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Ontem, quando anunciamos que o São Paulo está no caminho de reestruturação financeira com a consultoria da KPMG, logo entendemos que há saídas e caminhos para um clube sem ser destroçado e desfacelado e continuar neste buraco até o fim como o Corinthians fez. Se as mudanças propostas de forma singular no Flamengo de Bandeira de Melo tinham conceitos distintos na época em que cessar investimentos e ter um time mediano só se mantendo na Série A era suficiente com algumas ações, hoje, só é possível estar saudável e bem na mídia com captação de recursos, se você tem time competitivo e avança em competições. Mas, é inevitável que lembremos de lições importantes:
A implementação de um plano estratégico que visava aumentar as receitas, reduzir as despesas e equilibrar as finanças do clube. Algumas das principais medidas adotadas foram:
- Profissionalização da gestão: O clube contratou executivos experientes para liderar as áreas financeira, administrativa e de marketing, além de implementar uma governança corporativa mais rigorosa e transparente.
- Redução de despesas: O Flamengo renegociou contratos e cortou gastos em áreas como futebol, administrativo e manutenção de estruturas, além de adotar medidas de austeridade como a limitação de viagens e eventos.
- Aumento de receitas: O clube buscou alternativas para aumentar suas receitas, como a venda de jovens talentos vindos da base, a reformulação de programas de sócio-torcedor, aumentando o ticket médio e o aumento da venda de produtos licenciados.
- Melhoria no futebol: O Flamengo investiu em contratações de jogadores de destaque, o que contribuiu para melhorar o desempenho esportivo do clube e, consequentemente, aumentar as receitas de bilheteria e patrocínio.
- Gestão de dívidas: O clube reestruturou suas dívidas, renegociando com credores e obtendo empréstimos com condições mais favoráveis, o que contribuiu para reduzir a pressão sobre as finanças do clube.
Já no que tange ao Porto, do recém eleito André Vilas Boas, o problema do Porto é igual ao do São Paulo: aumentou passivo e os juros sufocam e as dívidas subiram muito nos últimos anos. É coincidência que a proposta mãe da campanha dele que derrubou um Presidente que se perpetuava há anos seja “Reestruturação Financeira”? No jornal Eco, a informação: “até 31 de dezembro de 2023, o passivo total do clube era de 499 milhões de euros, com uma dívida financeira que ascendia a 310 milhões. Esta escalada da dívida representa um aumento significativo em comparação aos números registados uma década antes, quando o passivo total era de 202 milhões de euros e a dívida financeira fixava-se em 98 milhões de euros. ste aumento substancial no passivo e na dívida financeira no espaço dos últimos dez anos não só complica a capacidade do clube de investir em novos jogadores e infraestruturas, mas também coloca uma pressão contínua sobre as suas operações diárias devido aos elevados custos financeiros que se traduzem numa fatura anual com juros de 23 milhões de euros por ano.”
É a mesma situação do São Paulo. Juros sufocando, fluxo de caixa combalido, incapacidade de brigar financeiramente com os clubes de maior porte financeiro e organização. Como mudar? O mesmo que fez o Porto, realizar uma revisão completa das obrigações de dívida existentes no clube, incluindo taxas de juros, prazos de pagamento e passivo geral. Para isto, implementar medidas rigorosas de otimização de custos para reduzir despesas em todas as operações do clube.
Como vemos, do Flamengo de Bandeira, ao Porto atual que também quer se reerguer, a fórmula é esta que quer o São Paulo. A ideia é esta, a implementação é questão de competência e atitude dos gestores. Dará certo? Lograremos sucesso? Esperamos que sim.
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Temos duas certezas: 1 – algo precisa ser feito, e 2 – nada foi feito até agora em três anos.
A solução não passa por A ou B, mas sim por A e B.
O plano do tal fundo acho perigoso. É incerto se terá a captação esperada, tenho minhas dúvidas se conseguirão implementar isso, e se o custo financeiro disso compensará.
Temos espaço para aumentar receitas? Existe vontade para diminuir efetivamente as despesas?
É preciso ter sinais.
Transforma a dívida de curto prazo em longo prazo mesmo que se mantenha e aumente o valor já é algo feito. Pois ter permite te fluxo de caixa e arcar com seus compromissos mensais. E outra o torcedor não quer saber de ficar anos só existindo, isso gera baixo público, baixa venda de produtos e de valor de marca, ou seja, perda de receita.
Imagine quanto vai ter que ser a remuneração desse fundo para tornar atrativo ao investidor. Ninguém vai entrar nessa por amor. Essa ideia de fundo é complexa e complicada. Risco altíssimo para os dois lados.
Então não faz nada, fica paradão?
O Porto tem 4 mega bancos internacionais com eles em um cenário podre. Por que a gente não pode?
Não fazer nada a gente já está fazendo, não? Eu adoraria que essa proposta desse certo.
E com todo respeito, mas esse papo de fundo para diminuir as dividas já não rola faz tempo? É só papo, essa merda nuna sai do papel.
Lógico que tem que fazer algo, e urgente. Digo isso faz tempo. Só acho essa ideia do fundo frágil. Gostaria de ver algo mais concreto e tangível. Algo estrutural.
Desde o final de 2020 essa história de Bandeira de Mello aparece. É o “Nilmar” do financeiro. Porém, o próprio Casares optou pelo equilíbrio (com grande êxito no futebol) e não pela responsabilidade financeira com redução de despesas. Se eu pudesse dar uma única sugestão para o presidente e seu grupo de conselheiros/diretor, diria pra copiar na cara dura tudo o que o Palmeiras tem feito na base. Se na época que o Flamengo se reestruturou a realidade era diferente, hoje optar pelo “de grão em grão a galinha enche o papo”, como o SPFC tem feito com Cotia, parece uma estratégia que só vai nos empurrar pra trás. Formar jogadores e abastecer a Barra Funda é algo que tem sido feito com ou sem reformulação.
Sim, estão começando a olhar isso diferente mesmo.
Por qual motivo demoram tanto para verem o que está errado e agirem? A gente critica, aponta os erros, é taxado de corneta, chato, mal resolvido, anti-torcedor, pessimista, desperta antipatia entre os frequentadores do blog e o diabo a quatro, e depois a realidade bate na cara de todos. Não é questão de ser visionário, é questão dos erros e problemas serem escancarados. Foi assim no DM, na questão financeira, mktg, base…
A nossa função é apenas torcer???
Concordo , tem toda razão Paulo. E digo mais, acho inadmissível ver que dentro do SPFC tem uns 20 caras (ou mais) que ajudam nas tomadas de decisões sobre essas coisas primordiais, e mesmo assim parece q mudanças só a passos de tartaruga e quando a agua ja bateu no pescoço, infelizmente
Se fosse só a base no estariamuis muito bem. O SP tem muitas outras coisas que poderiam copiar do Cumeiras, mas eu duvido que o ego de quem não consegue assumir um mísero erro consiga enxergar isso…
Penso tb que a melhor maneira de reerguer o SPFC financeiramente seria através da base. No Brasil e na América do Sul há matéria prima abundante, poderíamos garimpar muito mais talentos para abastecer Cotia. Cotia é sub aproveitada e, do jeito que está, chega a ser um elefante branco. Esse papo do fundo já escuto há bastante tempo, não sei se dará certo mas torço que sim, o importante é sair da inércia, pensar grande e fazer o São Paulo cada vez maior.
O SP precisa realmente ver essa questão da dívida… mas algo que me preocupa e muito é Cotia… q é o nosso maior patrocinador faz muito tempo.
Ali tem que fluir certinho e infelizmente parece q não temos no momento uma leva boa de jogadores para abastecer o profissional.
Isso sim é extramamente preocupante. Framengo, palmares, galo e AtlPR no momento fazzem um trabalho melhor que o nosso. O SP precisa voltar a ser protagonista na base.
Só com as vendas de Endrick, Luis Guilherme e Estevão nossa dívida seria ZERADA. E ainda sobraria pra reformar o estádio.
Essa leva de jogadores vendidos aí ultimamente aí vieram da nefasta era Leco. Não sei oq mudou em Cotia, mas uma coisa é certa: piorou e muito.
Eu não duvido nada que Nestor e Maia sejam vendidos por um valor inferior àquele Wesley do lixão.
KPMG no Brasil é muito forte em auditoria. Em consultoria, nem tanto. Existem diversas opções melhores principalmente nesse mercado de reestruturação de empresas.
Aceito um texto sobre consultorias e auditorias.
Sim, algo precisa ser feito.
A gestão é o ponto nevralgico da questão. Sem uma boa gestão, dificilmente o resto se mantém. E aí eu vejo uma grande dificuldade, especialmente relacionada ao ítem 1:
“Profissionalização da gestão: contratar executivos experientes para liderar as áreas financeira, administrativa e de marketing, além de implementar uma governança corporativa mais rigorosa e transparente.”
Com o tanto de cardeais obsoletos que tanto gostam de opinar e de ocupar cargos ou de colocar amigos incompetentes em posições chave, temos um problema sério na camada de gestão. Ainda não somos um espelho do governo brasileiro, mas estamos perto. Será que conseguirão afastar as moscas parasitárias?