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Caro Zubeldia,

Aqui no Brasil temos um ditado: onde há fumaça, há fogo. Pois bem, seu cargo não está mais tão garantido quanto um um dia já foi, o gato subiu no telhado!

Eu até entendo que o São Paulo vive com mais problemas extra-campo do que novela mexicana, mas você tem uma boa parcela de culpa nos problemas e resultados do campo. Seu maior erro? Não foi apenas tático ou técnico, foi lógico: você teve oportunidades de ouro e jogou no lixo. Em vários momentos, esteve com a faca e o queijo na mão, mas conseguiu jogar o queijo fora e enfiar a faca no próprio peito.

Final de 2024, o São Paulo já classificado para a Libertadores, titulares em ponto de exaustão, torcida sedenta por novidades. Momento perfeito para dar rodagem aos reservas e jovens. O que você fez? Insistiu nos titulares, que jogaram um futebol tão feio que até o VAR ficou constrangido. Se fossem reservas, todo mundo entenderia. Mas com titulares, foi um vexame. Você quase caiu ali.

Começa 2025, novos jogadores, possibilidade de variar, torcida implorando por testes. O Paulistão era a desculpa perfeita! Mas não, você decidiu botar os titulares de novo. E já que colocou, a cobrança veio. O problema? O desempenho foi tão fraco que até o Júlio Casares sumiu das redes sociais.

Quando você chegou ao clube, disse em entrevista que estudou jogos do Luciano para posicioná-lo melhor. Pensei: “Olha só, finalmente um técnico que usa a cabeça!” Mas parece que sua inteligência ficou estacionada ali, porque está cometendo os mesmos erros de Carpini e Rogério – eles cairam depois de um péssimo Paulistão, mesmo roteiro seu.

Agora… a boa notícia: você ainda não foi demitido! (Ainda!) Isso significa que tem tempo para consertar essa bagunça. Confesso que já perdi a esperança em você (para com esse quarteto, pelo amor de Deus!), mas nunca desistirei do São Paulo. Se você acertar a mão, ficarei feliz em comemorar suas vitórias.

Então, aqui vão alguns conselhos gratuitos. Primeiro: esqueça esse quarteto. Isso não funciona, ou só funciona no PlayStation e contra times que abrem mais espaço que portão de escola em fim de aula. Mesmo contra o Corinthians tivemos sorte. Se eles fizessem um gol primeiro, era ladeira abaixo. Segunda dica: defina um esquema decente. Três zagueiros, três volantes, um pitbull na zaga, o que for! Mas algo que não transforme nosso time em um convite aberto para contra-ataques.

E, por fim, a mais importante: esqueça os titulares no jogo contra o São Bernardo. Manda um time cheio de moleques, nem leve os principais no banco. Melhor ainda: nem você precisa ir. Fique no CT treinando o time titular, porque o que realmente importa é ganhar do Novorizontino. No Morumbi, em Novo Horizonte, ou no inferno, mas tem que ganhar. Se você ainda estiver no cargo depois disso e quiser continuar esse papo, estou por aqui. No final das contas, eu torço pelo São Paulo. Se você ajudar o time a vencer, até posso torcer por você também.

Atenciosamente, Daniel Menezes.


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