Calleri recebe cobranças e xingamentos mencionando falta de gols e pedidos de quase R$ 2 milhões em salários do São Paulo

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O momento de Jonathan Calleri é um dos mais delicados desde que retornou ao São Paulo. O atacante, que durante anos foi tratado como um dos principais líderes do elenco, passou a ser alvo de críticas mais duras da torcida, principalmente pela queda no rendimento dentro de campo e pelas informações envolvendo sua renovação contratual.

A insatisfação dos torcedores se concentra em dois pontos.

O primeiro é o desempenho esportivo. Calleri vive uma temporada abaixo do que acostumou o torcedor são-paulino. O centroavante tem dificuldade para balançar as redes, perdeu protagonismo ofensivo e, em vários jogos, pouco conseguiu participar da construção das jogadas. Em um momento em que o São Paulo sofre para criar e converter chances, o camisa 9 naturalmente acaba sendo cobrado.

O segundo ponto envolve a negociação contratual. As notícias de que o estafe do jogador teria apresentado uma pedida próxima de R$ 2 milhões mensais entre salários, luvas e direitos de imagem geraram forte rejeição entre parte da torcida. Para muitos torcedores, um atleta que atravessa má fase não teria força para exigir um dos maiores contratos do futebol brasileiro.

Nas redes sociais, não faltaram manifestações como:

  • “Primeiro faz gol, depois pede aumento.”
  • “Quer ganhar como craque, mas não decide mais jogos.”
  • “O São Paulo não pode assumir um contrato desse tamanho na situação financeira atual.”

Ao mesmo tempo, há quem defenda uma análise mais ampla. Calleri construiu uma história importante no clube, foi decisivo em diversas campanhas e sempre demonstrou identificação com a camisa do São Paulo. Para esses torcedores, a fase ruim não apaga o que o atacante já entregou, embora reconheçam que uma renovação em valores muito elevados seria difícil de justificar.

Do ponto de vista da diretoria, o cenário também é complexo. O São Paulo atravessa uma grave crise financeira, enfrenta atrasos de pagamentos e cumpre um transfer ban imposto pela FIFA. Nesse contexto, oferecer um contrato próximo de R$ 2 milhões mensais para qualquer jogador significaria assumir um compromisso de grande impacto no orçamento.

Assim, a tendência é que a negociação dependa de concessões de ambos os lados. O clube busca adequar a folha salarial à sua realidade financeira, enquanto Calleri precisará avaliar se prioriza um vínculo de longo prazo no São Paulo ou outras oportunidades de mercado.

Em resumo, a cobrança sobre o argentino hoje mistura desempenho esportivo e questão financeira. Se voltar a marcar gols e recuperar o protagonismo, a percepção da torcida pode mudar rapidamente. Porém, enquanto a má fase persistir e a discussão sobre um contrato milionário permanecer em pauta, a pressão tende a aumentar.


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