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Em Live no UOL, o Presidente do SPFC Julio Casares comentou sobre a situação financeira do Tricolor, vaor da dívida, risco que o fez não dormir em 2023 e mais controle em 2024: “A dívida do São Paulo hoje está próxima de R$ 700 milhões, ela aumentou, claro, mas ela aumentou porque nós fizemos esse efeito na direção de aumentar o ativo do São Paulo. Agora, depois do legado esportivo que foi o primeiro mandato, meu primeiro mandato era para buscar um legado esportivo com vitórias, com autoestima do torcedor, com governança, com compliance, com marketing arrojado, tudo isso aconteceu.

O meu segundo mandato, que eu fui reeleito sem oposição, me dita os três caminhos que eu tenho que atuar: a reestruturação e o plano de gestão, um choque de gestão na área financeira para que a gente em 5 anos termine essa dívida; a modernização do Morumbis, para que ele continue sendo essa casa vigorosa; e também uma lupa muito grande na base, é a base que vai me trazer reforço. Hoje, eu tenho poucas condições de captar jogadores porque eu não tenho dinheiro disponível, o que se paga de juros hoje da nossa dívida é muito maior do que o custo do CT de Cotia inteiro anual. Se eu resolver metade desse custo de juros, vou devolver para investimento na nossa base. Então, esse segundo mandato é a reestruturação financeira através de um choque de gestão, o estádio e a base, esses são os nossos pilares”

Tudo isso está planejado, foi um ano e pouco pra gente conseguir caminhar com a Galápagos, que foi o fundo que nos ofereceu a melhor condição e a melhor relação custo-benefício de cada ação, nós temos que fazer isso. Eu seria irresponsável se eu disse ‘vou administrar esses 700 milhões, vai virar 800 milhões, é muito menor que outros clubes’ e sair contratando para ganhar campeonato. Eu não vou arriscar isso, eu arrisquei e não dormi direito na Copa do Brasil, porque nós poderíamos ter perdido para o Flamengo, mas naquele momento eu achava que o Beraldo, o Pablo e o Nestor eram importantíssimos e foi o que aconteceu, a performance deles até a coroação de tudo aquilo com o gol do Nestor. Então, nós estamos fazendo, sim, um trabalho responsável e mirando o futuro do São Paulo”

“A SAF é a solução para comprar times quebrados, porque paga pouco e depois entra um grupo que pode ser aventureiro ou não, pode ser sério ou não, e arrebenta o clube mais ainda. Então, a SAF pode ser um boa coisa pro futebol, desde que os clubes negociem em pé, que o clube mostre reorganização. Pode ser que um dia o São Paulo discuta isso, sim, mas com o norte da sua dívida estabelecido, com a valorização do seu ativo, que é o torcedor, que bate todo o recorde no Morumbi, e com o estádio moderno e confortável para que a gente faça shows, como foi feito agora e também faça outros contratos, como fizemos com Live Nation”


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