“Erros gritantes”: especialistas apontam diferença de critério em expulsão de Osório e lance do Palmeiras

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Jogadores de futebol em campo, com um atleta caindo e outro próximo a ele, questionando a utilização do VAR com a frase destacada 'CADÊ O VAR AGORA?'

Especialistas apontam critérios diferentes na arbitragem de Palmeiras x São Paulo e questionam expulsão de Osório

A arbitragem do clássico entre Palmeiras e São Paulo voltou a provocar discussão após a derrota tricolor por 2 a 0. Dois especialistas em arbitragem analisaram os principais lances disciplinares da partida e apontaram uma diferença de critério envolvendo Luis Osório e Larson, do Palmeiras.

Para a comentarista de arbitragem da ESPN, Renata Ruel, a arbitragem errou ao expulsar apenas o jogador do São Paulo. Na avaliação dela, os dois lances apresentaram características semelhantes e deveriam ter recebido a mesma punição.

“A arbitragem errou em não expulsar o Larson (do Palmeiras) e expulsar somente o Osório (do São Paulo). Foram lances semelhantes, com critérios diferentes e erros gritantes da arbitragem.”

Expulsão de Osório é considerada correta, mas outro lance gera questionamento

A análise de Paulo Caravina, especialista em arbitragem, apresenta uma nuance importante.

Para ele, a expulsão de Osório foi correta depois da revisão do VAR. O jovem havia recebido inicialmente cartão amarelo de Rafael Klein, mas a equipe de vídeo recomendou a revisão, e o árbitro modificou a punição para vermelho.

O problema apontado por Caravina está no lance envolvendo Larson e Iago, do São Paulo.

Segundo o especialista, a jogada também apresentou elementos que justificariam uma punição mais severa: perna esticada, força e impacto semelhantes aos observados no lance de Osório.

Ou seja, a discussão não está necessariamente em defender que Osório não deveria ter sido expulso, mas em questionar por que o mesmo rigor não teria sido aplicado ao jogador palmeirense.

“Mesma punição” é o centro da reclamação

Esse é justamente o ponto que mais incomodou na análise dos especialistas.

Se dois lances possuem características semelhantes, o princípio básico da arbitragem é a aplicação de um critério uniforme.

Foi essa diferença que chamou a atenção de Renata Ruel e Paulo Caravina.

No caso de Osório, o VAR interferiu e recomendou a revisão do cartão amarelo. Depois de rever a jogada, Klein expulsou o jogador do São Paulo.

No lance envolvendo Larson, entretanto, não houve a mesma consequência disciplinar, apesar da semelhança apontada pelos especialistas.

O resultado prático foi enorme para o clássico.

Expulsão mudou completamente o jogo

O São Paulo fazia uma partida equilibrada contra o Palmeiras até ficar com um jogador a menos.

A equipe de Dorival Júnior entrou em campo com uma escalação alternativa, pensando na decisão contra o Boca Juniors, mas conseguiu competir durante boa parte do primeiro tempo.

A expulsão de Osório mudou o cenário.

Com superioridade numérica, o Palmeiras ganhou espaço e abriu o placar ainda antes do intervalo. Na segunda etapa, ampliou a vantagem e confirmou a vitória por 2 a 0.

Por isso, o lance disciplinar ganhou ainda mais peso na avaliação do clássico.

São Paulo já havia reclamado de arbitragem contra o Coritiba

A discussão sobre arbitragem também acontece poucos dias depois de outro episódio que prejudicou o São Paulo no Brasileirão.

No jogo contra o Coritiba, no Morumbis, o Tricolor teve um pênalti não marcado nos minutos finais, lance que posteriormente foi reconhecido pela própria CBF como erro de arbitragem.

Naquela partida, o São Paulo acabou deixando pontos pelo caminho.

Agora, diante do Palmeiras, novamente surge a discussão sobre a aplicação dos critérios e a atuação do VAR.

Para o torcedor tricolor, a sequência alimenta uma sensação de que os erros contra o clube vêm se repetindo.

VAR volta ao centro da discussão

A tecnologia foi criada justamente para corrigir erros claros e evidentes da arbitragem. No caso de Osório, o VAR cumpriu seu papel ao chamar Rafael Klein para revisar a jogada.

A controvérsia aparece porque, segundo os especialistas citados, havia outro lance com características semelhantes que também deveria ter sido analisado e punido da mesma maneira.

É aí que está o questionamento mais forte: não necessariamente se Osório merecia o vermelho, mas se o Palmeiras recebeu tratamento diferente em um lance comparável.

Se o critério utilizado para expulsar Osório era válido, por que não foi aplicado também no lance de Larson?

Essa é a pergunta que fica depois do clássico.


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