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Enquanto boa parte do futebol brasileiro debate SAF, recuperação judicial e formas de reduzir dívidas, o Flamengo decidiu atacar um problema que, para muitos especialistas, está na raiz das crises dos clubes: a governança.

O clube carioca protocolou uma proposta de reforma estatutária considerada uma das mais ambiciosas da história do futebol nacional. E o mais interessante é que ela não envolve venda do futebol, privatização ou transformação em SAF. O objetivo é profissionalizar completamente a gestão mantendo o modelo associativo.
A proposta parte de uma premissa simples: o problema do futebol brasileiro não está necessariamente no regime jurídico, mas na forma como os clubes são administrados. Afinal, associações e SAFs já acumularam exemplos de sucesso e fracasso. O que costuma separar os bons projetos dos maus é a qualidade da governança.
Entre as principais mudanças está a extinção das tradicionais vice-presidências amadoras. Em seu lugar surgiria uma Diretoria Profissional, formada por executivos contratados, remunerados, avaliados por desempenho e com dedicação exclusiva ao clube.
Outro ponto importante é a criação de um Conselho Gestor com função semelhante ao Conselho de Administração das grandes empresas. O órgão passaria a definir estratégias, fiscalizar resultados e supervisionar a gestão, sem interferir na operação diária.
A reforma também estabelece critérios técnicos para ocupação dos cargos mais importantes. Experiência comprovada em liderança, gestão empresarial, ambiente acadêmico ou participação em conselhos de administração passa a ser requisito formal para integrar a estrutura decisória.
A transparência é outro pilar do projeto. A proposta prevê divulgação periódica de balancetes, auditorias independentes, relatórios trimestrais de gestão e mecanismos para identificar possíveis conflitos de interesse envolvendo sócios e dirigentes.
Talvez o aspecto mais revolucionário seja a separação entre política e gestão. Profissionais contratados para a administração ficariam proibidos de participar de campanhas eleitorais internas ou apoiar candidatos. Quem faz gestão não faz política; quem faz política não administra o clube.
Para o São Paulo, a discussão é extremamente relevante. O Tricolor vive debates constantes sobre profissionalização, reforma estatutária, separação entre futebol e clube social, governança e até eventuais modelos de SAF. A iniciativa do Flamengo mostra que existe um caminho alternativo: fortalecer os mecanismos de gestão antes mesmo de discutir mudanças no modelo jurídico.
No fim das contas, a principal reflexão deixada pela proposta é clara: SAF não é sinônimo de gestão profissional, assim como associação não é sinônimo de amadorismo. O que determina o sucesso de um clube continua sendo a qualidade de sua governança, a capacidade de fiscalização e a existência de regras que sobrevivam às trocas de dirigentes.
Se aprovada, a reforma pode se tornar uma referência para todo o futebol brasileiro e aumentar a pressão para que outros grandes clubes, inclusive o São Paulo, avancem em mudanças estruturais semelhantes.
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Nenhum dos modelos, seja SAF, Fair Play, Reestruturação Admin e Financeira, funcionaria no SPFC, nao tem gente capacitada e de boa vontade, com o pessoal de lá só existe vantagem e malandragem. Se fosse num país correto e essa reforma que o Flamengo propoe o SPFC teria que encerrar as atividades.
Zanca bom dia , deixa eu te fazer uma pergunta , sei que vc já postou a matéria aqui,porém pra mim não ficou claro. Se vc puder me ajudar nisso agradeço.
O débito do São Paulo é qual mesmo 2bi ou 800 mi?
858mi.
Obrigado!
Endividamento líquido (dívida total menos recebíveis) é de 858 milhões. A dívida total é mais de 1 bilhão.
Aí é passivo total, não dívida total.
Não, é dívida efetiva mesmo. A dívida total do clube aumentou de 2024 para 2025. O endividamento líquido diminuiu porque os recebíveis aumentaram, o que reduziu o número de 968 para 858, mas a dívida efetiva tá na casa de 1 bilhão ainda. Dados do próprio Flavio Marques.
Endividamento líquido: R$ 858 milhões
Dívidas e obrigações relevantes: R$ 1,067 bilhão
Passivo Total: R$ 2,454 bilhões.
Patrimônio líquido (passivo a descoberto): -R$ 536 milhões (o buraco mais grave)
Esse valor (Passivos) não é uma dívida bancária tradicional. Em grande parte representa receitas futuras já contratadas, antecipadas ou vinculadas a contratos de longo prazo.
O SPFC não está numa situação em que “deve R$ 2,4 bilhões para bancos”.
Mas também não está numa situação confortável.
O clube conseguiu gerar mais de R$ 1 bilhão de receita, porém ainda carrega aproximadamente R$ 1 bilhão em obrigações relevantes e continua com patrimônio líquido negativo superior a R$ 500 milhões.
O objetivo financeiro do SPFC deveria SER sair do passivo a descoberto e reconstruir patrimônio líquido positivo.
Tem como fazer isso com jogador caro de +30 anos sem chance relevante de revenda? JAMAIS!
SAF resolver isso? NUNCA! Toda SAF rola dívida e usa o próprio caixa pra ir amortizando. Pode pesquisar aí!
Lembrando que como SAF tem como falir e como clube associativo não.
Queria um exemplo de SAF de sucesso no Brasil.
Bragantino, Bahia, Cruzeiro, São Bernardo, Athletic, Coritiba, Novorizontino.
Se essas deram certo, imagina as que deram errado.
A ideia é boa, mas tb não resolve tudo. O Rui Costa, por exemplo, é gestor profissional e deu no que deu.
Um ponto a debater:
“SAF não é sinônimo de gestão profissional, assim como associação não é sinônimo de amadorismo.”
É verdade, não são sinônimos, mas tendem muito mais ao que se propõe do que o contrário.
Não há o que debater sobre isso!
SAF e Clube Associativo são ENQUADRAMENTOS JURÍDICOS.
O problema do SPFC não é sobre enquadramento jurídico e sim governança + gestão.
O Botafogo virou SAF e tava com uma governança pior do que a do SPFC. Resultado? Entrou em RJ em menos de 5 anos.
Vai ver se o problema de passivos do Botafogo foi resolvido….
O Flamengo mudado o estatuto, para se tornar mais profissional (atraindo mais torcedores e se intitulando o time do povo, sem vender sua alma “SAF” para continuar grande, se TORNARA MAIOR QUE JÁ É), enquanto alguns dizem que o São Paulo deve virar SAF o que faria os torcedores se afastarem mais do clube.
Mas tornar o clube empresa, para afastar as pessoas más do futebol (claro fazendo uma bela reforma do estatuto), fazer socio torcedor ter direito a voto.. e se reestruturar utilizando a base e montando times modestos, sendo honestos com o torcedor, traria a torcida de volta aos estádios e em uns 10 anos poderíamos ter um time forte novamente.
O São Paulo foi destruído em um período de 15 a 20 anos, não da para achar que o São Paulo vai se recuperar em 2 ou 3anos.
Mas não vai acontecer, o Casares, o Belmonte ainda não foram expulsos, o Ruy Costa ainda é diretor de futebol.
Temos estádio, CT de base e do profissional,torcida enorme, a questão é quem assumir ter a coragem de fazer as mudanças necessárias mesmo apanhando, dos sócios e da torcida, lá atrás se o Casares tivesse focado na redução da dívida, e em tudo aquilo que ele mesmo disse na campanha o clube estaria em uma posição muito melhor financeiramente.
Presidente nenhum no SPFC tem poder de resolver o problema de governança. Isso é um dever dos sócios.
“Fazer sócio torcedor ter direito a voto.” Meu Deus do céu, depois tem gente que acha que o nosso problema também não é a torcida.
Problema do SP são as pessoas. É muita gente ruim, aproveitadora e incompetente por metro quadrado.
Mais aqui no São Paulo também colocaram a governança acima da SAF,só que para destruição do clube.
O SP com essa gente q está lá não tem salvação. É como a Hidra da mitologia.
São pessoas que vivem do SP. Parasitas totais.
A torcida pede a SAF, pois já entendeu que se continuar assim muito em breve o SP será rebaixado e provavelmente não volte a primeira divisão tão cedo.
E as bonecas do RJ estão corretas com essa mudança. É o básico do profissionalismo.
Hj vendemos os jovens da base a preço de pinga e contratamos bondes velhos cansados e caros voltando da ásia/europa. Comissões gordas a empresários amigos.
SALVEM o Tricolor Paulista….
Oremos e aguardemos por dias e notícias melhores.
No São Paulo, uma proposta como está nem nascerá.
E se nascer, o autor seria convidado a se retirar do ambiente extremamente profissional, bem gerido e de altíssima lisura que impera na cúpula tricolor.
“Toda maratona começa com o 1.o passo”.
Para quem arrecada mais de 1 bilhão, arrumar a gestão, parece muito importante.
Não acho que SAF seja necessáriamente este começo.
Nenhum clube é igual o outro. O Spfc não vai sair dessa situação copiando o Flamengo ou o Palmeiras, não estamos no mesmo patamar deles. Teremos que encontrar outra forma, para o nosso momento, para poder mudar de rumo.