zubeldia expulso

Ser são-paulino não tem sido tarefa fácil. A gente ama esse clube com todas as forças, mas, ultimamente, parece que ele anda lutando sozinho. Jogo após jogo, sentimos que o São Paulo tem sido vítima de uma sequência interminável de injustiças — erros e mais erros de arbitragem, decisões que beiram o absurdo, e, principalmente, um silêncio ensurdecedor diante de tudo isso.

Somos o único clube com dois erros de direito contra sem qualquer compensação. Dois. E segue o jogo. Na dúvida, é contra o Tricolor. Na dúvida, muda o jogo do São Paulo pro pior horário possível. Na dúvida, deixa que o São Paulo pague a conta. A impressão é de que ninguém lá em cima está disposto a nos defender. E a gente, torcedor, se sente desamparado. Cansado. Indignado.

Ontem, Zubeldía, sua reação após a expulsão não foi apenas compreensível — ela foi necessária. Foi visceral. Foi um grito que estava entalado na garganta de milhões. Eu mesmo, confesso: queria estar no seu lugar naquele momento. Mas, pensando bem, sorte que não era eu… minha reação talvez fosse ainda mais explosiva.

Hoje, nosso time não tem mais um Lugano, um Rogério, um símbolo de resistência dentro de campo. Fora dele, também falta quem compre nossas brigas de verdade. Tentamos resolver de forma política, nos bastidores, com notas oficiais e reuniões discretas — e o que ganhamos? Tapinha nas costas e fotos protocolares com o “presida”. Aí a conta chega. E sobra pra você, técnico.

E aí, Zubeldía… ontem, você me representou. Você representou cada são-paulino indignado, cada torcedor que sente o clube sendo tratado como coadjuvante. Obrigado! Obrigado por não abaixar a cabeça, por não engolir calado, por mostrar que ali existe alguém que sente a dor do torcedor.

Sobre o lance em si, é preciso observar com atenção. Tudo começa quando o árbitro ignora mais uma falta dura do Lyanco — um jogador que parece se alimentar da provocação. Zubeldía reclama, com razão, e toma o primeiro amarelo. Depois, ele aponta as diversas faltas seguidas que o Lyanco cometeu e que passaram impunes. Segundo a súmula, ele aplaudiu — o que as imagens desmentem. Sete segundos se passaram entre o primeiro e o segundo amarelo. Sete. O que ele fez nesse intervalo que justificasse a expulsão? Nada. E é aí que mora a indignação.

A direção do São Paulo deveria protocolar, imediatamente, um pedido formal de cancelamento da punição. As imagens estão aí para quem quiser ver: elas desmentem a súmula. Hoje era dia de coletiva do presidente. Dia de fogo no parquinho. Era dia do Casares bater na mesa e mostrar que o São Paulo exige respeito. Casares, na dúvida, pergunta pra Leila o que ela faria se fosse contra o Palmeiras. Te garanto que você já saberia a resposta antes de terminar a pergunta.

Chega de passividade. Chega de sermos os bonzinhos do campeonato. O São Paulo precisa de gente que o defenda.
Dentro de campo. Ao lado do campo. E, principalmente, fora dele.
Alguém que compre nossas brigas. Que nos represente. Que honre nossa história.

Zubeldía, ontem, esse alguém foi você. Obrigado.


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