SAF e São Paulo FC : 10 perguntas e questões que todo torcedor precisa saber sobre a mudança GRUPO DE WHATSAPP: https://shortlink.uk/1rQK8
Com certeza você lê sobre SAF no São Paulo e você automaticamente pensa que é mais um engodo ou manobra para inglês ver. O que é fato: Uma comissão foi formada, um Ato Administrativo, o 1o de 2026 , foi lançado. Em contato com interlocutores diretos do processo, levantamos 10 pontos para você pelo Blog do São Paulo (https://saopaulo.blog/). Vamos começar por ele e seguiremos pelas dúvidas que você pode ter a respeito:

“Ato Administrativo nº 01/2026
COMISSÃO REFORMA ESTATUTÁRIA – CONSELHO DELIBERATIVO Conforme o artigo 77 do Estatuto Social do São Paulo Futebol Clube, o Presidente do Conselho Deliberativo, Dr. Olten Ayres de Abreu Junior, neste ato nomeia como integrantes da Comissão de Reforma do Estatuto, os Srs. JOSE AUGUSTO GENOFRE MARTINS, titular da matrícula associativa nº 964 (Presidente), VINICIUS PINOTTI – titular da matrícula associativa nº 1475, EDUARDO ALFANO VIEIRA – titular da matrícula associativa nº 318; RUY MAURICIO TRANQUILLI BARBOSA – titular da matrícula associativa nº 1681, ORLANDO ROSSINI JUNIOR – titular da matrícula associativa nº 1301; ROGERIO LANGANKE CABOCLO – titular da matrícula associativa nº 672 e MARCELO RAYES (Assessor da Comissão) – titular da matrícula associativa nº 2531.
Fixo o dia 15/05/2026 para a apresentação do parecer.
Ao ensejo, reitero protestos de elevado apreço e distinta consideração.
São Paulo, 30 de março de 2026
Olten Ayres de Abreu Jr – Presidente do Conselho Deliberativo “
- Comissão formada, o que eles discutirão? 7 componentes discutirão o futuro do clube de uma forma direta. Se eles definirem os termos e pareceres de como mudar o Estatuto e facilitarem o caminho para transformação em SAF, o Conselho Deliberativo deverá votar: 1) Mudança do Quórum para validar uma alteração para Clube Empresa; 2) Separação do Clube Social e o Transformação em São Paulo SAF e não mais São Paulo Futebol Clube.
- Se eles definirem as alterações 1 e 2 e o Comitê Legislativo aprovar, como funciona? Eles emitirão parecer e na sequência, os conselheiros votarão sobre o tema. Uma vez aprovados, deverão convocar Assembléia Geral e todos os sócios qualificados poderão votar. Uma vez aprovado, o Estatuto sofre alteração e novos passos podem ser seguidos. Se reprovados em alguma votação, nada acontece e segue como agora.
- O que muda na prática? Se mudar o quórum qualificado, fica mais “fácil” aprovar as mudanças no Conselho e o caminho fica livre para a mudança para clube empresa. Se não mudar o quórum qualificado mas ainda assim aprovarem no Conselho e em Assembléia, o São Paulo poderá virar clube empresa mesmo assim.
- Se nada disso andar assim, tem outra saída? Tem. Os próprios sócios, 15% assinarem e solicitarem votação via Assembléia sem precisar de consentimento dos Conselheiros do clube e a mudança ocorre diretamente.
- Se votar virar empresa, tem que vender o São Paulo? Não. Pode-se mudar para empresa e não vender nada para nenhum investidor ou proprietário. Ex: Fortaleza.
- Se virar empresa, como funciona para vender o clube? O São Paulo receberá propostas e avaliará cada um de seus processos de venda e valores. Assim, os conselheiros aprovarão ou não e uma vez validado, segue o fluxo de clubes como Bahia, Red Bull, Botafogo, entre outros.
- Por que os conselheiros relutam tanto em votar a favor da mudança? Muitos alegam precisar de um projeto estruturado de mudança e isso também é um fato, não ser mudar e votar e sim como será. Mas, também há a preocupação de perder poder direto e proximidade com o sistema político com a introdução de profissionalização, afastando a sensação de que pode ter acesso e indução de procedimentais internos, pressionar, negociar participar da estrutura e ter status, algo muito disputado até hoje no clube.
- Por que profissionalizar? Porque o sistema político de favorecimentos, encaixes, trocas, carteirinhas e movimentações de amigos, parentes, indicações já se mostrou tóxico, nocivo e destrutivo além de não demonstrar uma fluidez institucional que vise as melhores práticas e sim a governabilidade momentânea.
- Separar social do futebol vai mudar tudo? Muda quase tudo. Tudo será quando virar empresa e escolher o modelo com uma gestão profissional e regras claras de governança. Evitar que bocha, biribol, peteca, futsal, beach tennis e festinhas, churrascos interfiram em votos e isso determine quem manda no clube é um universo de distância de ter sucesso e ter um modo medieval de controle de um clube com R$ 1,085 Bilhão de faturamento e 22 milhões de torcedores. Depois, isso já reflete nos conselheiros e virando empresa, acaba a farra para cobranças corporativas e metodologias que visem sucesso financeiro e desportivo.
- Virar SAF hoje é o único caminho para competir com os clubes mais ricos? Não. Mas manter o sistema atual e brigas de parquinho infantil como há hoje não vai mudar nada. Está enraizado. Precisamos ser mais radicais ou choque real de gestão, algo que o sistema político não permite pela politicagem. Logo, sufocaram o SPFC e não deixaram opções. É um caminho inevitável e no médio ou longo prazo, é o caminho para todos. A comissão tem a chance de mudar e pode fazer história. É com isso que todos contam.
OBS: Virar empresa e aceitar a mudança não tem vínculo como a desinformação foi espalhada de ter que se vincular a grupos específicos ou ter que ceder o São Paulo a X ou Y como se veiculou como Galápagos ou outros especulados.
OBS2: O estudo do Comitê deve sim enviar votação e isso pode determinar mudar tudo. A questão é quem vai ter o pensamento no São Paulo antes de si ou de interesses próprios.
OBS3: O estudo da Alvez e Marsal de 2021, 2022, nada tem a ver. Aquele descartaram como o anterior feito pelo Leco. Não quiseram comentar o porquê quando perguntados pelo Blog do São Paulo. A explicação mais lógica é que propuseram uma profissionalização dura e não quiseram aceitar.
OBS4: Diego Fernandes e suas propostas de SAF podem pegar carona nisto? Sim. Mas o certo é que ele agregue e apresente uma estrutura de projeto que tenha aderência e ajude no processo e não contar com a sorte e surfar na onda do que for votado pensando em modelar no melhor para seus investidores e sim no que é melhor para a nova empresa, algo que ele menciona mas se referindo a representar pessoas com capital. Dificilmente atenderá o melhor de ambos os lados e em algum momento, precisará negociar o melhor para um ou outro e terá que escolher. Se representa empresários, visará lucro e não a instituição e isso também não é bom.
OBS5: Quem pode gerir esse processo de mudança? Ouvimos que Pinotti é um dos nomes que mencionam como capaz de efetuar o processo de transição junto com outros nomes da comissão mas ele hoje aparece com protagonismo para trabalhar ao lado de Olten e não duelando nesta questão.
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A frase vamos mudar tudo, para não mudar nada, parece que vai ser o vies desta tentativa, não vai adiantar tentar ser profissional com a mesma estrutura amadora. Ou se faz algo mais radical tirando todos os “conselheiros” ou sera mais do mesmo.
Ou seja, com isso vai prolongar por muito tempo este debate, passando até por outras novas presidências eleitas pelos estatutários até criar novos estudos sobre a SAF, enrolar, e não mudar nada. Desde a epoca do Leco ou anterior há esse debate, tinha estudo e não aconteceu nada além de roubos como a do camarote e dinheiros do clube indo para para particulares.
Será que essa gente que não deu sequência ao estudo descrito em OBS3, estará apto agora para fazer as mesmas mudanças?
Para mim uma grande incógnita.
O SAF no Brasil está difícil. O futebol é muuuuuuuuito caríssimo e que não vem o retorno dinheiro, do investidor. Vamos, Botafogo, Cruzeiro, Atlético Mineiro, Vasco da Gama está momento. Todos SAF estão no classificação depois 10 no Brasileirão/26. Leopoldo II
São Paulo nada tem a ver com esses clubes, SP fatura 1 bilhão ano, tem a 3 maior torcida do país, base e CT top de linha, estádio top, etc etc, as “únicas” coisas que o futuro dono vai ter que equalizar sao as dívidas bancárias e melhorar os processos internos, o resto dá para tocar tranquilamente com o caixa do clube, se for um cara agressivo ainda coloca uma grana no time e trás uns 3 reforços para bater de frente com as peppas e Flamengo.
Por um lado, é aquela mesma galerinha. Daí desconfiamos.
Por outro lado, duvido que aqueles que duvidam de tudo acreditassem que o Casares fosse cair da forma como caiu (com votação massiva), duvido que acreditassem na não aprovação das contas e duvido que acreditassem na exclusão de Mara, Douglas, etc.
Ou seja, clube ainda está nas mãos do “sistema” que sempre tenta se reorganizar.
Porém, não tem como fechar os olhos para o fato de que há um movimento de pessoas que querem, sim, o bem do clube.
Eu queria saber o seguinte: para onde vai o dinheiro da compra do clube?
Se venderem por 2 bilhões, por exemplo, esse dinheiro vai para o bolso de quem? Os sócios? Quais sócios?
Não existe venda. O clube não tem fins lucrativos. Alguns podem dizer que a venda é pelo valor da dívida. O que existe é um compromisso de investimento. Se dizem que o clube foi vendido por 1 bilhão, significa que o investidor vai aportar 1 bi em um intervalo determinado de tempo.
Obrigado, André.
O pessoal fala sobre o fato de que querem vender para se dar bem (conselheiros de hoje). Mas diante do que você apontou, como eles se dariam bem ($)?
Não consigo entender muito a lógica do pessoal.
Que precisa mudar o SPFC todo mundo tá careca de saber mas será que somente a SAF vai resolver tudo?
Dependendo os caras mantém um Rui Costa como executivo de futebol ou trazem um Alexandre Mattos da vida, o que muda?
Quem garante que irão mudar tudo mesmo?
Parte da patota estará lá como investidores da SAF e ninguém ficará sabendo.
Quando o clube vira SAF não vai dinheiro pra lugar algum, o princípio e que o dinheiro fique na nova estrutura , porém o que se vê e que esses.valores são fictícios , o Ronaldo comprou o cruzeiro por 300 milhões e aportou apenas 30 milhões na SAF, o resto era a perder de vista , a 777 comprou o Vasco por um x e iria aportar anualmente uma percentagem,
Mesma coisa no Botafogo.. no Atlético a dívida anterior com os sócios virou capital investido na nova estrutura.
Até agora o único..odelo de SAF sustentável e o do Bahia ,,,os demais são sistemas que estão sendo inviáveis… Atlético está falido, Vasco falido,.Botafogo falido ,,,no cruzeiro ,logo logo a conta chega pro dono do mercado e ele vai ter que decidir se queima o dinheiro da família no clube ou não por que a dívida dele em.dlis a os já passou de 1 bilhão.
Não importa o modelo, o futebol deveria ser administrado.como qualquer empresa, o teto de faturamento deveria ser o parâmetro pra investimento e gastos..porem quando o objet ivo e ganho futebolístico , esses parâmetros são quebrados e o pessoal se endivida pensando em ter recompensa com o ganho esportivo, porém como só um clube ganha , os demais que investem ficam no prejuízo , aí no segundo ano fazem a mesma aposta ,, até falirem, sem contar que o futebol hoje e global, e commoditie ..os custos do brasil são semelhantes aos custos europeus,, só as receitas e que são locais,, aí outro Gap financeiro que não consegue ser coberto
Bom dia
Eu sei que algo tem que ser feito,pois do jeito que esta não dá.A minha dúvida é que se aprovarem todas as fases e virar SAF,os mesmos que estão ai dirigentes e conselheiros,não vão tentar boicotar para que o sistema não mude,mesmo depois de aprovarem a SAF e tudo mais, pois com uma mudança por mais radical que for,se a grande patota continuar em seus cargos e a palpitar tem tudo para atrapalhar…
Não sei se eu consegui expressar minha dúvida.
Obrigado…
O clube sempre precisa mudar para nada mudar… As mesmas pessoas envolvidas, será que com a separação do social pro futebol, o clube e as pessoas mudam?
Separa social e futebol, adota o modelo SAF, como será organizado? Qual será o aporte financeiro? Quem cuidará? Supervisionará? Será supervisionado? Prestará contas ao torcedor? Será colocado, o balanço do clube todo e qualquer dinheiro que entrar e sair? Tendo mais dinheiro, terá mais ratos? Pinotti se não me engano, estava ligado a SAF do Botafogo de Ribeirão preto, ele se desligará de lá ? Pra que não haja de repente, conflito de interesse? Dúvido muito, mas muito mesmo, que os velhos conselheiros de gestões e gestões, passadas e ultrapassadas irão votar a favor desse novo modelo, seja do estatuto, seja da SAF, não querem perder suas benesses. Começa, da separação do social e do futebol, tirar todos, todos esses conselheiros, muda o estatuto, adota o modelo SAF, com uma administração séria, profissional e competente. Regime de SAF, modelo presidencialista, onde ele o presidente, seja a figura central, junto de administradores e investidores, empregam recursos, todos voltados ao São Paulo Futebol Clube. Diretoria profissional, onde todos sejam cobrados e se não apresentar resultados sejam demitidos… Não quero modelo de SAF, feito botafogo do rio, onde tem um dono, faz o que quer, se perde, não investe e deixa terra arrasada. Problema maior, seria quem comandaria essa SAF.
7 pessoas, incluindo o presidente do conselho deliberativo, que foi parcial no processo do Casares.
O MAC mesmo é contra essa proposta. Duvido que as múmias do conselho vão aceitar isso. Espero estar errado
Não tem príncipe encantado lá dentro. São todos péssimos. Se ficarmos esperando o Dom Sebastião voltar, NADA VAI MUDAR.
Há receio? Sim. São justificáveis? São. ENTÃO, TRABALHEM PARA DIMINUIR OS DESAFIOS. Regras de proteção contra picaretas, um conselho de fiscalização com poder para PROTEGER O CLUBE, mas o SPFC não pode perder essa oportunidade de modernizar o futebol.
Sete pessoas não é um número representativo nem do CD, que dirá do clube ou ainda da torcida.
Esse plano de SAF foi arquitetado por Casares, no auge da gestão criminosa, entre saques e shows. Era um movimento claramente golpista, em que ele seria o presidente da SAF. Qualquer coisa que venha daquele plano e daquela gestão é material radioativo.
Impossível não considerar que se trata de nova tentativa de roubar o São Paulo. Ainda mais em uma comissão em que alguns de seus membros são/foram apoiadores de Casares até o último minuto, quando não comparsas, caso do Olten.
Antes de se falar de SAF, é preciso ser um clube honesto, coisa que o São Paulo ainda não é. Gestőes limpas, transparentes, e instituições com as contas sanadas têm mais valor de mercado. Virar empresa agora é vender na maior baixa histórica.
Nenhuma SAF deu certo no Brasil. Apoiei essa ideia por anos, mas quando a prática desmente a teoria, fica-se com a prática. As SAFs não atraíram nenhum empresário sério e comprometido com o longo prazo para o futebol. O futebol é podre demais para gente séria.
SAF como iniciativa do Olten?
Lobo com pele de cordeiro. Mas esse cara está mais queimado que pão em torradeira. Quem vai cair nessa armadilha? Comecem outro mandato primeiro e não deixem o brinquedo nas mãos do Pupo que ele vai quebrar.