2 mil haters bloqueados, ameaças à família e pressão são abordados por Roger Machado após São Paulo
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Ex-técnico do São Paulo, Roger Machado conta detalhes dos dois meses no clube, fala sobre rejeição da torcida, ameaças à esposa e às filhas e afirma que não guarda mágoas da passagem pelo Tricolor
Roger Machado voltou a falar sobre sua curta e conturbada passagem pelo São Paulo. Aos 51 anos, o treinador está sem clube desde maio, quando foi demitido após apenas dois meses de trabalho, mas afirma que não se arrepende de ter aceitado o desafio no Tricolor.
Em entrevista ao ge, publicada neste sábado (26), Roger revelou que a pressão ultrapassou os limites do futebol e atingiu sua família. Segundo o treinador, sua esposa e suas filhas receberam mensagens com ameaças durante o período em que esteve no clube.
O técnico também contou que já bloqueou cerca de duas mil pessoas em seu telefone ao longo dos anos por causa de mensagens ofensivas.
“A impressão é que, independentemente do que fizesse, sempre estaria equivocado.”
A declaração resume, segundo Roger, a sensação que teve durante os últimos momentos de sua passagem pelo São Paulo. Mesmo diante da forte resistência externa, ele afirma que acreditava na possibilidade de reverter o cenário com trabalho e resultados.
Roger Machado diz que não guarda mágoas do São Paulo
Roger Machado comandou o São Paulo em 17 partidas, com sete vitórias, quatro empates e seis derrotas. O treinador também viveu a eliminação para o Juventude na quinta fase da Copa do Brasil.
Contratado para substituir Hernán Crespo, que havia deixado o clube após iniciar o Campeonato Brasileiro na segunda colocação, Roger encontrou um ambiente marcado pela identificação da torcida com o argentino.
O treinador reconhece que sabia dos riscos antes de aceitar o trabalho, mas esperava que os resultados pudessem mudar a relação com os torcedores.
“Eu genuinamente acreditei que o trabalho, com os torcedores me conhecendo mais e uma consistência maior dos resultados, fosse me fazer passar por esse momento”, afirmou.
Apesar do desfecho precoce, Roger garante que não considera sua passagem pelo São Paulo uma experiência negativa.
“Não tenho mágoa nenhuma de nenhum momento”, disse o treinador, ressaltando que prefere guardar os aprendizados daquele período.
Pressão da torcida marcou passagem de Roger Machado
A relação com a torcida foi um dos principais pontos abordados pelo treinador. Roger contou que, desde sua apresentação, percebeu a resistência à sua contratação.
Segundo ele, o contexto envolvendo a saída de Crespo e a expectativa por um treinador estrangeiro tornou o ambiente ainda mais difícil.
Na apresentação, Roger afirmou que chegou a sentir que precisava justificar sua presença no clube.
“Na minha apresentação, na minha chegada, eu quase tive que pedir desculpa por estar ali.”
O treinador explicou que a resistência não se limitava aos resultados dentro de campo. Com o passar das semanas, as críticas passaram a atingir suas escolhas, a escalação da equipe, as substituições e até mesmo suas entrevistas.
Foi nesse momento que, segundo Roger, surgiu a sensação de que qualquer decisão tomada seria questionada.
Jogo contra o Juventude foi um dos momentos mais difíceis
Roger Machado destacou a partida contra o Juventude, pela Copa do Brasil, como um dos momentos mais emblemáticos de sua passagem.
O São Paulo venceu por 1 a 0, mas o resultado não impediu as vaias no Morumbis. Depois da partida, o treinador chegou a conversar com os jogadores sobre o momento que atravessava.
Roger contou que saiu decepcionado do estádio, mas recebeu apoio dos atletas.
“Muitos atletas me acessaram, me prestaram solidariedade, disseram que estavam junto comigo e iam me ajudar a passar por aquele momento”, relatou.
Pouco depois, porém, o treinador acabou sendo demitido.
Ameaças chegaram à esposa e às filhas de Roger
Um dos relatos mais fortes da entrevista foi a revelação de que a pressão relacionada ao trabalho atingiu diretamente a família do treinador.
Roger contou que sua esposa e suas filhas receberam mensagens com ameaças no telefone. Ele só tomou conhecimento da situação posteriormente, porque a esposa preferiu não aumentar a pressão que ele já enfrentava no São Paulo.
“Minha esposa só me falou depois de alguns dias”, relatou.
O treinador afirmou que essa situação é a que mais o incomoda quando pensa na exposição provocada pelo futebol.
“Essa é a única questão que me incomoda, porque passa do razoável”, afirmou.
Roger também disse que sente sua privacidade invadida e que tenta manter distância das redes sociais justamente para preservar a própria família.
Roger Machado bloqueou cerca de duas mil pessoas
O treinador revelou ainda que mantém o mesmo número de telefone há aproximadamente 25 anos e que já bloqueou cerca de duas mil pessoas.
Segundo Roger, ele não pretende trocar de número por causa das mensagens que recebe.
“Eu não vou trocar meu número. Vou bloquear um por um”, afirmou.
Ele explicou que recebe desde críticas e pedidos para deixar o clube até xingamentos de diferentes tipos.
Apesar disso, Roger afirma que procura não confundir o comportamento de algumas pessoas na internet com o sentimento da torcida do São Paulo.
Para o treinador, existe uma diferença importante entre o ambiente virtual e o contato presencial com os torcedores.
Roger diz que torcedores do São Paulo foram carinhosos pessoalmente
Apesar da forte rejeição que enfrentou na internet, Roger Machado contou que sua experiência presencial com torcedores foi diferente.
Ele relatou que, em algumas ocasiões, pessoas o abordaram para pedir autógrafos e fotos e demonstraram confiança de que o trabalho poderia ser revertido.
“Temos que saber separar essas questões da internet”, afirmou.
Roger também disse que passou a compreender melhor essa diferença ao perceber que as pessoas que encontrava nas ruas não demonstravam o mesmo comportamento de parte dos usuários que o atacavam pelas redes e pelo telefone.
Treinador afirma que não se arrepende de ter aceitado o São Paulo
Mesmo com todos os problemas, Roger Machado afirmou que aceitaria novamente o desafio de comandar o São Paulo.
O treinador entende que oportunidades como aquela não aparecem necessariamente em cenários ideais.
Para ele, assumir uma equipe que havia acabado de perder um treinador campeão e que atravessava um momento delicado na tabela naturalmente envolvia riscos.
“Eu gostaria de ter transformado aquele momento em algo positivo. Eu vejo como um desafio”, afirmou.
Roger também avaliou que dois meses são pouco tempo para determinar se um trabalho poderia ou não evoluir.
Segundo ele, não identifica uma decisão importante tomada durante sua passagem pelo clube da qual se arrependa.
Roger Machado fala sobre Arboleda
Outro assunto abordado na entrevista foi o episódio envolvendo Arboleda, que ficou fora de uma partida importante durante a passagem do treinador.
Roger preferiu não revelar detalhes do que aconteceu, mas negou qualquer problema pessoal com o zagueiro.
“Zero. Toda a relação que tive com todos os atletas, inclusive com o Arboleda, foram boas”, afirmou.
O treinador disse ainda que ficou feliz ao ver o equatoriano novamente em campo pelo São Paulo e desejou sucesso ao jogador.
Ex-técnico do São Paulo quer seguir até os 60 anos
Atualmente em período de descanso, Roger Machado afirmou que pretende continuar trabalhando como treinador.
Ele havia cogitado anteriormente uma pausa aos 50 anos para voltar à faculdade e estudar uma nova área, mas mudou de ideia.
Segundo Roger, a maturidade profissional fez com que ele passasse a enxergar sua carreira de outra maneira.
O objetivo agora é seguir no futebol e buscar conquistas de maior expressão.
“Quero conquistas relevantes que do ponto de vista externo colocam uma marca no treinador”, afirmou.
Roger citou títulos como Campeonato Brasileiro, Libertadores, Copa do Brasil e Sul-Americana como objetivos que ainda pretende alcançar.
O treinador também revelou que continua sonhando em comandar a Seleção Brasileira no futuro.
Sua passagem pelo São Paulo terminou rapidamente, mas, segundo o próprio Roger Machado, deixou aprendizados que ele pretende levar para os próximos trabalhos.
Roger Machado no São Paulo: números da passagem
Roger Machado comandou o São Paulo por 17 jogos durante sua passagem pelo clube.
Foram:
- 7 vitórias
- 4 empates
- 6 derrotas
Além disso, o treinador foi eliminado pelo Juventude na quinta fase da Copa do Brasil.
O que Roger Machado disse sobre o São Paulo?
Roger afirmou que não guarda mágoas do clube, embora tenha reconhecido a dificuldade do período. O treinador também disse que gostaria de ter permanecido mais tempo e acredita que o trabalho poderia ter evoluído.
Roger Machado recebeu ameaças durante passagem pelo São Paulo?
Segundo o próprio treinador, sua esposa e suas filhas receberam ameaças por telefone durante o período em que ele comandava o São Paulo. Roger afirmou que essa situação foi o aspecto que mais ultrapassou os limites para ele.
Roger Machado se arrepende de ter comandado o São Paulo?
Não. Roger afirmou que não se arrepende de ter aceitado o trabalho e que voltaria a assumir o desafio, apesar do contexto de pressão e rejeição que encontrou.
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OU é MUITO BURRO ou MUITO METIDO !
Ele é burro e ganha milhões. Vc que é muito inteligente.
Fora isso, interessante a paciência da torcida com o trabalho pífio do Dorival.
Inteligência não se mede pro grana…
[OFF] Bora lotar o Morumbis na final do Brasileirão feminino. Esse time merece todo o apoio da torcida.
Na primeira coletiva um reportar ao fazer a pergunta se apresenta e diz: “fulano de tal…do canal 3 Zagueiros” aí o Roger manda: “canal 3 zagueiros tem isso? Só no São Paulo mesmo”.
Nesse momento já vi que não ia rolar.
Pois é Roger, só pra quem conhece…3 zagueiros é o São Paulo.
Rober vc que é o CARA vtnc
Pagou pelo diretor de futebol, simples assim