O trio formado por Lucas, Luciano e Calleri começou o ano afinado, como três engrenagens que finalmente giram no mesmo ritmo

Dois jogadores de futebol comemorando juntos após uma jogada, vestindo uniformes do São Paulo FC. O fundo apresenta um letreiro iluminado com a palavra 'TRICOLOR'.

No começo desta temporada, o São Paulo parece ter encontrado algo que todo treinador procura com paciência quase artesanal: sintonia no ataque. O trio formado por Lucas, Luciano e Calleri começou o ano afinado, como três engrenagens que finalmente giram no mesmo ritmo. Juntos, eles transformaram presença ofensiva em números concretos — e números que chamam atenção.

Embora os três só tenham iniciado uma partida como titulares ao mesmo tempo no décimo jogo do ano, a resposta veio rápida. Bastaram alguns minutos dividindo o mesmo espaço no ataque para mostrar que a combinação poderia render frutos. E rendeu. Somando participações diretas em gols, o trio já ultrapassa uma contribuição ofensiva por partida, algo que ajuda a explicar o crescimento recente da equipe dentro de campo.

Calleri lidera o trio com faro de artilheiro

Entre os três, quem aparece com mais frequência no momento decisivo é Jonathan Calleri. O centroavante argentino começou o ano com o faro de gol aguçado e já acumula sete gols marcados, assumindo a artilharia do time na temporada. Dentro da área, ele segue sendo aquele atacante que parece sentir o gol antes mesmo da bola chegar — como se cada cruzamento carregasse uma promessa silenciosa de perigo.

Logo atrás vem Luciano, que talvez seja o mais completo do trio quando o assunto é participação direta nos gols. O camisa 10 soma seis contribuições, divididas de forma equilibrada entre três gols e três assistências, liderando o time no quesito passes decisivos. Luciano costuma aparecer em diferentes zonas do campo, articulando jogadas, abrindo espaços e, quando surge a oportunidade, finalizando com precisão.

Lucas Moura completa a linha ofensiva com sua velocidade característica e capacidade de quebrar linhas defensivas. Até aqui, ele soma três gols e uma assistência. Não são apenas os números que chamam atenção, mas também a maneira como participa das jogadas — acelerando o ritmo, abrindo corredores e obrigando as defesas adversárias a recuar alguns metros.

Presença constante em campo

Os três jogadores participaram de 13 partidas nesta temporada, cada um ficando fora de apenas um jogo. Em termos de titularidade, Luciano aparece com mais presenças entre os onze iniciais, com nove partidas, seguido por Lucas, com oito, e Calleri, que começou sete jogos.

Nos últimos compromissos da equipe, o trio passou a aparecer com mais frequência junto desde o início. Dos últimos cinco jogos, eles começaram jogando quatro vezes, ficando de fora juntos apenas no duelo contra o Coritiba, quando o técnico Hernán Crespo optou por preservar alguns titulares.

Números que mostram o impacto ofensivo

Quando os números são colocados lado a lado, o impacto ofensivo do trio fica ainda mais claro. Somados, Lucas, Luciano e Calleri participaram diretamente de 17 gols em 14 partidas, o que resulta em uma média de 1,21 participação por jogo.

Esse desempenho ajuda a explicar a evolução recente do São Paulo em campo. Desde que Crespo encontrou uma formação que acomodasse os três no setor ofensivo, o time passou a produzir mais e a criar situações de gol com maior frequência.

Um exemplo disso foi a vitória sobre o Grêmio, considerada por muitos a atuação mais convincente da equipe no ano. Depois daquele jogo, o São Paulo ainda venceu Ponte Preta e Red Bull Bragantino, construindo uma sequência positiva que só foi interrompida na semifinal do Campeonato Paulista, quando a equipe acabou derrotada pelo Palmeiras.

De um quarteto sonhado a um trio decisivo

Durante boa parte de 2025, o torcedor são-paulino imaginava um ataque ainda mais estrelado. A expectativa era ver Lucas, Luciano, Calleri e Oscar formando um quarteto ofensivo capaz de desequilibrar qualquer defesa. Lesões e circunstâncias da temporada, porém, impediram que essa ideia se consolidasse dentro de campo.

Agora, em 2026, a realidade parece ter apontado um caminho diferente — e igualmente promissor. Em vez do quarteto sonhado, o São Paulo encontrou um trio ofensivo eficiente, que combina mobilidade, intensidade e presença de área.

No futebol, às vezes os planos desenhados no papel não se concretizam. Mas, curiosamente, é nesses desvios de rota que surgem novas soluções. E, pelo que mostram os primeiros capítulos da temporada, Lucas, Luciano e Calleri estão escrevendo juntos uma história que pode ser decisiva para o desempenho do Tricolor nos meses que vêm pela frente.

Gols do São Paulo na temporada 2026

JogadorGols
Calleri7
Lucas3
Luciano3
Bobadilla2
Tapia2
Danielzinho1
Cauly1
Lucas Ramon1

Assistências do São Paulo em 2026

JogadorAssistências
Luciano3
Danielzinho2
Bobadilla1
Pedro Ferreira1
Enzo1
Arboleda1
Marcos Antônio1
Sabino1
Lucas1

Se o ataque continuar funcionando nesse compasso, o São Paulo terá uma base sólida para atravessar o longo calendário da temporada. Afinal, no futebol, quando três jogadores conseguem falar a mesma língua dentro de campo, o gol costuma aparecer quase como consequência natural.

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