Harry Massis afirma que suspensão das nomeações pelo vice do Conselho preserva imparcialidade das apurações no São Paulo.

Homem idoso com cabelo grisalho e barba, vestindo uma camisa clara e um casaco escuro, olhando sério para a câmera em um ambiente de evento.

O presidente do São Paulo, Harry Massis Júnior, elogiou nesta manhã a decisão do vice-presidente do Conselho Deliberativo, João Farias, de suspender a nomeação de novos membros da Comissão de Ética, e classificou a tentativa de troca como “manobra política” que poderia prejudicar a instituição.

Em declaração encaminhada por mensagem, Harry Massis afirmou que a medida do vice do Conselho endossa “a imparcialidade que almejamos para as investigações de casos graves dentro do São Paulo Futebol Clube”. Segundo o presidente, a nomeação de novos integrantes para a Comissão de Ética, no atual momento de apurações, configurou uma ação política com objetivo de interferir no procedimento investigativo.

“A nomeação de novos membros para a Comissão de Ética, em meio a todos os episódios que estão sendo analisados, foi uma manobra política, com a qual não concordamos, feita apenas para prejudicar a instituição”, disse Massis. O presidente disse ainda esperar que “as apurações continuem de forma íntegra e ajudem a passar o Clube a limpo.”

A declaração chega após o anúncio do vice do Conselho Deliberativo, que suspendeu atos de substituição da Comissão de Ética e declarou impedimento de atos por parte do presidente do Conselho no processo disciplinar em curso. A medida restabeleceu a comissão que vinha conduzindo a investigação sobre irregularidades apontadas internamente e devolveu ao colegiado o papel de dar seguimento ao rito processual.

Repercussão interna
Fontes ouvidas pela reportagem afirmam que a posição oficial do presidente busca tanto garantir a legitimidade das apurações quanto acalmar setores da base associativa preocupados com a estabilidade institucional. A classificação da tentativa de renovação da comissão como “manobra política” indica tensão entre alas do Conselho e a diretoria executiva sobre o controle dos processos internos.

Analistas de governança associativa ressaltam que, em clubes com estruturas amplas de conselhos e comissões, mudanças abruptas em comissões que investigam dirigentes podem comprometer a confiança nos resultados e levar a contestações formais. A fala de Massis, portanto, tende a reforçar a narrativa de defesa do rito e de preservação das garantias processuais dentro do clube.

Próximos passos
Com a suspensão das nomeações, a Comissão de Ética restituída seguirá com a instrução do processo; cabe agora ao vice do Conselho agendar as próximas sessões e encaminhar a pauta para deliberação do plenário. Caso o relatório que recomenda medidas cautelares — como afastamento temporário — seja levado a votação, a decisão dependerá do quórum e dos votos dos conselheiros, conforme o estatuto.

A retórica utilizada por Massis também pode antecipar medidas adicionais do clube para demonstrar transparência, como a divulgação de prazos processuais ou a contratação de assessoria jurídica externa para acompanhar o procedimento. Torcedores e associados deverão ficar atentos a convocações do Conselho e a comunicados oficiais nas próximas semanas.

“O vice-presidente do Conselho Deliberativo endossa a imparcialidade que almejamos para as investigações de casos graves dentro do São Paulo Futebol Clube. A nomeação de novos membros para a Comissão de Ética, em meio a todos os episódios que estão sendo analisados, foi uma manobra política, com a qual não concordamos, feita apenas para prejudicar a instituição. Espero que as apurações continuem de forma íntegra e ajudem a passar o Clube a limpo”, afirmou Harry Massis, presidente do São Paulo.

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