Dívida do São Paulo Futebol Clube com a CET: entenda o impacto no balanço financeiro de 2024

Imagem de uma bandeira do São Paulo Futebol Clube com um céu nublado ao fundo, junto a uma miniatura de pessoas segurando notas de dinheiro.

O São Paulo Futebol Clube encerrou 2024 com uma dívida total recorde de R$ 968,2 milhões, segundo o balanço financeiro divulgado pelo clube. Entre os principais credores, destaca-se a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), responsável pela organização do trânsito nos arredores do MorumBis em dias de jogos. Entenda como essa dívida se formou, sua importância no cenário financeiro do Tricolor e os detalhes do acordo firmado com a CET.

Como surgiu a dívida do São Paulo com a CET?

A origem da dívida remonta à Lei Municipal nº 14.072/2005, que determinou que clubes de futebol de São Paulo passariam a ser responsáveis pelos custos das operações de trânsito realizadas pela CET durante eventos esportivos. Após anos de disputas judiciais, o São Paulo reconheceu o débito e, em 2019, firmou um acordo para quitar aproximadamente R$ 25,7 milhões em 180 parcelas mensais, ao longo de 15 anos. Cada parcela é atualizada com juros, conforme estipulado no contrato

Imagem ilustrativa do logo do São Paulo Futebol Clube posicionado acima de uma pilha de moedas, com um fundo que inclui elementos financeiros.

Situação atual da dívida com a CET

De acordo com o balanço de 2024, o clube ainda deve cerca de R$ 25,4 milhões à CET, valor que representa uma das maiores dívidas isoladas do São Paulo atualmente. Esses débitos se referem exclusivamente aos serviços prestados pela CET nos dias de jogos, como controle de tráfego, fechamento de ruas e apoio à segurança viária no entorno do estádio.

Impacto no balanço financeiro do São Paulo

A dívida com a CET compõe uma fatia relevante do passivo total do clube, que também inclui acordos trabalhistas, processos cíveis e valores devidos a ex-jogadores e treinadores. O endividamento do São Paulo aumentou em mais de R$ 200 milhões de 2023 para 2024, atingindo o maior patamar da história do clube. Mesmo assim, a diretoria conseguiu reduzir algumas obrigações trabalhistas, mas a dívida com a CET permanece significativa e de longo prazo.


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