São Paulo deve quase R$ 30 milhões aos principais agentes do país e mais de R$ 51 milhões ao todo

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O São Paulo entrou em 2026 com uma dívida de R$ 51,1 milhões em comissões a empresários e agentes ligados às contratações de atletas realizadas nos anos anteriores. Este valor corresponde às obrigações devidas por intermediações de negociações de direitos federativos, um dos custos “invisíveis”, mas altos, da política de mercado do clube. Levantamento feito por Valentin Furlan do Uol ao ter acesso ao detalhe do Balanço 2025.
Em 2024, essa mesma rubrica somava R$ 42,4 milhões, o que mostra que o Tricolor manteve ou até ampliou o volume de negócios mediados por agentes, mesmo diante de um endividamento global na casa de cerca de R$ 900 milhões. A alta das comissões pressiona o caixa e reduz margem para novas contratações enquanto o clube negocia o pagamento dessas obrigações.
Entre os principais credores, o topo da lista é ocupado por grandes nomes do mercado:
- Bertolucci Assessoria Propaganda (Giuliano Bertolucci): R$ 9,591 milhões
- AIS Football Brasil Ltda.: R$ 5,184 milhões
- Gestifute Internacional (Jorge Mendes): R$ 4,439 milhões
- Talents Sports Ltda. (Paulo Pitombeira): R$ 3,929 milhões
- Link Assessoria Esportiva (André Cury): R$ 3,872 milhões
O perfil desses agentes mostra que o São Paulo recorreu a intermediários de peso, inclusive atuantes em negociações internacionais e de jogadores de grande valor de mercado. Para o clube, o desafio agora é conciliar o pagamento dessas comissões com uma gestão de finanças mais equilibrada, evitando novas torneiras de dívidas e usando o cenário para reforçar a imagem de clube organizado frente a torcedores e investidores.
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Esse é o motivo pelo qual o Rui Costa, que nunca ganhou um título expressivo, continua!
Tinha que investigar os contratos na gestão Julio larápio porque deve ter maracutaia nisso também !
Quem deve dinheiro, deve favor, seja para agentes ou para os proprios jogadores. O ato de “dever” ou “calote”, era algo normalizado na gestão Casares, assinado por Carlos Belmonte, que talvez entendam que essa é uma prática comum no mercado. Se um dia o SPFC quiser recuperar sua dignidade, isso vai precisar acabar.
Eu fiz uma varredura procurando sobre comissões pagas e dívidas entre os clubes brasileiros dos últimos 4 anos e fiz uma comparação entre o Flamengo que tem a maior receita do país vs a do SPFC pra mim ver se estamos pagando demais ou não nessas comissões para empresários, e vi que não estamos assim tão fora da realidade, a diferença entre ambos os clubes é que um paga a vista as comissões, e o outro (SPFC) fica parcelando e as vezes até atrasando.
Flamengo pagou em 4 anos aproximadamente 190 milhões de reais em comissão, e atualmente está devendo apenas entre 5 a 8 milhões para empresários.
Já o SPFC pagou em 4 anos aproximadamente cerca de 90 milhões de reais em comissões, e ainda deve esses 51 milhões, fora premiações, bônus e luvas de renovação e assinatura de contrato, pq aí a dívida do SPFC com empresários sobe para a casa dos 74 milhões de reais.
Outro dado importante, o Flamengo dá prioridade na qualidade dos jogadores, foram em torno de 32 contratações em 4 anos oq dá uma média de 5,9 milhões de reais de comissão paga aos empresários por jogador.
O SPFC contratou mais ou menos 58 jogadores em 4 anos oq dá uma média de 1,5 milhões de reais pagas em comissões para empresários.
Conclusão, os empresários estão fazendo a festa em todos os clubes do Brasil, isso é uma praga generalizada!
Mais dados, os maiores devedores em comissão para empresários na série A
Corinthians – 217 milhões
Palmeiras – 76 milhões
SPFC – 51 milhões
Atlético MG – 44 milhões
Internacional – 30 milhões
Vasco – 24 milhões
Fluminense – 22 milhões
Cruzeiro – 20 milhões
Grêmio – 12 milhões
Flamengo – 8 milhões
SPFC: Padrões que preocupam
Os acontecimentos recentes no São Paulo FC levantam questionamentos que não podem mais ser ignorados. A saída de Hernán Crespo, por exemplo, até hoje gera dúvidas. Seria apenas uma decisão técnica ou houve fatores externos influenciando o comando da equipe?
Quando se observa o contexto atual — incluindo manifestações públicas do empresário ligado aos jogadores: Lucas Moura, Pablo Maia e Ferreirinha — cresce a percepção de que há interferências que extrapolam o campo esportivo.
Nesse cenário, a escolha de Roger Machado também passa a ser questionada. Trata-se de uma decisão estritamente técnica ou parte de um contexto maior, no qual determinadas estruturas são preservadas até momentos estratégicos, como o período pós-janela de transferências?
Diante disso, surge uma inquietação inevitável: existe um padrão? E, se existe, por que ele não é amplamente debatido nos espaços institucionais do clube? Qual tem sido o papel do conselho diante dessas situações?
Não se trata apenas de resultados dentro de campo, mas de governança, transparência e alinhamento com a grandeza do clube. A repetição de decisões controversas e a falta de respostas claras alimentam um ambiente de desconfiança entre os torcedores.
O tempo certamente trará respostas. Até lá, resta a expectativa de que o clube reencontre um caminho mais sólido e coerente, evitando que decisões equivocadas levem o São Paulo FC a cenários que não condizem com sua história.