O jornalista Paulinho publicou uma relação dos salários registrados em carteira (CLT) dos jogadores do São Paulo e revelou que o clube desembolsa cerca de R$ 171,5 milhões por ano apenas com salários e encargos trabalhistas dos atletas contratados nesse regime. Segundo a publicação, os contratos registrados na CBF indicam uma folha salarial CLT mensal de R$ 9.152.995. Quando são adicionados encargos como INSS patronal, FGTS, férias, 13º salário e demais obrigações trabalhistas, estimados em 56,2%, o custo mensal sobe para aproximadamente R$ 14,3 milhões.

De acordo com o levantamento, apenas oito atletas representam cerca de 53,8% de toda a folha salarial CLT do elenco. O líder da lista é Lucas Moura, que teria salário de R$ 1,17 milhão por mês registrado em carteira. Na sequência aparecem: Lucas Moura – R$ 1,17 milhão, Jonathan Calleri – R$ 900 mil, Luciano – R$ 600 mil , Marcos Antônio – R$ 570 mil , Wendell – R$ 510 mil , Robert Arboleda – R$ 480 mil , Ferreira – R$ 420 mil , João Victor – R$ 420 mil , Somados, os oito recebem R$ 5,17 milhões mensais apenas em salários CLT.

Entre os demais atletas do elenco, os valores divulgados incluem: Enzo Díaz – R$ 305,5 mil; Rafael – R$ 300 mil; Rafael Tolói – R$ 300 mil; Newton – R$ 300 mil; Gonzalo Tapia – R$ 281,5 mil; Daniel Sertanejo – R$ 280 mil; Aurélio Buta – R$ 245,1 mil; André Silva – R$ 210 mil; Luan Silva – R$ 200 mil; Damián Bobadilla – R$ 200 mil; Pablo Maia – R$ 186 mil; Lucas Ramon – R$ 180 mil; Sabino – R$ 168 mil; Carlos Coronel – R$ 132 mil; Cédric Soares – R$ 100 mil. Na base e entre os atletas mais jovens, os salários registrados variam entre R$ 10 mil e R$ 70 mil mensais, com destaque para Ryan Francisco, que aparece com R$ 70 mil em carteira.

O levantamento ressalta que os valores divulgados não representam o custo total dos atletas. Isso porque ficaram de fora despesas como: direitos de imagem; luvas; bônus por metas; premiações; comissões de empresários; intermediações; outras verbas previstas em contrato. Na prática, jogadores como Lucas Moura, Calleri e Luciano podem ter remuneração total significativamente superior aos salários registrados na CLT.

A divulgação acontece em um momento delicado para o São Paulo. O clube enfrenta um cenário de forte pressão financeira, marcado por elevado endividamento, antecipação de receitas e necessidade de gerar recursos por meio da venda de jogadores. Embora a folha CLT represente apenas uma parte da despesa com o futebol profissional, os números evidenciam o peso da manutenção do elenco no orçamento tricolor e ajudam a explicar a busca da diretoria por maior equilíbrio financeiro. Vale destacar que os valores divulgados foram publicados pelo jornalista Paulinho e não receberam confirmação oficial do São Paulo. Além disso, contratos de trabalho registrados na CBF refletem apenas a parcela CLT da remuneração, não contemplando toda a estrutura de pagamentos prevista nos contratos dos atletas. Atualização 20/10/2026


Descubra mais sobre SPFC

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.