GRUPO DE WHATSAPP: https://shortlink.uk/1rQK8
https://saopaulo.blog/ https://www.youtube.com/@spfcsaopauloblog
Gramado sintético machuca mais do que o natural? Lucas Moura disse que não joga mais em sintético.
A torcida virou especialista no assunto. Mas o que a ciência realmente diz sobre isso é bem mais complexo do que qualquer opinião – Leia opinião do especialista Filipe Abdalla.

A revisão mais abrangente sobre o tema analisou 53 estudos publicados entre 1972 e 2020. Conclusão para o gramado de nova geração: A maioria dos estudos encontrou taxas SIMILARES de lesão geral entre sintético e natural. Não é o vilão que a narrativa popular construiu. Gould et al., Am J Sports Med, 2022
Mas a ciência não diz que é tudo igual. Lesões de tornozelo e pé: maior incidência no sintético, tanto na geração antiga quanto na nova. Lesões de joelho e quadril: taxas similares entre as superfícies para jogadores de futebol. Lesões musculares: evidência inconsistente, sem conclusão clara. Gould et al., Am J Sports Med, 2022
Um dado que precisa estar no debate: Dos estudos que concluíram que o sintético é MAIS SEGURO que o natural, todos receberam financiamento da indústria de gramado sintético. A ciência independente diz: as superfícies são comparáveis no geral, com exceção do tornozelo. Contexto importa na hora de ler um estudo.
O sintético de 3ª geração tem componentes estruturais que afetam diretamente o impacto no corpo. A altura da fibra, a camada elástica e o sub-base determinam quanto do impacto chega à tíbia e ao joelho. Campos diferentes têm propriedades diferentes. “Sintético” não é uma categoria única. Sánchez-Sánchez et al., Sci Rep, 2019
Existe um princípio clássico da fisiologia do exercício chamado AEDI. Adaptação Específica às Demandas Impostas. O corpo se adapta ao estímulo que recebe. O atleta que treina no sintético desenvolve padrões neuromusculares, biomecânicos e de controle motor adaptados àquela superfície
Isso significa que o atleta habituado ao gramado natural vai para o sintético com: Padrão de pisada diferente; Ativação muscular não calibrada para aquela superfície; Amortecimento articular não adaptado ao retorno energético do sintético Não é o sintético que machuca mais. É a transição sem adaptação que aumenta o risco.
A pergunta certa não é “sintético ou natural é mais perigoso?” A pergunta certa é: “Com que frequência esse atleta treina na superfície em que vai jogar?” Se treina no natural e joga no sintético: transição de superfície sem adaptação = janela de risco. O princípio AEDI é ignorado nessa discussão toda.
A ciência não condena o sintético. Não absolve o natural. Ela diz que a superfície importa, que a transição importa e que a adaptação importa. Antes de culpar o gramado, vale perguntar: o atleta estava adaptado à superfície em que jogou? Essa pergunta tem mais substância do que qualquer polêmica de torcedor.
Precisamos elevar o nível desse debate no futebol brasileiro. Superfície é uma variável de preparação, não um álibi. Clube que inclui adaptação de superfície no planejamento está à frente dos que só reclamam do gramado depois da lesão. Se não há ciência orientando essa decisão, é só palpite.
Descubra mais sobre Blog do São Paulo
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
Só há uma solução possível para a questão: por meio de avanços tecnológicos, os gramados sintéticos se igualarem aos naturais. E digo mais… ou o SP para de alugar o estádio para shows ou coloca um sintético no Morumbi.
O SPFC parou no tempo, afundou na superfície da própria incompetência e caiu no abismo da roubalheira institucional.
E ja passou da hora de ter um campo de grama sintética no CT.
Eu já falei tem que colocar sintético num dos campos de treino,e até no Morumbi.
Não adianta ficar reclamando,tem que correr atrás e se adequar ao sistema.
Quanto mais treina ou joga nestes gramados mais adaptado fica…
Morumbi também tinha que ter infelizmente. A situação faz a necessidade.
Resposta para mim, simples:
Falta de treino e de vergonha na cara da Diretoria em colocar um campo sintético (umzinho que seja) no CT da Barra Funda e um em Cotia…
” Antes de culpar o gramado, vale perguntar: o atleta estava adaptado à superfície em que jogou?
Essa pergunta tem mais substância do que qualquer polêmica de torcedor.”
Mas quando dizíamos isso ( alguns ) , éramos criticados.
Quando dizíamos ( e continuamos ) para instalar um gramado sintético no CT e treinar nele, dá-lhe pedrada.
São jogos diferentes como no tênis.
Jogam em SAIBRO, PISO DURO ( quadra rápida ) e GRAMA.
E ninguém faz alarde.
nada como uma opiniao cientifica para desconstruir o argumento dos dirigentes nescios! #foramassis