No encerramento do exercício de 2025, um dado curioso chamou a atenção de analistas financeiros e torcedores: os rivais Palmeiras e São Paulo apresentaram um endividamento líquido muito próximo, ambos orbitando a casa dos R$ 800 milhões. No entanto, basta olhar sob o capô desses balanços para entender por que um clube desfruta de estabilidade e protagonismo, enquanto o outro enfrenta uma luta constante contra o fluxo de caixa.

A grande diferença não está no “quanto” se deve, mas no “como” e “para quem” se deve.
Palmeiras: Investimento no “Core Business”
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A dívida do Palmeiras, embora volumosa, é classificada em grande parte como não onerosa. Isso significa que ela não gera juros abusivos que corroem o orçamento mensal.
- Perfil da Dívida: Boa parte do montante é fruto de negociações de direitos econômicos (contratações de jogadores) e obrigações operacionais parceladas a longo prazo.
- Finalidade: O endividamento palmeirense é, essencialmente, um reflexo do investimento no elenco. Ao parcelar a compra de atletas, o clube mantém o time competitivo, o que gera mais receitas de premiação e vendas futuras, retroalimentando o sistema.
- Dívida com a Crefisa: Vale destacar que o clube vem reduzindo drasticamente a dívida com sua patrocinadora (que chegou a ser o grande gargalo), transformando-a em um valor residual diante do faturamento recorde.
São Paulo: O Labirinto dos Juros Bancários
Do outro lado do muro, a situação do Tricolor é o oposto. A dívida do São Paulo é caracterizada por ser majoritariamente onerosa. O clube carrega um passivo histórico com instituições financeiras que exige um fôlego imenso apenas para manter os juros em dia.
- O Ralo Financeiro: O clube chegou a desembolsar aproximadamente R$ 116 milhões anuais apenas com despesas financeiras (juros e encargos). Esse valor é dinheiro que “some” do futebol — não contrata jogadores, não paga salários e não melhora a infraestrutura.
- Custo de Capital: Enquanto o Palmeiras utiliza o crédito para reforçar o time, o São Paulo frequentemente precisou recorrer a bancos para cobrir o déficit operacional e pagar contas do dia a dia, aceitando taxas que hoje sufocam a gestão.
- Estratégia de Fuga: Para tentar estancar esse sangramento, o São Paulo lançou em 2024 um FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios), visando trocar dívidas caras de curto prazo por juros menores e prazos mais longos, porém não tem sido eficaz na redução do endividamento, nem na redução do pagamento de juros, visto as altas taxas de juros dos últimos anos.
Conclusão
O cenário financeiro dos dois gigantes paulistas prova que o valor nominal de uma dívida é um indicador incompleto. O Palmeiras deve “bem”, pois sua dívida é o combustível para manter um elenco vitorioso e valorizado. Já o São Paulo luta contra uma “dívida tóxica” que, apesar do faturamento recorde em 2025, continua drenando recursos vitais que poderiam elevar o patamar competitivo do clube.
O desafio do Tricolor nos próximos anos não é apenas arrecadar mais, mas sim mudar o perfil e o prazo desse endividamento para que ele pare de trabalhar contra a instituição.
Por: Filipe Cunha – Finanças Tricolor
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Já comentei aqui no blog sobre o tema dívidas. Nosso maior problema é capacidade de geração de caixa dentro do nosso contexto de custos e não necessariamente o montante da divida. Sem caixa, caímos sempre no cenário de empréstimos bancários para honrar despesas e custos operacionais – muitas vezes com atraso inclusive.
Eu ganho, você ganha, todos ganhamos.
Acho que o pior problema são os investimentos em velhos cansados em negócios muito suspeitos, espero que a polícia ajude a resolver isso com a investigação.
Apesar de ser triste é ai que vemos o profissionalismo e responsabilidade do rival,enquanto no São Paulo gera para a torcida uma incompetência sem fim de gestores que não levam a sério e nem querem levar.É muito difícil acreditar que uma entidade grande como é o São Paulo,não tenha profissionais que entenda e não consiga fazer um planejamento decente de finanças.
Quem trabalha contra a instituição não é a dívida …, nunca foi …, quem frauda, dilapida, corrói, afunda e destrói o SPFC, é quem compartilha o poder e utiliza este comando para interesses particulares e alheios ao tricolor.
#Triste SPFC.
Quanto custou o FIDC …, taxas, juros, comissões e remuneração do capital captado ?
Seguimos com novos empréstimos bancários.
Rifaram o futuro do SPFC em troca de mentiras …, apenas mentiras e “estranhas negociações”.
Portanto…mais 10 anos Palmeiras e Flamengo levantando taças, BR, Libertadores e quem sabe ate mundial, a distancia só aumentando cada vez mais, a credibilidade e a gente pegando emprestimo Daycoval e comemorando permanencia de time ‘grande’ que nao cai.
Tricury, Rendimento …, não entendo como bancos minúsculos e totalmente desconhecidos podem cobrar juros menores que o mercado propõe, ou mesmo os gigantes …, mas ficamos com Daycoval, Tricury, Rendimento, e outras “oportunidades”.
Problema do SPFC nunca foi dívida.
A grande diferença é que existe até uma Vascaína mais palmeirense do que muito muitos diretores e dirigentes que se dizem “sãopaulinos “ na gestão tricolor
De tudo o que pode acontecer com uma instituição, perder a credibilidade do consumidor e ter sua imagem associada à corrupção e incompetência, estão entre as piores coisas. Não importa a proposta, o planejamento, os interessados externos. O SPFC não inspira mais confiança. Quase tudo o que chega cheira trambique, negócio ruim, esquema. E quem levou a isso foram pessoas que continuam participando nesse ciclo. Ou seja, não tem milagre.
Início foi com aquela bananada do Vaidar. Irou o Paulo Nobre que não mediu esforços para apequenar o SPFC, o resto é o resto…
A diferença é que temos a patota macabra!
Desde a época do Juvenal que ouço que as vendas dos jogadores e os infinitos empréstimos bancários acontecem justamente para diminuir a tal dívida bancária de curto prazo que asfixia o clube, mas pelo jeito, mesmo tomando as providências que citei, essa dívida estrangula ainda mais o São Paulo!!!!
Bem lembrado! Já ouvimos esse papinho a praticamente 20 anos, e tudo leva a crer que continuaremos aguentando essa mesma ladainha pelos próximos 20 anos ou mais. O SPFC está caminhando, ou já é, um Vasco paulista, um clube que apesar da grande torcida, conquistas e marca forte no passado, hoje não faz mais frente aos rivais, flutuando entre a terceira ou quarta força do estado, e infelizmente nossa realidade é essa, não temos a mínima chance de competir com o Palmeiras, e até contra o Corinthians já está difícil, só fazemos frente ao Santos, e nesse ritmo que estamos, nem sei até quando…. Mas o importante é a patota se manter no poder, se revezarem no comando do clube, e a torcida e o SPFC, que se explodam pra eles.
Quem participou da criação dos orçamentos do SP nos últimos 10 anos deveria mudar de profissão e ser um autor de ficção já que nunca é cumprido praticamente nada e tudo é orçado com enorme otimismo: “futebol vai custar b. Final do ano ano custou b x 1,6. Faremos 150 milhões em vendas. Final do ano tem 300. Vamos chegar nas quartas de final em todos os campeonatos, paulista então sempre finalista. Previsão é de deficit pequeno ou superavit. Final de ano é maior rombo da história”
A diferença se chama Competência