Se não mudarmos o formato de gestão, nunca mais alcançaremos Palmeiras e Flamengo, afirma Presidente do Conselho do São Paulo

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Homem falando em um estúdio de rádio, com fone de ouvido e microfone, discutindo sobre esportes. Ao fundo, uma tela mostra imagens de outras pessoas.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, Olten Ayres de Abreu Junior, Presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo falou sobre o processo de transformação da instituição que precisa mudar e virar SAF para ter competitividade com os rivais Palmeiras e Flamengo:

Eu acredito que o modelo associativo seja uma das questões que nós temos que pensar e refletir dentro de São Paulo. O senhor é favorável à SAF? Eu sou favorável a um clube empresa, eu não sei se necessariamente uma SAF. A SAF é uma das alternativas.

Eu particularmente sou favorável a um modelo de um clube que tenha capital aberto na bolsa, que tenha um sistema de controle através de empresas de auditoria independente, que tenha membros do conselho de administração nomeados por empresas que façam esse tipo de nomeação.

Existem empresas no mercado que coletam nomes de eventuais membros do conselho de administração e que a administração seja especificamente e diretamente profissional. Porque eu não acredito, independente inclusive, do dirigente torcer ou não para o clube.

Eu não vejo necessidade de ter um dirigente são paulino que, se for são paulino, melhor. Mas o importante é que ele seja competente antes de qualquer coisa. Então, eu acho que esse é o modelo ideal, é um modelo onde nós seríamos obrigados a ter uma transparência, onde nós seríamos obrigados a ter uma governança.

O modelo atual não serve para o São Paulo. E aí vem o argumento, Capelanes, Ana, é o seguinte. Ah, mas e o Flamengo e o Palmeiras? O Flamengo e o Palmeiras chegaram numa situação até aqui totalmente diferente da do São Paulo e o São Paulo não tem condições hoje de, no modelo associativo, chegar ao nível do Palmeiras e do Flamengo.

Não tem como. Não tem como. Não tem como organizar a casa. Não tem como. Mesmo com potencial de receita, nada. Não tem como. Então é assim. Olha, só forte isso, hein? Importante. Não tem como. Que aí é nós iludirmos o torcedor, né?”


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