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Julio Casares, presidente do São Paulo, reforçou recentemente a ideia de que o clube pode continuar competitivo e disputar títulos, mesmo com uma política de investimentos financeiros mais restrita, em conformidade com as diretrizes do Fundo de Investimento criado em parceria com a Galapagos Capital. A abordagem do fundo exige uma gestão mais controlada dos recursos, o que implica em um período de contratações mais modesto e um foco em responsabilidade financeira. Segundo Casares, a prioridade é ser criativo e eficiente tanto no mercado de transferências quanto no desenvolvimento da base.

Casares acredita que essa estratégia de austeridade e inovação não impedirá o São Paulo de competir em alto nível, lembrando que o clube já conquistou títulos importantes, como a Copa do Brasil em 2023 e a Supercopa em 2024, mesmo com orçamentos apertados. Ele destacou que a criatividade na formação do elenco e o uso eficiente dos recursos, incluindo o aproveitamento de talentos da base e contratações inteligentes, serão fundamentais para manter o São Paulo competitivo.

A estratégia de longo prazo inclui a utilização intensiva das categorias de base, de onde o São Paulo pretende continuar revelando jogadores, além de buscar por novos talentos em nível nacional. A valorização do marketing e dos patrocínios também é um ponto crucial na estratégia do clube para gerar receitas adicionais e manter a sustentabilidade financeira.

Casares enxerga a continuidade de uma gestão prudente como um pilar para o futuro, ressaltando que o Fair Play financeiro é essencial para a saúde do futebol e que o São Paulo está focado em fazer a “lição de casa”. Ele projeta que o segundo mandato da atual gestão será focado no fortalecimento das finanças e na formação de um elenco competitivo por meio de um maior aproveitamento da base e da identificação de jogadores de qualidade que queiram jogar pelo Tricolor.

Veja o que ele disse na íntegra aos jornalistas em Cotia:

“Quando chegamos em 2021, estávamos em meio a uma pandemia, com quatro processos na Fifa, quase transfer ban, e o São Paulo foi campeão paulista. Depois, em 2022, com orçamento enxuto e criatividade da área de futebol, chegamos em duas finais. Em 2023, o time foi campeão da Copa do Brasil. Em 2024, da Supercopa. Há a possibilidade de continuar competindo. A área de futebol terá que ser muito mais criativa do que é, e está sendo muito, é só ver as contratações. Sempre gosto de dar exemplos: como o Alisson chegou, como foram promovidos os garotos da base, enfim. Toda essa dinâmica continua”

“Não é uma camisa de força, nós temos regras orçamentárias e vamos ter de cumpri-las, mas como nosso marketing também é muito ostensivo, a cada novo contrato você vai trazer um benefício de elevação financeira, como se fosse modular, para que a área de futebol possa ter sua tranquilidade. Quando vender jogadores também, e quando trouxerem contratos como o São Paulo fez com naming rights, patrocínios, Live Nation… O São Paulo tem que ser criativo em todas as áreas e eu não acredito que isso venha obstar a competitividade”.

“Tínhamos isso previsto: primeiro mandato era devolver a autoestima do torcedor, organizar a estrutura, trazer compliance, ter um marketing efetivo e isso tudo aconteceu. Estádios lotados, recorde de público, voltamos a ganhar clássicos. Agora, são dois pilares: aspecto financeiro que já estamos atacando e a base. A base vai ser nossa estratégia daqui para frente até porque precisamos melhorar nossa qualidade de jogadores nível A, vamos olhar o mercado também, jogadores que querem vir para cá. Vamos lutar para captar com nossos captadores grandes talentos espalhados pelo Brasil.”


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