Oito anos depois do assassinato do ex-jogador Daniel, passagens por São Paulo e Botafogo, a família vive luto e revolta

Ex-São Paulo assassinado tem revolta na família anos após tragédia
Oito anos depois da morte do meia Daniel Corrêa Freitas, o luto segue aberto em Conselheiro Lafaiete (MG). A mãe prefere o silêncio, e o primo diz que nada justifica o que fizeram.
Em outubro de 2018, o Brasil acompanhava a apuração de uma eleição presidencial quando uma família do interior de Minas Gerais começou a viver o pior dia de sua história. Oito anos depois, o assassinato do ex-jogador Daniel, que defendeu Botafogo, São Paulo, Coritiba e Ponte Preta, ainda provoca dor e revolta entre os parentes. As informações são de reportagem especial publicada pelo ge.
O dia em que a família soube
Tudo começou com uma pergunta simples no grupo dos primos: alguém tinha falado com Daniel nos últimos dias? A mãe, dona Eliana Aparecida Corrêa, estava sem notícias havia quase dois dias. O filho tinha ido a uma festa em Curitiba, e desde então o celular não completava as chamadas.
Foi uma busca em cadeia. A família chegou à jovem que fazia aniversário na festa, Allana Brittes, e ouviu dela que Daniel havia dormido em sua casa e ido embora de Uber. Segundo o primo Henrique Salmaso, um dos melhores amigos do jogador, aquilo era mentira. Hospitais, polícia e o Instituto Médico Legal de São José dos Pinhais foram acionados, até que um corpo ainda não identificado chamou atenção por uma característica: a cicatriz no joelho direito, marca das cirurgias que Daniel carregava desde a carreira nos gramados. Foi assim que a família confirmou a morte.
Quem era Daniel, o meia revelado no Botafogo
Nascido em Juiz de Fora e criado em Conselheiro Lafaiete, Daniel começou nas categorias de base do Cruzeiro antes de se transferir para o Botafogo, onde subiu ao profissional em 2013. Em 2014, virou um dos principais nomes do time e marcou seu único hat-trick na goleada por 6 a 0 sobre o Criciúma, no Brasileirão.
Pouco depois, a carreira desandou. Uma grave lesão no joelho direito, em setembro daquele ano, foi seguida por um novo rompimento do ligamento meses depois. O São Paulo venceu a disputa com o Palmeiras e o contratou em dezembro de 2014, mas ele só estreou em setembro de 2015, e fez 15 jogos pelo clube. Nas passagens por Coritiba e Ponte Preta, o problema crônico seguiu limitando seu rendimento. Em 2018, estava emprestado ao São Bento.
Para Henrique, o primo vivia um momento de desilusão com a carreira. Ele o descreve como um jovem tímido, reservado e de poucas palavras, muito distante do estereótipo do jogador de personalidade forte.
O crime e o que a Justiça decidiu
Daniel viajou a Curitiba durante uma folga para rever amigos e ir ao aniversário de 18 anos de Allana. Depois da festa em uma casa noturna, um pequeno grupo seguiu para a casa da família Brittes, em São José dos Pinhais, na região metropolitana.
De acordo com a investigação, ali o jogador entrou em um quarto onde a mãe de Allana, Cristiana, dormia, o que desencadeou a violência. Cristiana afirma que foi vítima de estupro, mas as investigações não comprovaram essa versão. Henrique reconhece que o primo errou ao entrar no quarto sem ser convidado, mas rejeita qualquer relação entre isso e o desfecho.
O laudo apontou que a morte foi causada por hemorragia e que o corpo apresentava sinais de extrema violência. A polícia levantou indícios de tortura. O corpo foi encontrado em uma área de mata na manhã de sábado, 27 de outubro de 2018.
O caso só teve desfecho em março de 2024, com o júri popular:
- Edison Luiz Brittes Junior, apontado como único responsável pela morte, foi condenado a 42 anos, e é o único que segue preso, em Piraquara (PR);
- Allana Brittes pegou 7 anos e 9 meses por coação no curso do processo, fraude processual e corrupção de menores;
- Cristiana Brittes foi condenada a 1 ano e 6 meses por fraude processual e corrupção de menores;
- Ygor King, David Willian Vollero, Eduardo Henrique Ribeiro e Evellyn Brisola Perusso foram absolvidos.
A revolta da família oito anos depois
A mãe de Daniel não fala sobre o caso. Segundo o ge, pessoas próximas aconselharam a reportagem a nem procurá-la. A família prefere o silêncio a reabrir uma ferida que nunca cicatrizou.
Henrique é o único que aceita falar. Para ele, tudo o que aconteceu foi “uma covardia”, e nenhum comportamento da vítima poderia explicar tamanha crueldade. Ele diz que também não quer saber detalhes sobre a pena dos condenados e que há anos decidiu não acompanhar notícias sobre o caso. Não se diz satisfeito: nenhuma sentença, afirma, traz o primo de volta.
Oito anos depois, o que resta para os parentes é a lembrança do menino tímido de Conselheiro Lafaiete que chegou ao profissional do Botafogo, vestiu a camisa do São Paulo e teve a vida interrompida aos 24 anos.
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Grêmio venceu. Uma vitória do Mirassol seria o início do pandemônio.
Quero.
Como sua vida é uma bosta Sr jornalista kkkkk Precisar fazer isso pra dizer q trabalhou. Abutre
Está falando de quem e de que, José?
nada justifica, mas quem anda com pessoas estranhas assume o risco, entao cuidado com quem andas, porque depois, a cadeia de outros nao trara de volta sua vida! no mais, o assassino foi condenado ha mais de 40 anos, entao a justica foi feita!
O assassino foi condenado a cumprir uma pena de mais de 40 anos, se tiver bom comportamento sai antes com 1/3 da pena. Daqui a pouco já vai tá em liberdade condicional.
O crime compensa no Brasil.
nao sai, japa, é crime hediondo!