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Uma informação publicada pelo Globo Esporte sobre o endividamento do São Paulo gerou repercussão entre torcedores e conselheiros do clube. Segundo a reportagem, o Tricolor teria encerrado 2025 com um passivo total de R$ 2,45 bilhões, figurando entre os três clubes mais endividados do futebol brasileiro, ao lado de Corinthians, Atlético-MG e Botafogo.
Essa explicação ajuda a diferenciar dois conceitos frequentemente confundidos no debate financeiro: passivo contábil e dívida efetiva. O primeiro representa todas as obrigações registradas no balanço, enquanto o segundo busca medir o real nível de endividamento da instituição após os ajustes necessários.

No entanto, de acordo com o conselheiro e especialista em finanças Flávio Marques, a interpretação apresentada pela matéria pode induzir o leitor a uma conclusão equivocada ao utilizar o termo “passivo total” como sinônimo de dívida.
Segundo Marques, a dívida efetiva do São Paulo em 31 de dezembro de 2025 era de R$ 1,067 bilhão. Considerando os R$ 209 milhões em direitos a receber, o endividamento líquido do clube seria de aproximadamente R$ 858 milhões.
“O problema está na utilização do passivo total como parâmetro de comparação de endividamento. Essa forma de apresentar os números pode levar a uma interpretação equivocada”, afirma.
O que explica a diferença?
De acordo com Flávio Marques, a principal diferença entre o passivo total de R$ 2,45 bilhões e a dívida efetiva do clube está em uma conta contábil chamada “Receitas a Apropriar”, que possui saldo de R$ 1,387 bilhão.
Trata-se de receitas futuras já contratadas, mas que ainda não foram reconhecidas contabilmente como receita realizada.
Para exemplificar, Marques utiliza o caso de um imóvel alugado por R$ 10 mil mensais durante 36 meses. Nesse cenário, o proprietário registra os R$ 360 mil do contrato tanto no ativo, como contas a receber, quanto no passivo, como receitas a apropriar.
À medida que os pagamentos mensais são realizados, os valores vão sendo ajustados simultaneamente nas duas contas.
Segundo ele, o São Paulo possui atualmente contratos de longo prazo com empresas como Superbet, Globo, Brax e New Balance, cujos valores futuros somam aproximadamente R$ 1,387 bilhão.
“Esse mesmo valor aparece registrado tanto no Ativo quanto no Passivo, inflando os saldos contábeis, mas sem representar dívida financeira efetiva”, explica.
Comparação mais adequada
Para Flávio Marques, a forma mais correta de comparar a situação financeira entre clubes com estruturas de capital diferentes é através do endividamento líquido, e não pelo passivo total.
Na avaliação do conselheiro, utilizar apenas o passivo como indicador pode gerar distorções, especialmente em clubes que possuem contratos de receitas futuras de longo prazo registrados em suas demonstrações financeiras.
Assim, embora o passivo total do São Paulo realmente tenha atingido R$ 2,45 bilhões em 2025, esse número não representa a dívida efetiva do clube. Segundo os cálculos apresentados por Marques, o endividamento líquido do Tricolor está na casa dos R$ 858 milhões, valor consideravelmente inferior ao divulgado na comparação baseada exclusivamente nos passivos contábeis.
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E as receitas futuras comprometidas com o FIDC …, as antecipações de receitas como lastro e garantias dos empréstimos com o “fundo amigo” ?
Lembrando que em tempos de FIDC, as dívidas bancárias aumentaram, assim como as despesas financeiras.
Estão rifando o futuro do SPFC em troca da destruição.
Vou perguntar ao Marques.
Ou seja, estamos a passos largos a falência ……a série B é logo ali
Só não concordo quando usam a dívida líquida para quantificar o total da dívida. Já usaram isso para passar a falsa impressão de redução da dívida e todo mundo qual era a realidade.
Cqd
Esse clube virou sinônimo de quadrilha, de acordos escusos e contratos sigilosos.
Ninguém lá dentro tem a mínima pretensão de reerguer este clube e, muito menos, se importar com opinião de torcedor.
Enquanto a torcida não acordar e entender que a ÚNICA pressão realmente eficaz é o total boicote financeiro para esses sanguessugas que estão lá dentro, nada irá mudar pra melhor.
Nunca é demais lembrar, mesmo que algumas pessoas mordam o ombro de odio que eu relembre: As bananas do apequenamento, hoje eles vendem e recompram jogador de seleção por 200 Milhões, e a gente fazendo rifa ops digo FIDC pra pagar a janta. Quem viu viu.
Deve 2,5 bi e contrata um jogador de 32 anos por 3 anos e meio. Com custo de mais de 40 milhões no contrato todo. Rumo aos 3 bi e série B.
Se a dívida do São Paulo fosse “só” 900 milhões, seria algo possível de administrar e o futebol não estaria destruído como está.