São Paulo precisa mudar a lógica das contratações: desempenho em campo e retorno financeiro entram no centro da estratégia
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São Paulo precisa mudar a lógica das contratações: desempenho em campo e retorno financeiro entram no centro da estratégia
Especialista em finanças no futebol aponta que clubes brasileiros ainda sofrem com decisões de curto prazo e defende planejamento que una desempenho esportivo, premiações e valorização dos atletas
O mercado da bola mudou, e os clubes brasileiros precisam acompanhar essa transformação. Para Moisés Assayag, especialista em finanças no futebol, uma contratação não pode ser analisada apenas pelo nome do jogador ou pela expectativa imediata de resultados.
A lógica, segundo o especialista, deve começar pelo desempenho esportivo. A partir de uma equipe mais competitiva, o clube pode gerar retorno financeiro por meio de premiações, receitas adicionais e, em determinados casos, valorização e venda dos atletas.
A avaliação ganha importância especialmente para clubes que enfrentam limitações financeiras e precisam fazer o dinheiro investido no futebol produzir resultado dentro e fora de campo.
Contratação precisa gerar retorno dentro de campo
Na visão de Assayag, o principal objetivo de uma contratação deve ser fortalecer o time.
A eventual venda futura do jogador pode entrar no planejamento, mas não deveria ser o único argumento para justificar o investimento.
“Não dá para imaginar que alguém vai investir para vender depois, a menos que isso seja uma estratégia sua explícita”, afirmou.
O raciocínio é particularmente relevante para clubes brasileiros. Ao contratar um atleta, a diretoria precisa considerar salário, direitos econômicos, luvas, duração do contrato e custo da operação, mas também o impacto que aquele jogador pode produzir no desempenho da equipe.
Uma contratação que ajuda o clube a conquistar títulos, avançar em competições e aumentar receitas comerciais pode apresentar retorno mesmo sem uma grande transferência futura.
São Paulo pode tirar lições desse modelo
Para o São Paulo, o debate é especialmente importante diante da necessidade de equilibrar competitividade e responsabilidade financeira.
O Tricolor precisa montar elencos capazes de disputar títulos, mas não pode transformar cada janela de transferências em uma corrida por soluções imediatas.
A lógica ideal passa por identificar posições prioritárias, estabelecer um perfil técnico e financeiro para cada contratação e avaliar o potencial de contribuição do atleta ao longo do contrato.
Nesse cenário, desempenho e sustentabilidade financeira precisam caminhar juntos.
Pressão por resultado ainda influencia o futebol brasileiro
Assayag avalia que parte dos clubes brasileiros continua tomando decisões com forte influência do curto prazo.
“A gente vê muito no Brasil ainda, infelizmente, movimentos geridos pelo curto prazo, pela necessidade de resultados para essa semana”, afirmou.
O problema é que decisões tomadas sob pressão podem levar a contratos longos, salários elevados e investimentos que não necessariamente correspondem ao planejamento esportivo.
Em vez de contratar apenas para solucionar uma deficiência momentânea, os clubes mais estruturados procuram encaixar cada reforço em uma estratégia de médio e longo prazo.
Jogadores jovens podem representar maior potencial de valorização
Outro ponto destacado pelo especialista é a busca crescente por jogadores jovens.
Atletas com menos de 23 anos passaram a despertar interesse ainda maior no mercado internacional. A lógica é relativamente simples: quanto mais cedo o clube consegue contratar um jogador com potencial, maior pode ser o período de utilização e também a possibilidade de valorização.
Segundo Assayag, a inflação de jogadores abaixo de 23 anos tem crescido em ritmo superior à média do mercado.
A disputa é ainda mais intensa por atletas com menos de 20 anos, justamente pela possibilidade de desenvolvimento e valorização ao longo dos anos.
Para clubes formadores como o São Paulo, esse cenário reforça a importância de Cotia e da integração entre base e futebol profissional.
Premier League mostra tamanho do novo mercado
A força financeira da Premier League também foi destacada na análise.
A janela internacional movimentou valores recordes, com mais de US$ 9,89 bilhões em taxas de transferência e mais de 12,5 mil movimentações internacionais no futebol masculino, segundo dados citados na reportagem.
Para Assayag, o período teve forte componente especulativo, principalmente diante do poder de investimento dos clubes ingleses.
A diferença financeira em relação a outras ligas europeias aumenta a capacidade da Premier League de contratar jogadores por valores elevados e, consequentemente, influencia todo o mercado internacional.
Futebol brasileiro passa por processo de profissionalização
Apesar dos problemas ainda existentes, Assayag demonstra otimismo com a evolução da gestão no futebol brasileiro.
“Eu tô muito otimista com o movimento gradual que tem sido feito no Brasil de crescimento do volume de negócios, de profissionalização”, afirmou.
A tendência é que os clubes passem a analisar cada vez mais as contratações como investimentos esportivos e financeiros, e não simplesmente como respostas à pressão da torcida ou da tabela.
Para o São Paulo, essa mudança pode ser fundamental. Em um cenário de necessidade de recuperação financeira e competitividade esportiva, contratar melhor pode ser tão importante quanto contratar mais.
A questão, portanto, não deveria ser apenas “quem o São Paulo consegue contratar?”, mas principalmente “qual jogador pode entregar desempenho, ajudar o clube a ganhar mais e fazer o investimento valer a pena?”.
OBS: a entrevista do especialista foi fornecida ao Times Brazil e obviamente conduzida pelo Blog do São Paulo à realidade do São Paulo FC.
O conceito é válido a todos e obviamente ao Tricolor.
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Pois é …, né ?
Quem diria que contratar bondes velhos, cansados, caros, encostados …, de empresários amigos por salários, bônus e comi$$ões padrão europeu, poderia dar errado?
E ainda, sem pagar as contas.
Pior é descartar os jovens promissores, através de caridosas doações por moedinhas … ou test drive com salários compartilhados.
Concordo com o amigo Paulo, a austeridade deveria ser o caminho, mas definitivamente não é. Basta ver o que foi feito nas últimas janelas de contratação, tanto na saída quanto na chegada dos jogadores.
A questão é que contratações desastrosas como essas ganham repercussão midiática. Scarpa quase foi contratado, mas o Pedro Ferreira não ganha oportunudades. O Buta foi contratado, mas o Maik saiu e o Felisberto não joga nunca.O inglês de 39 anos quase foi contratado e, por pouco, não iríamos conhecer o Gustavo Santana.
Empresários e diretorias enchem seus bolsos. A torcida é enganada, como sempre, acreditando nos “grandes nomes de outrora” ou nos jogadores que eles conheceram jogando FIFA.
Acho que nem no berçario a garotada recem nascida acredita nessa conversa.
e olha que eles nasceram ontem hein!
Demorou heim
Como se o objetivo da diretoria fosse retorno esportivo…
E tem gente achando que é só incapacidade de gerenciamento hehe
Eu acho que ninguém passou do título da matéria.
Artilheiro eu li a materia e vi a posição do Moises, mas alguem acredita que o SPFC vai fazer dessa forma? Com as recomendações?
Nem competência tem para isso.
A questão, portanto, não deveria ser apenas “quem o São Paulo consegue contratar?”, mas principalmente “qual jogador pode entregar desempenho, ajudar o clube a ganhar mais e fazer o investimento valer a pena?”.
A questão que precede ambas é: O São Paulo é dirigido por gente que quer solução?