Jornalista detona torcida do São Paulo por causa de bandeirão do Luciano

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Uma fala do comentarista Rica Perrone viralizou entre torcedores do São Paulo nesta semana. Ao comentar a homenagem feita ao atacante Luciano com um bandeirão nas arquibancadas, Perrone foi direto ao apontar o que considera uma falha coletiva da torcida são-paulina: a falta de reverência aos ídolos históricos do clube.

A fala que gerou repercussão

Em suas palavras, Perrone afirmou: “A torcida tem culpa. A torcida tem um bandeirão do Luciano. Um time tricampeão Mundial. Se tiver 75 bandeirões com todos os ídolos, aí sim. Mas não tem 5.”

O comentarista foi além e citou nominalmente jogadores que, na sua visão, mereceriam o mesmo tipo de homenagem antes de qualquer atleta do elenco atual: Fabão, Careca, Lugano, Silas e Pintado — nomes ligados a momentos históricos do Tricolor, incluindo a campanha do tricampeonato mundial.

A crítica à organizada

Perrone não poupou também a diretoria das torcidas organizadas, questionando os critérios usados para decidir quem recebe uma homenagem visual do tamanho de um bandeirão nas arquibancadas: “O presidente da organizada ou foi patrocinado ou tem 17 anos.”

A declaração, dita em tom de crítica direta, expõe uma tensão que não é nova no ambiente são-paulino: o equilíbrio entre reconhecer o presente — com um atacante em boa fase, como é o caso de Luciano — e preservar a memória de quem construiu a história de maior peso do clube, como o elenco tricampeão mundial de 1992/93.

Por que a fala pegou

O timing da declaração é parte do motivo da repercussão: o nome de Luciano tem estado em evidência recentemente, o que tornou a comparação com ídolos do passado ainda mais sensível para uma parcela da torcida que viveu — ou cresceu ouvindo falar — da era de Fabão, Careca, Lugano, Silas e Pintado.

Para os defensores da fala de Perrone, o ponto central não é desmerecer Luciano, mas sim questionar por que a torcida não tem o mesmo hábito de eternizar visualmente, nas arquibancadas, os nomes que já garantiram título mundial ao clube.

Já para quem discorda, a crítica soa descontextualizada: bandeirões costumam refletir o momento e a conexão emocional imediata do torcedor com o time, não necessariamente um ranking histórico de ídolos.

O debate está só começando

A fala de Perrone deve alimentar discussões nos próximos dias, especialmente entre torcedores mais antigos e organizadas, sobre critérios de homenagem e memória afetiva do clube. Resta saber se a repercussão vai gerar alguma resposta oficial das torcidas organizadas citadas indiretamente na crítica.


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