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Obrigado, Muricy!

Para muitos, ele é o maior são-paulino vivo! Muricy Ramalho, um nome que pulsa no coração da torcida tricolor, é sinônimo de paixão, trabalho e conquistas pelo São Paulo.
Como jogador, Muricy marcou época no Tricolor. Atuando como meio-campista entre 1973 e 1978, participou da conquista do Campeonato Paulista de 1975 e foi peça importante em campanhas memoráveis, deixando sua marca com raça e talento no Morumbi.

Como técnico, Muricy elevou seu legado a outro patamar. Em duas passagens gloriosas pelo São Paulo (2006-2009 e 2013-2015), conquistou o tricampeonato brasileiro consecutivo (2006, 2007 e 2008), um feito histórico no futebol nacional. Sua organização tática e espírito vencedor transformaram o Tricolor em uma máquina de vitórias, colocando-o ao lado de lendas como Telê Santana, Raí e Rogério Ceni no panteão de ídolos são-paulinos.

Em 2013, Muricy mostrou mais uma vez seu amor pelo clube ao assumir o comando técnico em um momento de crise. O São Paulo estava na 19ª posição do Campeonato Brasileiro, com apenas 9 pontos em 14 rodadas, lutando contra o rebaixamento. Sob sua liderança, o time deu a volta por cima: em 24 jogos, conquistou 41 pontos, terminando o campeonato na 9ª colocação, com 50 pontos, livre da degola. Foi uma virada que reacendeu a esperança da torcida e reforçou o peso de seu nome.

Dono do icônico bordão “Aqui é trabalho, meu filho!”, Muricy deixou o merecido descanso em Bertioga para retornar ao São Paulo em 2021, agora como Coordenador Técnico na gestão de Julio Casares. Sua missão era ajudar a reerguer o clube, mas o cenário atual tem gerado questionamentos. Permanecer no cargo pode desgastar sua imagem perante a torcida que tanto o idolatra, especialmente diante de decisões controversas da diretoria.

Muricy, talvez seja hora de se preservar. Sua história no São Paulo é intocável, e você merece manter o status de ídolo tricolor. Voltar a Bertioga, descansar e retomar sua carreira como comentarista esportivo seria um caminho natural. A Festa da Tainha, tradicional evento de Bertioga que acontece entre junho e julho, está logo aí, pronta para receber você com a tranquilidade que merece.

Nós, torcedores, sentimos dificuldade em cobrar mudanças na gestão do futebol enquanto você está lá, como um escudo de dirigentes. Queremos apontar nossa artilharia à Direção de Futebol, pedir a saída de nomes como Milton Cruz e Carlos Belmonte, e clamar por profissionais que tragam renovação e competência ao departamento. Mas sua presença nos deixa divididos, porque respeitamos demais sua história.

Converse com Raí, Muricy. Ele sabe como é complexo ser uma ponte entre a torcida e a diretoria no São Paulo. Talvez ele tenha um conselho valioso para você nesse momento.
Bertioga é um lugar incrível para viver. Da varanda do seu apartamento, você pode participar de programas esportivos, compartilhar sua experiência e continuar inspirando gerações. Nós, torcedores, só temos a lhe agradecer. Por tudo. Pelas glórias, pela dedicação, por nunca abandonar o Tricolor nos momentos mais difíceis.

Você é, sim, um dos maiores são-paulinos vivos, um ídolo eterno do São Paulo. Até o “Aqui é trabalho, meu filho!” tem seu momento de dar lugar ao “Agora é descanso, meu filho!”.

Obrigado por tanto, Muricy!


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