonato Brasileiro ocupa tradicionalmente oito meses do calendário nacional, e em 2026 ocupará os doze meses, representa praticamente mais da metade das partidas disputadas pelos grandes clubes do país, e é a competição que gera a maior parte das receitas para a grande maioria das equipes que disputam o torneio. Tem visibilidade na TV aberta, a cabo, em pay-per-view e streaming, cobertura ampla da imprensa, mesmo das emissoras que não detém direitos de transmissão, e da mídia alternativa. Ofereceu até agora seis vagas na Libertadores, quantidade que poderia ser ampliada pelos resultados das Copas para até nove times. Todos os confrontos são em dois turnos, com jogos de ida e volta, e nenhuma equipe deixa a competição durante seu transcorrer. Permite uma previsibilidade de recursos e entradas de caixa, mas exige competência no planejamento da temporada e formação de elenco para, mais do que garantir o sucesso, evitar um desastre.
Apenas oito equipes disputaram todos os jogos do Campeonato Brasileiro da Série A realizados entre 2021 e 2025, e não foram rebaixadas. O SPFC foi o time de pior desempenho entre esses:

Figura 7 – Classificação acumulada – jogos do Campeonato Brasileiro da Série A realizados entre 2021 e 2025
Equipes de menor investimento somaram pontuação superior à do Tricolor. Em maio de 2026, após a publicação dos demonstrativos financeiros de todas as equipes, farei o comparativo considerando também o quanto cada equipe gastou com sua equipe de futebol no período.
Somados todos os jogos de Campeonato Brasileiro, de 2021 a 2025, para as equipes que disputaram a Série A em todas as temporadas e não foram rebaixadas, o SPFC apresenta a menor pontuação, o menor número de vitórias e o pior ataque entre os clubes que se qualificaram para a comparação.
Em 2025, o potencial de geração de receitas do Campeonato Brasileiro da Série A está ampliado em consequência do novo contrato de direitos de transmissão entre a Globo e a LIBRA, liga de clubes da qual o São Paulo faz parte. Da verba total, a distribuição de 30% está vinculada ao desempenho, medido pela classificação no Brasileirão, enquanto 30% serão distribuídos em função da audiência gerada por cada clube. Apenas 40% da receita total será distribuída de maneira igualitária. Um bom desempenho na Série A de 2025 pode representar uma geração de receitas superior ao que se pode obter nas Copas, e com muito mais previsibilidade.
Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, antecessor de Julio Casares, é apontado por muitos como “o pior presidente da história do SPFC”. Raí, ídolo como jogador nos anos 90, e diretor de futebol entre 2018 e 2020, é considerado como um exemplo de mau dirigente, por ter obtido resultados inexpressivos. Vejamos o comparativo de resultados, usando a régua comum do campeonato mais importante da temporada, competição em que é possível fazer uma comparação direta, entre a atual gestão de futebol, de Casares e Belmonte, contra seus antecessores Leco e Raí.

Figura 8 – Comparativo de desempenho Casares/Belmonte x Leco/Raí, em jogos do Campeonato Brasileiro
Os números são claros. Em jogos de Campeonato Brasileiro, o desempenho dos times sob gestão de Leco e Raí foi muito superior ao alcançado pela dupla Casares e Belmonte.
Nos três anos de gestão Leco / Raí o time alcançou pontuação compatível com a classificação para a Libertadores do ano seguinte, enquanto o melhor que a dupla Casares / Belmonte conseguiu foi o aproveitamento de 52% dos pontos, e o sexto lugar no Brasileiro 2024.
No Brasileirão, equipes com aproveitamento na casa de 40% estão sempre muito próximas da zona de descenso. Se o presidente Casares não revisar suas prioridades, correrá o risco de entrar para a história como o primeiro a dirigir o Clube em um rebaixamento para a segunda divisão.
Anfitrião generoso. Visitante dócil.
O fator casa sempre foi um diferencial importante para o Tricolor Paulista. Jogar no Morumbi era um tormento, mesmo para os mais tradicionais adversários. Ao mesmo tempo, sempre fomos um osso duro de roer para aquelas equipes que visitamos. O SPFC venceu quatro de seus títulos Brasileiros jogando a partida decisiva longe do Morumbi. Ganhamos uma Libertadores no Chile, e atravessamos o planeta por três vezes para trazer na bagagem três mundiais. No período do Tri Hexa, de 2006 a 2008, sempre em pontos corridos, tivemos aproveitamento de 78% em casa e de 56% como visitante. Vejamos como foi o desempenho no período considerado neste estudo.

Figura 09 – Desempenho do SPFC como Mandante x Visitante, 2021 a 2025
O aproveitamento geral de 65% dos pontos disputados como mandante, razoável, é bastante influenciado pelo resultado das Copas, prioridade da diretoria e onde enfrentamos algumas equipes de menor potencial. No Campeonato Brasileiro fomos um anfitrião generoso, deixando nossos visitantes levarem 40% dos pontos em disputa, sendo que no período em análise cedemos pontos no Morumbi para times como Juventude, Ceará, Coritiba, América-MG, Sport Recife e Cuiabá, entre outros de muito menor investimento.
Fora de casa, nosso desempenho em jogos de Campeonato Brasileiro foi do nível de equipes rebaixadas, com apenas 31% de aproveitamento dos pontos jogados e saldo negativo de 43 gols. Em 2023 a bem-humorada torcida Tricolor apelidou o time de “home office”, pois só trabalhava em casa. Mesmo considerando o total de jogos, que inclui as Copas, o São Paulo foi muito mal como visitante, apresentando apenas 41% de aproveitamento e saldo de gols negativo em 12 tentos. Como visitante fomos dóceis, e pouco incomodamos aqueles a quem fomos visitar. Se continuarmos assim, no futuro podemos ir parar em outros Estados e estádios, não tão próximos, nem tão sofisticados, quanto os ambientes que estamos acostumados a frequentar.
Em 2025 nosso desempenho como visitante no Campeonato Brasileiro foi de apenas 30%, com saldo de gols negativo em 14 tentos.

Figura 10 – Desempenho SPFC, Campeonato Brasileiro 2025, mandante e visitante
Precipitação na troca de treinador.
Quando assumiu a presidência, Julio Casares prometeu uma administração com foco profissional, empresarial.
O primeiro treinador sob sua gestão, Fernando Diniz, comandou o time por apenas seis jogos. O técnico que havia conduzido a equipe à liderança do Campeonato Brasileiro em 27 rodadas, apresentando o melhor ataque e a defesa menos vazada da competição, de repente, acumulou apenas 2 pontos em seis confrontos na reta final do Brasileirão. Assustado com a impressionante queda de rendimento, Julio Casares dispensou Diniz e nomeou Marcos Vizolli como interino. Qual a causa raiz para tamanha queda de rendimento? Eu não sei. Essa pergunta fica para que alguém a responda no futuro.
Vizolli atuou como interino enquanto o Clube iniciou um processo de seleção para o novo treinador. Seguiram um roteiro corporativo para essa escolha. Definido o perfil desejado, buscaram profissionais no mercado que se encaixassem nos requisitos para o cargo, identificaram candidatos, os submeteram a rodadas de entrevistas, para, ao final fazer uma oferta àquele que foi selecionado. Hernán Crespo comandou o SPFC pela primeira vez em 28/02/2021, na estreia do Campeonato Paulista, no Morumbi, no empate contra o Botafogo de Ribeirão Preto (1 x 1).
Campeão Paulista, Crespo era muito bem avaliado pela torcida, e parecia ter o apoio dos dirigentes. A admiração da torcida e o respeito dos dirigentes, porém, não resistiu a uma sequência de 10 jogos com apenas uma vitória, entre o final de agosto e o início de outubro, incluindo a eliminação na Copa do Brasil. Crespo comandou o Tricolor por 57 partidas, em pouco mais de sete meses de trabalho. Prevaleceu mais uma vez o espírito amador, imediatista, sobre o comportamento profissional prometido no início do mandato.
No mesmo dia em que Crespo foi demitido pela manhã, Rogério Ceni comandou o treino na Barra Funda no período da tarde. Rogério, em sua segunda passagem como técnico do São Paulo, estreou no Morumbi em 14/10/2021, em jogo contra o Ceará (1 x 1). Ceni, com a vantagem de ser um ídolo da torcida como jogador, durou 18 meses no comando da equipe, e dirigiu a equipe em 107 jogos com aproveitamento de 55%. Levou o SPFC a duas finais, Paulista e Sul-Americana, e à semifinal da Copa do Brasil, mas não conquistou títulos.
Dorival Junior veio para conduzir o São Paulo à sua conquista mais importante desde 2008, a inédita Copa do Brasil. Valorizado, Dorival foi convidado para treinar a Seleção Brasileira e deixou o SPFC em janeiro de 2024.
Thiago Carpini assumiu o comando e esteve à frente da equipe por 18 jogos, sendo dispensado em abril, após um mau início de Campeonato Brasileiro e uma derrota para o Talleres pela Libertadores.
Luis Zubeldía estreou em 25 de abril de 2024 e somou, até sua demissão em junho de 2025, 85 partidas como técnico do SPFC. Apresentou um aproveitamento de 55% dos pontos disputados, e havia deixado o Tricolor com a segunda melhor campanha na fase de grupos da Libertadores. Um péssimo início de Brasileiro – 2 vitórias, 6 empates e 4 derrotas, 33% de aproveitamento dos pontos, entretanto, levaram o Clube a demiti-lo.
Crespo estreou em julho de 2025, e até o momento soma 32 jogos no comando da equipe.
Por que eu falo em precipitação na troca de treinador? A tabela abaixo mostra:

Figura 11 – Desempenho dos treinadores do SPFC, 2021 a 2025
Os números ficam ainda mais claros no comparativo abaixo:

Figura 12 – Quadro comparativo do desempenho dos treinadores, 2021 a 2025
O desempenho de Crespo (I) e Dorival Junior no comando do SPFC é muito parecido em termos de aproveitamento percentual. Rogério Ceni e Zubeldía tiveram resultados ligeiramente superiores. Crespo teve resultados melhores na média de gols marcados, enquanto Dorival foi melhor na média de gols sofridos. O saldo de gols de Crespo (I), bem melhor proporcionalmente, foi turbinado por goleadas contra equipes fraquíssimas como o 4 de Julho de Piri Piri (9 x 1, pela Copa do Brasil), São Caetano e Internacional de Limeira, entre outras, pelo Campeonato Paulista.
Em outubro de 2021 pagamos a multa rescisória de Crespo e sua comissão, contratamos um novo treinador, Rogério e sua equipe, para obter resultados absolutamente similares aos do técnico anterior. O mesmo fato se repetiu em abril de 2023, com Dorival substituindo Rogério Ceni. Após um período curto com Carpini, Zubeldía assumiu e, de forma previsível, teve aproveitamento percentual muito parecido aos dos técnicos anteriores.
Crespo (II), a segunda passagem do treinador pelo SPFC, teve um arranque inicial motivado pelo efeito de troca de treinador, mas os maus resultados nas rodadas finais do Campeonato Brasileiro puxaram seu aproveitamento para baixo. Com 46% de aproveitamento dos pontos conquistados, tem até agora um desempenho inferior ao de todos os técnicos efetivos do período, inclusive Carpini.
Desde 2012 o São Paulo vem realizando frequentes trocas de treinador, que sempre começam bem e depois fracassam. Já tivemos tempo de perceber que o nosso problema não está no banco de reservas, em quem treina e escala a equipe. Uma equipe precisa de estabilidade de comando para poder evoluir de forma sustentável. O limitante de nosso desempenho esportivo é estrutural, derivado do mau emprego dos recursos disponíveis, e não circunstancial, dependendo do treinador da vez ou dos atletas disponíveis no momento.
Conclusão
A minha conclusão dos dados acima é que a prioridade que vem sendo dedicada ao Campeonato Estadual e às Copas trouxe bons resultados durante um curto período, mas que o São Paulo Futebol Clube não pode seguir subestimando a importância do Campeonato Brasileiro em pontos corridos, sob risco de ter um desastre inédito em nossa história.
O título da Copa do Brasil 2023 teve grande importância, sim, pelo ineditismo, pelo porte da competição, pelo valor da premiação, pela valorização dos atletas, e pela garantia de receitas superiores com a participação na Supercopa e Libertadores 2024. Apostar, entretanto, exclusivamente nos torneios com fases eliminatórias é um grande risco para a Instituição. Em 2025, apesar de boas campanhas, fomos eliminados precocemente, em confrontos equilibrados, tanto da Libertadores quanto da Copa do Brasil.
O Cruzeiro Esporte Clube foi bicampeão da Copa do Brasil, em 2017 e 2018, para atingir a insolvência financeira e ser rebaixado em 2019. O Grêmio disputou as finais da Copa do Brasil 2020, dois jogos realizados já em 2021, e no mesmo ano caiu para a série B do Brasileiro. Sucesso em um torneio “mata-mata” não reflete necessariamente uma boa gestão da equipe.
Em minha opinião, o que realmente assegura a viabilidade da equipe no longo prazo são campanhas consistentes no Campeonato Brasileiro, competição que premia a regularidade, o planejamento e a boa gestão das entidades esportivas, e que garante uma previsibilidade de calendário, de receitas e de visibilidade para os patrocinadores.
Com o valor gasto pelo SPFC com seu time de futebol, não é aceitável terminarmos o Brasileiro fora do G6 em qualquer ano, e menos ainda em quatro das cinco temporadas sob gestão de Julio Casares. Por esse critério, avalio a atual gestão do futebol do Tricolor como ruim, ineficiente. Isso é o que eu penso.
Flavio Marques 28/12/2025
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Enquanto o planeJUMENTO do time for feito pelos dinossauros Muricy , Milton Cruz e Ruim costa não há esperança de melhora
Vou emprestar um lateral mais novo e com características mais ofensivas pra trazer um 4 anos mais velho com 31 anos também ofensivo e oferecer 2 anos + 1 daqui um ano vai tentar se livrar dele mandando pra um juventude da vida
Tá aí um cara que eu confiaria, pena que não tem força. O provável presidente Pinotti deu uma entrevista há pouco na Band e contou o mesmo discursinho do Casares na eleição. Mais do mesmo.
Não acredito em mais nada e nem ninguém.
Prestei serviço no clube social do SPFC durante alguns anos aos domingos e tive o prazer de conhecer o Flávio e sua família em alguns eventos, no clube e fora e sempre me pareceu um cara íntegro, correto e muito São Paulino… Merecia um cargo de destaque em uma possível reformulação de diretoria/clube.
O Custo beneficio não fecha! Gasta DEMAIS e não transforma em resultado
Exatamente. É tudo feito nas coxas… tudo feito da maneira mais porca possível…
Olha, quanto a conclusão eu concordo absolutamente, mas, a mim, faltou uma correlação entre treinadores, elencos e outros. Obs: tô cagando e andando para o Troncho et patota. Vou me referir olhando para o SPFC.
1: Diniz e nacional. Aquele time do Diniz na liderança era igual um elegante em cima da árvore. Cabe ressaltar o estadual ruim do Diniz e a Libertadores horrível dele. No nacional o SPFC surfou numa sorte de não ter tido desfalques por covid. Agora, realmente o time do Diniz fez bons jogos no nacional, mas da mesma forma fez jogos bem ruins. Aquele time claramente não tinha “casca” de time campeão.
1.2. Reformulação do elenco: Se havia uma coisa que precisava ser feito naquela altura era reformular o elenco (e o treinador mascaradinho também). E a patota começou fazendo, a questão foi como fez e isso é outro tópico.
Portanto, inicialmente nada teve haver com a patota. Eles inclusive começaram com uma boa intuição ao limpar aquele elenco de malas.
2: Crespo. aqui foi um baita acerto! Trouxe um treinador jovem e com potencial. O Crespo tinha um perfil com intensidade e ofensividade, o qual casou com o time treinado pelo DIniz. De tal forma que fez o melhor estadual que o SPFC jogou há mais de duas décadas. Além disso o Crespo indicou excelentes nomes e usou muito bem a molecada.
2.2: reformulação do elenco. O Crespo chegou com essa missão de seguir reformulando o elenco. E ele fez o que manda o script: botou intensidade no time e com isso fez 80% dos mascarados do elenco irem ao banco. A questão é que em dada altura ele passou a perder jogadores por lesão e teve que “contar” com os mascarados daquele elenco. A patota com medo o demitiu. Aqui quem não consegue se lembrar ou não teve capacidade de entender: não posso fazer nada. Isso era evidente nos jogos.
3: Ceni. Treinador com ideais ofensivos, obviamente muito menos que Diniz e Crespo, porém ainda dava para dizer que ia numa linha coerente de “filosofia”. A questão é que o Ceni levou muito para o pessoal o momento do clube e externou isso em seus catadões táticos quanto em suas coletivas. Um fato postivo pouco comentado foi o fato dele ter tido um apreço ao integrar diversos garotos de Cotia pensando no medio/longo prazo, os quais deram retornos posteriormente.
4: Dorival. Perto do catadão do Ceni dava para esperar uma evolução no padrão tático. Bom, e isso ocorreu. Agora, aquele ideal de time com intensidade e ofensividade ia se perdendo. O SPFC estava se tornando um time que buscava mais o pragmatismo, apenas. E, aquele catadão do Ceni com ajustes ultra refinados do Dorival trouxe um CdB excepcional. Batemos no Palmeiras, Curinthians e Flamengo em TODOS os jogos. Quem faz qualquer menção a “sorte” é um abestado futebolistico.
5: Carpini. Dorival vai para a seleção e o time não consegue acertar com nenhum treinador e contrata o Carpa faltando menos de uma semana para o início da temporada. Aqui já estava evidente que a diretoria já tinha tacado o fod*-$# para alguma filosofia e focava apenas num pragmatismo. Bom, o Carpa realmente não aguentou o tranco.
6: Zubeldia. Aqui, caso eles estudaram, trouxeram da deep web um pragmático. Ele chegou e arrumou o sistema defensiva e conseguiu excelentes placares. O Carpa estava tentando fazer o time jogar de forma fluída na frente e com um certo jogo aposicional (o que leva tempo de entrosamento). Quando o Zubeldia chega e arruma a defesa num esquema posicional e não mexe tanto na frente, funciona bem até. O problema foi quando ele passou a ter tempo para mexer no ataque. Daí pra frente foi um festival de bizarrices táticas como: dois volantes que não passavam da zona 11 + saída de bola apenas pelas laterais ou bicões + Lucas e Oscar abertos e Luciano e Calleri pelo meio. Dobras com zagueiro de lateral e lateral defensivo de ponta e etc. Aqui cabe ressaltar que em 25 com o Zubeldia o time não fez um único jogo de “manual”. Todos os jogos foram ruins com diversos erros. Não teve um jogo que o SPFC atropelou alguém.
Crespo: finalmente retomam o que deveriam ter buscado no perfil de treinador para o clube. Agora, “doping emocional” é burrice pura. O Crespo chegou e modificou o sistema inteiro de jogo, os jogadores, o modo de jogo. Ele absolutamente apresentou outro time. Que merda de “doping” é esse? Doping é um efeito psicológico, ou seja, pode ser medido quando a única coisa que altera é o treinador, não a tática e jogadores e o time passa a vencer. Exemplo, Abel no Inter. Sobre a queda de desempenho era só olhar o time que saiu lá da zona do z4 e chegou no g6 com aquela nhaca pós eliminação da Libertadores. Ali tinha tudo, menos a cara do Crespo. Infelizmente treinador não pode entrar em campo.
Conclusão: na minha visão a falha da patota por premissa maior foi não ter bem definido: precisamos sanar as dívidas do clube. O melhor caminho é reformular o elenco + apostar na base + ter alguns jogadores chaves e o resto medianos para rotação. Com base nisso, a filosofia de futebol: ofensivo e intenso. Era só isso.
Como premissa menor, colocaria a visão de priorizar o nacional ante as Copas. Principalmente a sulinha. É a coisa mais imbecil largar o nacional para jogar aquele campeonatinho. Aquilo ali serve literalmente para você valorizar a molecada e nada mais.
Cada comentário do Craquito é uma coluna kkkkk
Li tudo hein.
Abraço
Hahahaha… Verdade, maestro. Ficou extenso mesmo. Agora, tive que me ater a cada treinador também.
Bom, tô torcendo para essa oposição vencer. O fidalgo puxou bem os números e chegou a boas conclusões. Agora as análises sobre os trabalhos dos treinadores ficou me cheirando aqueles dirigentes que contratam o Renato Paiva, sabe?
A coisa mais importante hoje é definir uma filosofia de futebol moderno, pois é mais valorizado lá fora. Ter treinador com essa mentalidade. Reformular esse elenco de forma precisa. E, usar Cotia sistemicamente.
Focar no nacional é correto. Agora, é melhor se manter na A e vender o William + Ryan por 60mi, entende?
Esse cara tenho certeza que iria errar querendo ficar em g6 e respaldando treinadores feito o Zubeldia. Agora, o melhor caminho é pegar uma molecada boa e por pra jogar, assim valorizando os concretamente e posteriormente vendendo-os por valores mais altos. Por mais que custe nem irmos a Libertadores, pois o foco é abater a dívida e nada mais fácil e garantido que pegar uma molecada boa de bola e deixá-los jogar.
Acho que o clube até agora não conseguiu é fazer nada. Não diminuiu as dividas e não consegue fazer o básico no futebol.
Isso não vem de hoje.
Começou com o JJ e continua até hoje com o Casares pq são as mesmas pessoas que estão lá no comando do clube. Lendo e ouvindo o que os possíveis candidatos à presidência do clube dizem me dá um desânimo.
O sistema do clube tá ultrapassado e viciado. Se não começar a mudar profundamente nos próximos anos, eu não sei o que esperar.
Quem assumir a presidência, não terá mais margem para errar pois estamos muito atrás do Flamengo no aspecto esportivo e financeiro por exemplo.
Verdade, maestro. O SPFC só consegue fazer vôos de galinha.
Nosso problema não é comissão técnica e foi gasto muito dinheiro no futebol.
Leco e Rai foram melhores em resultado, ponto.
Os números mostram isto, inclusive belo trabalho estatístico e a forma de apresentar, bem didático
O resto cada um conta sua narrativa, baseado no fator “paixão ” futebol , nas suas predileções, e na necessidade de ser dono da verdade e ter uma ultima palavra em redes sociais.
Excelente postagem esta do conselheiro, e ansioso para a comparação entre o rendimento dos clubes x investimento no futebol.
O time do Diniz teve uma queda de rendimento no Brasileirão anteriormente ao Casares.
Não seríamos campeões mesmo se mantivessem o Diniz lá!
De resto concordo com a questão de não terem priorizado o Brasileirão nestes anos.
Olha só o “protagonismo e o orgulho” que a gestão Casares resgatou no torcedor….
Queda de rendimento nao aconteceu antes do Casares, e sim com ele, que assume em na virada do ano, ela acontece com a saida do Passaro e quando Muricy assume, apesar de manter o Rai
Em novembro e dezembro no Brasileiro foram 12 jogos com 9 vitórias e um empate.
O Diniz perdeu a mão após a parada de 10 dias para o Ano Novo.
Não tem como um presidente eleito em Dezembro que só assumiu em Janeiro fazer um estrago no futebol em 2 semanas mantendo o diretor e trazendo o Muricy ainda por cima. Os jogadores e o técnico não conseguiram se manter na liderança. O Diniz saiu e o Vizzoli ainda conseguiu a façanha de ganhar do Flamengo do Ceni na última rodada que se sagraria campeão naquele ano graças ao Corinthians.
Por mais que eu não goste do Casares, tenho que ser justo.
Isto mesmo, temporalmente a queda de rendimento aconteceu na gestão Casares (que assumiu em 01 de janeiro) e não antes como vc falou.
Sobre os motivos, aconteceu muita coisa errada, inclusive a diretoria nova e Muricy que não conseguiram reverter ou estancar o problema dentro de campo.
Não é pra vc o que vou escrever, até pq é um dos mais sensatos aqui.
Eu só acho que um dos nossos problemas são as torcidas individuais dentro do Spfc.
Predileção por técnico A, jogador B, odia r fulano e cicrano, falta a gente ser Spfc como um todo independente quem estar lá.
Um clube vencedor todo mundo ganha e todo mundo perde.
Aqui temos muitas torcidas pelo seu proprio Spfc, o Crespo até consegue diminuir isto, pq ele agrega, mas ainda persiste focos, com uma galera torcendo contra e outra que passa pano demais pro erros dele.
Nosso problema não é comissão técnica faz tempo. Todos aqui tem rendimento inferior devido a estrutura da diretoria decadente.
O presidente do São Paulo, Julio Casares, tem feito declarações anuais que, em essência, buscam tranquilizar o torcedor com a promessa de um clube “melhor”, mais equilibrado financeiramente e competitivo nos anos seguintes. No entanto, essas promessas frequentemente contrastam com o aumento da dívida do clube e o desempenho em campo, o que gera críticas por parte da torcida e da oposição.
As principais linhas de suas declarações e a realidade financeira e esportiva de cada período são:
Início da Gestão (Final de 2021)
Declaração/Promessa: Casares assumiu o clube com a meta de “recuperação da dignidade” e prometendo focar em futebol, marketing e finanças como prioridades. Defendeu a necessidade de não cortar custos abruptamente no início da gestão para manter a competitividade.
Realidade/Contexto: O clube fechou 2021 com uma dívida de R$ 635 milhões e um déficit considerável.
Final de 2022
Declaração/Promessa: As declarações continuaram a enfatizar o trabalho sério para “diminuir a dívida”, buscar o superávit e manter um time competitivo, reconhecendo o equilíbrio difícil.
Realidade/Contexto: A dívida aumentou para R$ 716 milhões. O clube teve resultados esportivos mistos, mas sem grandes títulos de expressão naquele ano.
Final de 2023
Declaração/Promessa: Com a conquista da Copa do Brasil, Casares usou o título como um indicativo de que o clube estava no caminho certo, reconectando a torcida e justificando investimentos. A promessa de um futuro melhor e a busca pelo equilíbrio financeiro permaneceram.
Realidade/Contexto: A dívida subiu para R$ 856 milhões, e o aumento do endividamento para bancar a competitividade do time gerou discussões.
Final de 2024
Declaração/Promessa: No final de 2024 (ou início de 2025, em balanços), Casares admitiu falhas, falou em “momento desastroso” após certas eliminações e indicou a necessidade de “acelerar mudanças necessárias”. Previu que o clube fecharia o ano em déficit, mas prometeu entregar o clube em “ótima situação” em 2027.
Realidade/Contexto: A dívida continuou a crescer, ultrapassando R$ 986 milhões, gerando fortes críticas da oposição sobre a gestão financeira.
Em suma, a tônica das declarações de Casares ao final de cada ano mistura a promessa de um futuro melhor e mais organizado com a justificativa de que o endividamento foi necessário para manter o time competitivo e buscar títulos, uma estratégia que tem sido alvo de controvérsia entre os torcedores e conselheiros do clube
Outra boa analise de dados.
Resumindo se fosse medir por metas e desempenhos, ano a ano , falharia em todos.