Tensões internas e externas do SPFC agem nas decisões de bastidores

Retrato de um homem idoso com cabelo grisalho e uma jaqueta clara, olhando para frente em um ambiente iluminado.
Ilustração de uma crítica ao técnico Roger Machado, cercado por uma bolha protegida, enquanto torcedores protestam e expressam insatisfação. Elementos como pressão, críticas e cobrança visualizam a tensão ao redor dele com o logotipo do São Paulo FC ao fundo.

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Tensão total e surpresa nos bastidores do SPFC -Parece que não há conexão em ambos os casos, mas há. E em ambos, é um foco em auto proteção dos envolvidos. Flávio Marques é crítico, cordial, gentil mas é firme em suas críticas e crenças. Ele não abre mão do debate sobre o que acredita ou não e já faz algum tempo vem representando firme no púlpito do Conselho suas convicções desde a Era Casares/Belmonte.

Hoje, com Massis no poder, ele fora empoderado assessor especial da Presidência. E continuou franco e sincero. Na Reunião do Conselho, mesmo com vitória de Massis, Flávio deu um discurso que no entendimento de aliados do Presidente, deixou a votação menos favorável ao pontuar tudo que não concordava e em sabatinar com veemencia o Diretor de Marketing Eduardo Toni.

A reação demorou um pouco mas Massis atendeu ao pleito de aliados e ao fim, que atende a ele mesmo como possível candidato político para Presidente. Mas, se ele está preocupado com a opinião política de aliados e opositores, ele demitiria Rui Costa e Roger Machado, não?

Sim e não. Vamos lá: Se você achou que Rui Costa não se prepararia para a guerra, se enganou. Rui e Rafinha ligaram o grupo ao técnico. Os jogadores não querem mais mudanças e o Diretor e o Gerente cuidaram para entrelaçar o sistema: “No CT, somos nós. Se estivermos fechados, ninguém mexerá aqui”. E com isso, Massis sabe que teria que enfrentar uma ruptura total. E recuou como explicou ontem o Blog do São Paulo:

Massis analisando o contexto mesmo querendo demitir e mexer, neste cenário precisa: 1) Demitir Rui Costa, 2) Estar preparado para demitir Rafinha se surgir alguma objeção e 3) Demitir Roger Machado. Além disso, a costura com atletas, é um fator que eles armaram e que Massis teve receio.

Mexer com o grupo de atletas limando seus contatos de anos recentes e assumindo o alvo na sua testa, não é o que ele quer porque entende ser arriscado demais caso o novo técnico e novo Diretor não sejam bem vistos e não gostem deles. Lembram da mudança no meio do torneio de Pássaro por Belmonte? Mesmo ficando Raí? É, deu muito ruim.

Se ele terá que assumir o problema em breve e empurrar não adianta, isso já é sabido. A questão é quando e com quem costurar isso. E para tal, precisa: pensar reposição e ter todas as respostas fáceis na ponta da língua. Nas mexidas recentes, ele não assumiu nada, quem se encarregou foram Rafinha e Rui. Hoje, seria assumir tudo. Não teria mais escudos.

Mas os aliados pressionam, não? Sim. E ele ganha tempo alegando que precisa se preparar. É como manobrou este primeiro momento. Rui ameçou sair se Roger fosse demitido. Ok, amarrou com ele e o grupo. Até quando? Saberemos em breve até onde ele aguentará. Já no caso de Flávio, a imagem de Massis arranhou fortemente do lado de fora e internamente com alguns. Ouvimos até: “A eleição já começou”. Essa semana promete nos bastidores em campo e fora dele.

E você, torcedor, qual sua expectativa?


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