Após repercussão de declarações, portal especula mudança de nomes na composição encabeçada por Marcelinho Portugal Gouvea

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Um nome cotado internamente pelos grupos de oposição para a vice-presidência do São Paulo se viu no centro de uma polêmica nos últimos dias. Carlos Sadi teve declarações feitas em uma live classificadas como elitistas, o que gerou forte repercussão negativa dentro do clube e colocou em xeque sua possível candidatura, segundo apuração o portal Uol.

O que Sadi disse

Em transmissão no dia 26 de agosto, Sadi comentou sobre o que considera uma mudança no perfil da estrutura de poder do clube. Ele chegou a se autodefinir como “elitista”, argumentando ter sido criado em um São Paulo ligado a nomes tradicionais do clube, e criticou o que chamou de entrada de pessoas de perfil socioeconômico diferente na estrutura administrativa — fazendo, na sequência, uma comparação com “casar com uma mulher de Paraisópolis”, comunidade da capital paulista e que “a família inteira foi morar com você”.

“Você botou o baixo clero para trabalhar aqui dentro. Você casou com a mulher de Paraisópolis, e a família inteira está morando com você. Deu para entender?”

“O São Paulo perdeu o glamour”.

“Eu não sou saudosista. Se eu não tivesse glamour, iria torcer para o Corinthians e morar em Itaquera. Eu sou mesmo elitista. Você me desculpe. Não estou ofendendo, mas eu fui criado no São Paulo do Paulo Planet Buarque, do Brasil Vita, do Francisco de Assis Malta.”

Em outro momento da live, ao tratar da articulação de conselheiros do seu grupo político em torno da reforma estatutária que defendia, Sadi voltou a usar um comparativo considerado ofensivo, dessa vez relacionando a falta de resposta de alguns conselheiros ao comportamento de trabalhadores que presta serviços para ele no Guarujá.

“Há uns ‘matusaléns’ que não sei se votam ou não. Eu falo com os caras, e eles não respondem. Eu não sei se eles votaram ou se não votaram. É que nem aqueles caiçaras que trabalham para mim no Guarujá: eu não sei se eles foram em casa ou não trabalhar, porque eles não dão satisfação.”

A defesa de Sadi

Procurado após a repercussão, Sadi reconheceu o problema na forma como se expressou, mas negou intenção ofensiva: “Foi um equívoco. Fui mal interpretado.” Segundo ele, a intenção era criticar a falta de identificação de determinados grupos com a história do clube, não desqualificar pessoas por classe social. Ele classificou o episódio como encerrado.

A resposta de Gouvêa

Marcelo Portugal Gouvêa Jr., cotado como possível candidato à presidência do São Paulo pelo mesmo grupo político de oposição, também se manifestou sobre o caso. Ele fez questão de frisar que ainda não há definição final dos nomes da chapa, mas foi direto ao discordar do conteúdo das falas de Sadi, ainda que reconhecendo publicamente a proximidade política entre os dois.

Por que o episódio pode pesar politicamente

A repercussão acontece em um momento sensível para a oposição são-paulina: a eleição de conselheiros está marcada para novembro, e o pleito presidencial, para dezembro. Declarações como essas, especialmente vindas de um nome cotado para compor a chapa, tendem a ser exploradas por grupos rivais durante a corrida eleitoral — o que já se refletiu na forma como o próprio grupo de oposição tratou de se distanciar publicamente do teor das falas antes mesmo de qualquer decisão sobre a candidatura de Sadi.

informações de bastidores que dizem que estão esperando para o assunto abaixar para ver se mantém a candidatura que seria anunciada após uma reunião na 4a feira entre as partes ou se mudarão o nome de Sadi e escolherão outro nome, provavelmente do grupo de Olten Ayres que comporia essa chapa.


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