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Ontem, quando anunciamos que o São Paulo está no caminho de reestruturação financeira com a consultoria da KPMG, logo entendemos que há saídas e caminhos para um clube sem ser destroçado e desfacelado e continuar neste buraco até o fim como o Corinthians fez. Se as mudanças propostas de forma singular no Flamengo de Bandeira de Melo tinham conceitos distintos na época em que cessar investimentos e ter um time mediano só se mantendo na Série A era suficiente com algumas ações, hoje, só é possível estar saudável e bem na mídia com captação de recursos, se você tem time competitivo e avança em competições. Mas, é inevitável que lembremos de lições importantes:

A implementação de um plano estratégico que visava aumentar as receitas, reduzir as despesas e equilibrar as finanças do clube. Algumas das principais medidas adotadas foram:

  1. Profissionalização da gestão: O clube contratou executivos experientes para liderar as áreas financeira, administrativa e de marketing, além de implementar uma governança corporativa mais rigorosa e transparente.
  2. Redução de despesas: O Flamengo renegociou contratos e cortou gastos em áreas como futebol, administrativo e manutenção de estruturas, além de adotar medidas de austeridade como a limitação de viagens e eventos.
  3. Aumento de receitas: O clube buscou alternativas para aumentar suas receitas, como a venda de jovens talentos vindos da base, a reformulação de programas de sócio-torcedor, aumentando o ticket médio e o aumento da venda de produtos licenciados.
  4. Melhoria no futebol: O Flamengo investiu em contratações de jogadores de destaque, o que contribuiu para melhorar o desempenho esportivo do clube e, consequentemente, aumentar as receitas de bilheteria e patrocínio.
  5. Gestão de dívidas: O clube reestruturou suas dívidas, renegociando com credores e obtendo empréstimos com condições mais favoráveis, o que contribuiu para reduzir a pressão sobre as finanças do clube.

Já no que tange ao Porto, do recém eleito André Vilas Boas, o problema do Porto é igual ao do São Paulo: aumentou passivo e os juros sufocam e as dívidas subiram muito nos últimos anos. É coincidência que a proposta mãe da campanha dele que derrubou um Presidente que se perpetuava há anos seja “Reestruturação Financeira”? No jornal Eco, a informação: “até 31 de dezembro de 2023, o passivo total do clube era de 499 milhões de euros, com uma dívida financeira que ascendia a 310 milhões. Esta escalada da dívida representa um aumento significativo em comparação aos números registados uma década antes, quando o passivo total era de 202 milhões de euros e a dívida financeira fixava-se em 98 milhões de euros. ste aumento substancial no passivo e na dívida financeira no espaço dos últimos dez anos não só complica a capacidade do clube de investir em novos jogadores e infraestruturas, mas também coloca uma pressão contínua sobre as suas operações diárias devido aos elevados custos financeiros que se traduzem numa fatura anual com juros de 23 milhões de euros por ano.”

É a mesma situação do São Paulo. Juros sufocando, fluxo de caixa combalido, incapacidade de brigar financeiramente com os clubes de maior porte financeiro e organização. Como mudar? O mesmo que fez o Porto, realizar uma revisão completa das obrigações de dívida existentes no clube, incluindo taxas de juros, prazos de pagamento e passivo geral. Para isto, implementar medidas rigorosas de otimização de custos para reduzir despesas em todas as operações do clube.

Como vemos, do Flamengo de Bandeira, ao Porto atual que também quer se reerguer, a fórmula é esta que quer o São Paulo. A ideia é esta, a implementação é questão de competência e atitude dos gestores. Dará certo? Lograremos sucesso? Esperamos que sim.


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