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Logos da Polícia Civil de São Paulo e do São Paulo FC, destacando a investigação de desvios financeiros no clube.

R$ 11 milhões em possíveis desvios da conta do São Paulo são investigados pela Polícia Civil

A Polícia Civil investiga um esquema de saques em dinheiro vivo nas contas do São Paulo FC e depósitos em espécie ligados a dirigentes durante a gestão Júlio Casares, em um contexto de suspeita de desvio de milhões de reais do clube. Informações do UOL hoje em seu site.

A investigação detalha que a Polícia Civil apura 35 saques em dinheiro vivo feitos a partir de contas ligadas ao São Paulo FC, somando cerca de R$ 11 milhões, dentro de um inquérito sobre possível desvio de recursos do clube.

  • Os saques foram realizados em espécie, de forma fragmentada, e fazem parte de um padrão que chamou a atenção dos investigadores pela frequência e pelo volume total, considerado incompatível com práticas de gestão modernas e transparentes em clubes de futebol.
  • A apuração cruza esses saques com pagamentos e repasses a pessoas ligadas à diretoria, para entender se havia intermediação irregular, caixa paralelo ou uso indevido de dinheiro do São Paulo.

Ainda não há conclusão judicial nem responsabilização definitiva, mas o volume de R$ 11 milhões em 35 saques em dinheiro vivo já é tratado pela polícia como um dos principais indícios de irregularidade na administração recente do São Paulo FC.

O São Paulo afirmou: “O São Paulo tem a contabilidade e registros para pagamento de despesas operacionais, que passam por auditoria. A movimentação financeira do clube é informada à Receita Federal. Não existem saques sem registro e a devida contabilização de quem deu origem aos gastos, inclusive com a documentação fiscal”

Em outra direção, as autoridades investigam o motivo de o presidente do clube, Júlio Casares, ter recebido R$ 1,5 milhão em dinheiro em sua conta corrente. Não há, até o momento, evidências que liguem os saques aos depósitos na conta do dirigente. O clube afirma que os valores sacados não possuem nenhuma relação com as movimentações na conta de Casares.

O site afirma: “Das 35 operações feitas no período analisado, 33 foram realizadas no Bradesco e duas no Banco Rendimento, ambas de titularidade do clube.

Em 2021, o montante retirado foi de R$ 1,5 milhão em sete operações. No ano seguinte, foram R$ 1,2 milhão, em seis saques.

No ano seguinte, em 2023, o volume chegou a R$ 1,4 milhão, também em seis retiradas. Em 2024, o valor atingiu R$ 5,2 milhões distribuídos em 11 saques, com média próxima de R$ 500 mil por operação. Já em 2025, até 25 de novembro, foram R$ 1,7 milhão em cinco saques.

O relatório aponta que, em 2021, os dois primeiros saques foram feitos por um funcionário do clube.

Posteriormente, o São Paulo contratou uma empresa de carro forte para realizar as retiradas. Esse procedimento foi usado em 28 das 35 operações. A investigação indica que essa mudança pode ter ocorrido para dificultar a identificação dos envolvidos.

De acordo com o Coaf, operações em dinheiro vivo têm como característica interromper a trilha de auditoria eletrônica, o que dificulta a identificação do beneficiário final dos recursos e a comprovação real da destinação da verba.

Tanto o Bradesco quanto o Banco Rendimento classificaram os saques como movimentações atípicas e incompatíveis com as práticas de mercado no relatório enviado à Polícia Civil. Outro ponto destacado no documento é a ocorrência de falhas em cinco operações, nas quais não houve identificação do responsável pelo saque.”


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