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Jogadores do São Paulo FC se reunindo em círculo, demonstrando união e concentração antes de uma partida, com torcedores ao fundo.

Preocupação com estouro do futebol do São Paulo é revelada por gestor de Fundo

Em entrevista ao GE, o sócio gestor do Fundo, Pedro Oliveira da Outfield fala com preocupação sobre o teto de gastos e valores acima no futebol do clube:

“Tem que ser uma melhora relevante. Se chegar em dezembro e reportar que gastou R$ 450 milhões, ninguém vai ficar satisfeito com isso, porque não é uma melhora que faz sentido. Mas a gente vê muito trabalho, sobretudo do Márcio Carlomagno, que é o superintendente geral do clube, junto com a equipe dele, para caminhar nessa direção.

Ainda que tenhamos essa conversa em janeiro de 2026 e o clube tiver furado o teto, a nossa visão quanto gestores é de que a trajetória é correta, uma trajetória de correção de custos, tentativa de ser mais eficiente nos investimentos e finanças. É um processo. Acredito que é possível que o clube se adeque a esse número de R$ 350 milhões, mas caso não se adeque, passa por pouco. Ano passado o clube gastou R$ 470 milhões. Então, temos um delta de R$ 120 milhões, que já representa uma melhora.

A premissa toda foi que essa ferramenta, em quatro anos e meio para ter tempo nesse processo, baratear o custo de capital do São Paulo, alongar a duração dos contratos, saindo de contratos com duração média de um ano para um contrato com o fundo de duração de quatro anos e meio, e trazer, junto desse processo, as inovações de governanças para o âmbito do clube. É um ponto importante, que sempre foi debatido com a gestão e a gestão está trabalhando junto com a gente desde a implementação do fundo, são melhorias no modus operandi da gestão.

A expectativa é de que o clube possa ser cada vez mais competitivo por meio da organização ou nesse processo de reestruturação financeira. O ponto todo é que hoje, e isso é um ponto positivo na história toda, é que no mercado do futebol é transacionado mais dinheiro. Diferente de quando Palmeiras e Flamengo fizeram o processo deles de recuperação financeira. Hoje há um volume de dinheiro transacionado muito maior que permite que o processo do São Paulo dure quatro anos e meio ou menos, diferentemente do Palmeiras, que durou seis anos, e do Flamengo, que durou cinco anos, desde que as coisas sejam bem executadas.

A gente espera que, na hora que a gente sair do outro lado do processo, o clube esteja saneado do ponto de vista de endividamento, com a possibilidade de usar o caixa que ele já gera, para reinvestir na operação principal dele, que é o futebol. A gente enxerga, sim, um clube que vai ser mais competitivo em dois, três, quatro anos, do que ele é hoje. Pelo menos no papel, ter mais capacidade de fazer investimentos no futebol profissional e de base.”


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