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Bastidores: Roger Machado, Rui Costa, Massis e pressão política

Bastidores: Roger Machado, Rui Costa, Massis e pressão política

Homem em uma coletiva de imprensa, vestido de terno escuro, com expressão séria, falando em um microfone.

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O São Paulo vive um clima de “tudo ou nada” em torno de Roger Machado. Segundo bastidores dentro do clube, o técnico vive limite da aceitação. O que era antes vista como margem para construção passou a parecer tempo de tolerância, e essa mudança de tom incomoda tanto o treinador quanto quem está ao seu lado. Roger Machado sente a pressão.

Dentro da comissão técnica, há um sentimento de que o trabalho está sendo feito, mas o resultado do campo, somado à pressão externa, acaba minando o clima interno. O estafe de Roger sabe que o ambiente não é neutro: cada derrota, cada jogo sem brilho, é encarado como um passo a menos de confiança, e não como parte de um processo em construção. O peso disso se espalha para os bastidores, onde a diretoria também começa a sentir o chão balançar.

O cenário se complica com a saída de Dorival Júnior do Corinthians. Ao ficar livre no mercado, o nome do treinador volta a aparecer com força no São Paulo, não como hipótese vaga, mas como referência concreta. O time sabe disso, os dirigentes sabem, e a torcida já antecipa o debate. O período de Dorival, que culminou com a Copa do Brasil de 2023, ainda ecoa como um momento de identidade e resultado, e isso aumenta a desconfiança em relação ao presente.

Nesse cenário, ganham voz alguns dos conselheiros” que hoje auxiliam a manter a estabilidade. Muitos eram contra as mudanças e ajudaram no apoio. Mas há limites para eles e não se limitam a torcer ou comentar: atuam ativamente, cobrando decisões, questionando o trabalho e movimentando o discurso interno. Para eles, a saída de Roger Machado é algo a já ser estudado e planejado. O assunto é intenso e uma derrota para o Vasco já criará uma situação de pura instabilidade. O Morumbi vazio, lesões e mau desempenho somam.

Por outro lado, a diretoria oficialmente tenta blindar Roger. O recado oficial é de apoio, de confiança no projeto, de necessidade de continuidade. O discurso é claro: o técnico precisa de tempo, o futebol e os resultados devem ser julgados com mais calma. Mesmo assim, ninguém esconde que o clima dentro do clube é delicado. O presidente Harry Massis, que já chega em uma fase de apostas importantes, é alvo direto de críticas e cobranças, principalmente vindas de manter Rui Costa. Uma opção seria derrubar Rui Costa e deixar Roger sem escudo. O tempo se encarregaria.

O embate entre o discurso oficial e o clima interno cria um cenário de transição. O São Paulo sustenta publicamente o atual técnico, mas o mercado de treinadores, especialmente com Dorival livre, é um território fluido e imprevisível. O nome do técnico é um pedido de muitos na torcida; é um projeto em potencial, que fica em aberto enquanto a torre de Roger Machado ainda está em pé, mas claramente trincada.

Para o torcedor, o resultado é um cenário de incerteza. O time sente o peso da derrota contra o Vitória, mas também vê atenuar a vitória sobre o O’Higgins. Roger Machado precisa de vitórias consistentes, de um futebol que ganhe o coração da torcida, e de um ambiente interno que o proteja da pressão política. Só resultados o darão isso e ele sabia quando chegou, não dá pra se vitimizar e fingir ingenuidade e vitimismo. Trabalhe e renda. isso vai calar qualquer pressão e crítica.


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23 comentários em “Bastidores: Roger Machado, Rui Costa, Massis e pressão política”

  1. Uendel Leite da Silva

    A contratação de Roger Machado foi um tiro no pé do presidente e do Rui Costa é guestao de tempo pra ele ser demitido

  2. O blog não deveria dar espaço para esse paspalho do Diego nao sei o que. Oportunista querendo aparecer em cima de um SPFC endividado e falido.
    Um palhaço.

  3. Eu gostaria que contratassem um técnico que soubesse trabalhar com a base,dando oportunidades reais para os garotos que merecem tais oportunidades.E reconquistassem o futebol que o time estava jogando antes da saída do Crespo,e com isso a torcida recuperasse a confiança no time…

  4. Robson Santana

    Sábado será a pá de cal nesse trabalho patético que sequer deveria ter começado.

    O São Paulo não ganha do Vasco, não vai jogar bem e não haverá nada a ser dito em defesa dessa dupla de incompetentes.

    Fora Rui Costa, Fora Roger Machado!

  5. O que me surpreende é que os principais envolvidos na estapafúrdia troca do Crespo pelo Roger (Rui, Rafinha, Massis e o próprio Roger) nao tivessem antecipado esse cenário. Simplesmente nao se demite um treinador com 8 vitórias, 1 empate e apenas 1 derrota em 10 jogos, líder do campeonato e querido pela torcida. Com o time redondo e sem lesões. Qualquer treinador que chegasse no lugar ja chegaria sob enorme pressao, ainda mais em se tratando de alguem sem um currículo robusto. E, a menos que repetisse ou melhorasse esse desempenho, o que pra qualquer um seria bastante improvável, obviamente essa pressao aumentaria a ponto de se tornar insustentável. Todos disseram: ja chega demitido, é apenas uma questão de tempo. Rui, Roger, Rafinha e Massis nao viram isso? Como pode tanto amadorismo e ingenuidade?

  6. Massis foi idiota, no momento que o clube precisava de tranquilidade ele seguiu a orientação do Rui e demitiu o Crespo, deveria ter segurado o Argentino e cortado as asas do Rui, não fez e quem vai pagar é o clube.

  7. Campeonato Brasileiro Sub 20 – Intervalo em SC

    Avaí 1 x São Paulo 1

    Avaí é o último colocado do Campeonato.

    Começamos ganhando e tomamos o empate no final do primeiro tempo.

    1. Ronaldo Ferreira

      O Rui esta menos sumido que o desejado, e blindar tecnico é so esperar um minimo motivo para trocar, mas o Roger e o futebol apresentado até agora so dão motivos para nunca ter sido contratado.

  8. No momento eu só gostaria da saída do Roger e do Rui Costa, sabendo que tem chance de vir coisa ainda pior…

    Então to aceitando o Dorival, mesmo que não goste dos trabalhos dele. Nem ligo dele ter saído pra seleção, meu problema é que o time vive “escolhendo jogo” e é um trabalho com prazo de validade. Mas, é o que tem…

    Se fosse pra ter uma escolha mesmo, eu pediria desculpas pro Crespo, metia um “foi mal, tava doidão” e fingiria que nada aconteceu

    1. Hahahahaha. De acordo com a proposta de mandar um “foi mal, tava doidão, pro Crespo.”

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